sexta-feira, 28 de abril de 2017

Greve ou guerra nas ruas?

Policiais e manifestantes entram em confronto na avenida Ipiranga, durante manifestação no centro de São Paulo - 28/04/2017 (Eduardo Knapp/Folhapress)

Paralisação das atividades é resposta de sindicatos às reformas da Previdência e trabalhista; metrô, ônibus, trens e outros serviços foram afetados.

Paralisação e manifestações foram registradas em 25 estados e no Distrito Federal nesta sexta-feira (28/04), na manhã do dia de greve geral. Os atos foram convocados pelas centrais sindicais em protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência, propostas pelo governo do presidente Michel Temer. As mudanças na lei trabalhista foram aprovadas na última quinta-feira, enquanto aquelas referentes à aposentadoria estão em discussão na Câmara.

Estações de metrô e trem, além de terminais de ônibus, amanheceram vazios em diversos estados, devido à participação de sindicatos ligados ao transporte. Em São Paulo, cerca de 30 categorias aderiram à paralisação, entre motoristas, metroviários, ferroviários, bancários, aeroviários, professores municipais, estaduais e particulares, entre outros.

Acompanhe ao vivo a greve geral no Brasil:

15:37 – Relembre a greve geral de 1989, que não colou em São Paulo (apesar do apoio da prefeita Luiza Erundina), mas parou capitais como Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Porto Alegre e Vitória.

Bancários aderem à greve geral na Avenida Paulista em março de 1989 (Epitácio Pessoa/Estadão Conteúdo)

15:20 – A central sindical internacional IndustriALL Global Union, que representa trabalhadores dos setores de energia e mineração, manifestou apoio à greve brasileira nas redes sociais:



15:15 – Em São Paulo, a paralisação do transporte público deixou as ruas vazias e com lojas fechadas. Confira em imagens o efeito da greve geral na capital paulista:


Radial Leste em São Paulo tem tráfego muito abaixo do normal durante greve geral convocada por sindicatos e movimentos sociais - 28/04/2017 (Reinaldo Canato/VEJA.com)

15:05 – Tinha contas para pagar nesta sexta-feira? Com as agências bancárias fechadas, saiba o que fazer para quitar as contas.

14:42 – Alexandre Correa, marido da apresentadora Ana Hickmann, não ficou nada contente com a greve geral de hoje. O empresário fez uma série de postagens no Instagram, todas na função “story” (em que as publicações são apagadas em 24h). “Manifestantes cornos. Eu tenho prejuízo”, disse em um dos vídeos. “As pessoas precisam entender que um país parado em uma sexta-feira inteira é prejuízo. Isso é baderna, é coisa de gente vermelha”, também comentou. Leia mais: Empresário, marido de Ana Hickmann, se inflama contra greve geral.

Alexandre Correa reclama de manifestações e greve geral (Reprodução/Reprodução)

14:29 – Aplicativos de transporte, como Uber e Cabify, trabalham descontos durante o dia de greve; confira como estão funcionando as promoções.

14:25 – São Paulo: greve geral paralisa centro financeiro

Agências bancárias das regiões da avenida Paulista e da Faria Lima – dois simbólicos polos financeiros do país – amanheceram fechadas pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo.


14:20 – ‘Não há greve, mas baderna generalizada’, diz ministro da Justiça

Em entrevista ao programa Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan, Osmar Serrraglio (PMDB-PR) comentou: “Estamos testemunhando piquetes, bloqueios em diversas partes do país. Mas a polícia está sendo muito eficiente, está desobstruindo. É um contrassenso imaginar que alguém esteja em greve e esteja se dirigindo ao serviço. Porque essa obstrução é para aqueles que desejam se locomover ao trabalho. Não temos greve, não há greve. O que há é uma baderna generalizada“, disse

14:15 – Brasília: Manifestação chega ao fim. Ato se deu de forma pacífica e sem registros de ocorrências. A Polícia Militar calcula a participação de 3.000 pessoas.

