segunda-feira, 21 de agosto de 2017

SAÚDE/Padre Fábio fala sobre a síndrome do pânico: 'Me escondia debaixo da cama'

Apesar de estar bem, Padre Fábio de Melo não se considera curado. Foto: Globo/Reprodução

Religioso revelou que sofria de transtorno pela primeira vez no início do mês e afirma estar usando medicamentos para lidar com problemas.

O padre Fábio de Melo detalhou a luta contra a síndrome do pânico em entrevista concedida ao Fantástico na noite deste domingo (20), na qual relembrou os momentos mais difíceis e afirmou estar melhor, embora ainda não completamente curado. O sacerdote, que revelou publicamente sofrer do transtorno no início do mês, disse acreditar que compartilhar os estágios do tratamento pode ajudar outras pessoas a enfrentar o problema e contou como o uso de medicamentos o auxilia a seguir com a rotina. 

De acordo com ele, uma das crises mais graves ocorreu dentro de um avião. "Eu estava pousando em Fortaleza no fim de julho. Estava bem, mas senti um sintoma semelhante ao que tive há dois anos. Não tive vontade de sair do avião. Então peguei o medicamento, que já fica na bolsa, desci e entrei no hotel com sensação de desespero e mal estar. Quando cheguei na segunda em casa, eu desabei. Me escondia debaixo da cama, tamanho era pavor que eu sentia", relembra.

Assista a reportagem exibida pelo Fantástico

O religioso conta que recorreu à mãe, Ana Maria de Melo, para passar por uma crise: "Teve um dia que meu desespero estava tão grande que eu não queria falar com outra pessoa sem ser ela. Eu sou o Padre Fábio de Melo, mas eu continuo sendo o Fabinho da minha mãe". A síndrome do pânico chegou a afetar a fé do cantor, que pensou em desistir da batina. "Abalou muito. Foram dias que eu decidi tanta coisa rapidamente. Eu pensava que não queria mais ser padre. Pensava: 'Não tenho mais coragem de enfrentar as pessoas, de ser quem eu sou'", revela. 

Apesar de estar bem, Padre Fábio de Melo não se considera curado. Ele está tomando medicamento para combater o transtorno e diz que vai começar tratamento com um psicanalista para seguir com a rotina, que inclui missas, shows e participações em programas de TV e rádio. "Estou bem melhor, graças a Deus. Medicado e vivendo um processo de recuperação diária. Sei que é por causa da química que já está em mim. O próximo passo é a análise", diz. E acrescenta: "Tenho muita humildade para dizer que não estou inteiro. Estou trabalhando e não posso parar porque parar hoje é deixar a Síndrome do Pânico tomar conta de mim".  

Autorizada a reprodução dessa matéria desde que as fontes indicadas abaixo sejam citadas.

FonteViver/Diario - Diario de Pernambuco / Publicado no Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil em 21/08/17, às 12h53.   







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