quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Oposicionistas também receberam dinheiro em emendas parlamentares

Temer durante pronunciamento em Brasília / Adriano Machado/Reuters

'Se fosse para comprar voto assim, não consegui comprar a oposição', ironiza presidente após vitória na Câmara

No dia seguinte da vitória de Michel Temer (PMDB) na Câmara dos Deputados, que rejeitou a denúncia de corrupção passiva contra o presidente, o peemedebista concedeu uma entrevista exclusiva ao jornalista Reinaldo Azevedo, na BandNews FM, em que comenta a polêmica das emendas parlamentares. 

Acusado por deputados oposicionistas de comprar votos através da liberação de verba para as emendas, o presidente disse que tais emendas foram "igualmente pagas" para a oposição e para a situação. 

"Os oposicionistas também receberam [verba]; se fosse para comprar, não consegui comprar a oposição", brincou ao referir-se aos 227 votos favoráveis à investigação da denúncia. "Quem apoia o governo vota com o governo; quem não apoia, vota contra", disse ainda.


Emendas parlamentares são as verbas que os membros do Legislativo tentam "encomendar" da Lei Orçamentária Anual (LOA) para atender às demandas dos estados, ou seja, da zona eleitoral que representam. 

"Saúde foi o tema principal dessas emendas; 50% foram direcionadas à saúde, de modo que [o pagamento das emendas] é saudável para os estados e municípios", acrescentou.

"Denúncia inepta"

Michel Temer considerou a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como uma "tentativa de retirar um presidente sem motivo sólido". "Qualquer estudante de faculdade de Direito vai considerar que [a denúncia] é inepta, sem condições de prosperar", definiu o peemedebista. "Tanto que a Câmara impediu que sequer houvesse autorização para o prosseguimento desse processo." 

O presidente disse ainda que a gravação feita por Joesley Batista, que fundamentou a acusação da PGR, é "ilícita". "E ainda que não fosse [ilícita], não traz fato comprometedor nenhum", afirmou.

Temer ainda disse que sempre recebe as pessoas com delicadeza e atenção, e foi dessa forma que recebeu o executivo da JBS no Palácio do Jaburu. "Existe um patrulhamento que consiste em você não poder conversar com certas pessoas, especialmente quando se é presidente da República, porque é crime", pontuou. 

"Fortalecido" para a Reforma da Previdência 

Com o resultado visto no plenário da Câmara na noite de quarta-feira (2), Michel Temer considerou estar mais "fortalecido" para o próximo passo do governo, que é votar a Reforma da Previdência no Congresso. 263 deputados votaram pelo arquivamento da denúncia e a reforma, por ser uma PEC, precisa de 308 votos para ser aprovada. "Além disso, muitos [deputados] que votaram a favor da denúncia ontem são favoráveis à reforma", acrescentou Temer. 

Para o presidente, estados como o Rio de Janeiro estão em crise também por causa do rombo na Previdência. O presidente acrescentou que, se nada for feito, em pouco tempo o governo só terá dinheiro para pagar funcionários públicos e aposentados.

Parlamentarismo para 2018 

O peemedebista ainda falou sobre as próximas eleições e do desejo de seu governo em propor uma reforma política com, por exemplo, a eliminação de coligações. Temer ainda cogitou a possibilidade da implementação do sistema parlamentarista ainda para 2018. "Não acho que seja [uma ideia] despropositada", opinou. 

Até lá, o presidente manifestou que pretende seguir com as ações de seu governo. "Passamos por uma fase aguda agora, mas não vamos parar; o Brasil não vai parar, embora algumas pessoas insistam no contrário." 

Autorizada a reprodução dessa matéria desde que as fontes indicadas abaixo sejam citadas.

Fontenoticias.band.uol.com.br / publicado no Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil em 03/08/17, às 20h25. 





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