13:30 – Brasília: Um grupo de cerca de cinquenta jovens encapuzados chega ao protesto. Eles carregam uma bandeira com dizeres “Sindicalismo Revolucionário”. Do carro de som, organizadores do ato contra as reformas trabalhista e da Previdência pedem para que eles não se misturem. A Polícia Militar também solicitou que eles retirem a camisa dos rostos.

Grupo de 50 jovens encapuzados chega ao protesto em Brasília – 28/04/2017 (Felipe Frazão/VEJA)

13:21 – A imprensa internacional repercutiu a greve geral no Brasil desta sexta, que conta com protestos e paralisação de serviços pelo país. O jornal americano Wall Street Journal destacou a interrupção do sistema de transportes em São Paulo e o bloqueio de algumas das principais vias da capital paulista. A emissora inglesa BBC, a agência Reuters, a versão espanhola do jornal El País e a emissora americana ABC News também reportaram a greve.


13:07 – São Paulo: PM prende 16 manifestantes

Os protestos desta sexta tiveram 16 pessoas presas em São Paulo até as 10h desta sexta-feira. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os motivos para as prisões foram agressão a policiais e atos de vandalismo.

Em Pernambuco, o motorista de uma Kombi atropelou e matou um motociclista ao desviar de um bloqueio realizado por manifestantes que participam da greve geral, na BR-101 Sul, em Cabo de Santo Agostinho (PE).

Polícia dispersa manifestantes na região do Theatro Municipal no centro de São Paulo – 28/04/2017 (Felipe Cotrim/VEJA.com)

12:50 – São Paulo: cerca de 10 servidores da saúde protestam diante do hospital Cachoeirinha

Um grupo formato por cerca dez servidores da saúde protestam contra as reformas propostas pelo governo Temer diante do hospital da Vila Nova Cachoeirinha na manhã de hoje. Os manifestantes esticam faixas contra a reforma trabalhista e previdenciária quando os semáforos em frente ao hospital fecham. Além das reformas, eles também realizam campanha salarial.

Nas dependências da unidade, o atendimento segue normalizado. Uma paciente, que pediu para não ser identificada, afirmou que o número de enfermeiros é menor e que o atendimento está mais demorado que em dias normais. Ela busca atendimento para o filho de seis anos. Uma auxiliar de enfermagem, que não quis se identificar por medo de represálias, disse que um ato pela manhã chegou a reunir mais de cem pessoas diante do hospital, mas por pouco tempo.

Os serviços de urgência foram mantidos e funcionam normalmente.


Grupo pequeno de manifestantes se reúne em frente ao hospital Cachoeirinha, em São Paulo – 28/04/2017 (Rafaela Lara/VEJA.com)

12:36 – Brasília: Ato acontece sob forte esquema de segurança. A cavalaria da Polícia Militar montou um cordão de isolamento, enquanto a Força Nacional concentra-se nos arredores dos ministérios. Policiais também contam com cães e portam bombas de efeito moral.  Manifestantes que descem rumo ao Congresso Nacional passaram por revistas.

Cavalaria da Polícia Militar monta um cordão de isolamento em Brasília – 28/04/2017 (Felipe Frazão/VEJA)

06:55 – Durante as primeiras horas da manhã, manifestantes ligados ao sindicato dos aeroviários protestavam no Aeroporto de Congonhas. A manifestação saiu do aeroporto e seguiu para a sede do sindicado dos aeroviários, próximo do local. Eles ocupam duas faixas da rua de acesso ao aeroporto. Polícia Militar e organizadores da manifestação não fizeram estimativas de quantas pessoas comparecerem.

Manifestantes ligados a Força Sindical tentam bloquear o acesso ao Aeroporto de Congonhas em São Paulo – 28/04/2017 (Ricardo Matsukawa/VEJA.com)


Fonte: Revista Veja / Publicado no Jornal dos Agentes de Saúde em 28/04/17, às 16h30.

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