quinta-feira, 25 de maio de 2017

Extrema violência marcaram manifestações das Centrais Sindicais em Brasília

Manifestação em Brasília contra o governo Temer e pela convocação de eleições diretas – 24/05/2017 (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Organizadores de protesto culpam PM e black blocs por violência

Centrais sindicais e movimentos sociais dizem que mascarados se infiltraram no protesto e a PM agiu com truculência

Os movimentos sociais e centrais sindicais que organizaram o protesto da última quarta-feira, em Brasília (24), contra o presidente Michel Temer e por eleições diretas, culpam a Polícia Militar e black blocs pelas cenas de violência e vandalismo na Esplanada dos Ministérios. Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Paz Social do Distrito Federal, o protesto teve participação de 45.000 pessoas e terminou com 49 feridos (41 manifestantes e 8 policiais), um deles baleado, e oito presos. Enquanto vândalos e PMs entravam em confronto,  Temer decretou ação de Garantia da Lei e da Ordem, medida em que ordena às Forças Armadas e à Força Nacional de Segurança Pública que patrulhem as ruas do Distrito Federal até o dia 31 de maio.


Representação da MNAS e SINACS/RJ participam de manifestação em Brasília contra as Reformas Trabalhistas.  Veja mais fotos dos Agentes aqui!

Agentes de Saúde presentes no ato
Enquanto na Câmara dos Deputados os Agentes Comunitários e de Combate às Endemias lutavam para aprovação do  Projeto de Lei 6787/16, na Comissão Especial, mais adiante, outra luta se travava. Esta contra a aprovação das Reformas Trabalhistas, precisamente o Projeto de Lei 6787/16

Em um grande esforço conjunto, Agentes Comunitários de Saúde de vários estados, mobilizaram-se contra as reformas que sendo aprovadas, trarão enormes prejuízos aos trabalhadores.
A MNAS - Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde e SINACS/RJ - Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, participaram das marchas em defesa dos direitos dos trabalhadores, tando dos Agentes de Saúde, quanto dos demais profissionais dos mais diversos seguimentos.

Não podemos permitir que os deputados e senadores promovam essa destruição de nossos direitos, sem que lutemos para impedir, comentou Francisco Vilela,” coordenador da MNAS Sudeste e presidente do SINACS/RJ. Veja mais fotos relacionadas a participação dos agentes a esse ato!

Leia os destaques:
🔂Agentes de Saúde participam de manifestações contra as reformas do governo Temer
🔂Projeto de Lei 6.437/2016: Trata do perfil profissional dos ACS e ACE

Tumulto entre policiais e manifestantes durante ato convocado pelas Centrais - 24/05/2017 (Paulo Whitaker/Reuters)

Líder da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim afirma que “a polícia, como sempre, iniciou [a confusão] para conter parte dos manifestantes que chegaram perto da barreira combinada”. Sobre a depredação em onze prédios de ministérios, que envolveu princípios de incêndio nas pastas da Agricultura, Integração Nacional, Cultura e Planejamento, Bonfim pondera que “black blocs são autônomos, vão para os atos e não pedem licença, não tem comunicação nem contato nenhum”.

Por meio de nota assinada por seu presidente, o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD-SP), a Força Sindical adota o mesmo discurso ao rechaçar “a infiltração de black blocs”, classificá-los como “baderneiros” e atacar a polícia. “Igualmente atribuímos ao despreparo da Polícia Militar de Brasília grande parte da responsabilidade pelas cenas lamentáveis de depredação do patrimônio público. Em lugar de prender bandidos comuns e qualificados, de máscara ou de colarinho branco, infelizmente essa polícia se especializa em atacar trabalhadores e trabalhadoras”, diz a central sindical.

A Frente Brasil Popular, que abarca cerca de 70 movimentos sociais, incluindo MST e CUT, também diz por meio de nota que “o uso das Forças Armadas, de bombas de gás lacrimogêneo e bala de borracha demonstra a atual fraqueza do governo de Michel Temer e seus aliados, ainda mais instável após as inúmeras denúncias de corrupção que envolvem o próprio presidente”.

Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e da Frente Povo Sem Medo, publicou um vídeo no Facebook em que explica de maneira menos evasiva a depredação em Brasíia. “Estão usando como argumento ataques a ministérios. Agora, as pessoas chegam pacificamente numa manifestação, a polícia reage com porrada, bomba, de maneira sistemática… é evidente que terá reações”, diz ele.








































Fonte: Veja com edição do Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil Publicado em 25/05/17, às 15h49.

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