quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Rombo na prefeitura do RJ deixado por Eduardo Paes, deve fechar até 40 unidades de saúde

Prefeito do Rio, Crivella vai fechar unidades de saúde | Givaldo Barbosa

Crivella deve fechar até 40 unidades de saúde no Rio


Alegando crise financeira, a prefeitura do Rio deve demitir 30 equipes de Saúde da Família (SF) em cada uma das 10 Áreas Programáticas (AP) do Rio. Com isso, pode chegar a 40 o número de unidades - entre Clínicas da Família e Centros Municipais de Saúde - que serão fechadas. A medida de Crivella afetará cerca de um milhão de pessoas. A informação é do ex-secretário de saúde da cidade, Daniel Soranz. Atualmente, o Rio tem 1.294 equipes de SF, e a cobertura é de 68% da popoulação. Em 2009, era de menos de 4%. A prefeitura foi questionada sobre o tamanho do corte de equipes, e a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde do Rio prefeiriu "não confirmar, nem negar".

- Estou sendo procurado por pessoas da secretaria, estão todos assustados.O corte será de 30 equipes em cada AP. Essa medida é um crime hediondo. Isso vai resultar no aumento das internações e mortes crianças - dispara Soranz.

Na manhã de hoje, a rádio "Band News" informou que seriam fechadas 11 clínicas da família na Zona Oeste carioca. É só o início do corte. Nessas unidades, 89 equipes serão dispensadas. Mas o total deve chegar a 300 equipes em toda a cidade do Rio.

Hoje (01/8), quatro Organizações Sociais (OS) administram as Clínicas da Famílias do Rio. A maior parte está ao cuidados da Iabas, inclusive as 11 da Zona Oeste que serão fechadas - como a Bárbara Mosley de Souza (na foto abaixo). A OS Viva Rio, que administra 76 clínicas da família, confirmou ao Blog Emergência que já foi procurada informalmente pela prefeitura do Rio para tratar dos cortes de equipes.

A Clínica da Família Bárbara Mosley de Souza, inaugurada em março de 2016, no Anil, é uma das que serão fechadas | Reprodução
Sem dinheiro
A prefeitura culpa a gestão de Eduardo Paes e a queda na arrecadação de receitas. Em nota, afirma que "além de dívidas do exercício anterior, o governo passado contratou serviços sem orçamento na LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias. Desde o início foram feitos cortes que atingiram cerca de R$ 400 milhões sem impactar na assistência. No entanto, como a estimativa de arrecadação não foi concretizada, o cenário exigiu contingenciamento e bloqueio das verbas da Saúde, o que gerou a necessidade de novos ajustes".

O médico Daniel Soranz, ex-secretário de Saúde, na gestão Eduardo Paes, rebate a justificativa.

- Se eles cumprirem a Lei Orçamentária aprovada na Câmara de Vereadores não haverá esse problema. Mas eles contigenciaram R$ 400 milhões da Saúde. Com isso, em 2017, o Rio terá R$ 100 milhões a menos na Saúde do que teve em 2016. 

Autorizada a reprodução dessa matéria desde que as fontes indicadas abaixo sejam citadas.

Fonteblogs.oglobo.globo.com / publicado no Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil em 02/08/17, às 09h10. 





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