quinta-feira, 30 de março de 2017

Pesquisadores da USP dão novo passo para eliminar o vírus da Zika

O teste discrimina os anticorpos gerados após infecção pelo vírus zika daqueles gerados em pessoas infectadas pelo vírus da dengue

Pesquisadores da USP desenvolvem teste para detecção do zika

Um dos desafios que a epidemia de zika trouxe para o sistema de saúde e de pesquisa foi a ausência de um teste acessível e capaz de identificar a infecção específica pelo vírus. No dia 14 de março, pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP anunciaram o desenvolvimento do primeiro teste específico para detecção da doença.

O teste discrimina os anticorpos gerados após infecção pelo vírus zika daqueles gerados em pessoas infectadas pelo vírus da dengue ou em pessoas que foram vacinadas contra a febre amarela.

Os professores Luís Carlos Ferreira, do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas, e Edison Luiz Durigon, do Laboratório de Virologia Clínica, ambos do ICB, explicam como o vírus se comporta e quais foram os desafios da validação do novo mé

O método, chamado imunoenzimático do tipo Elisa, é usado desde a década de 1980 para a detecção do vírus da Aids. Esta é uma vantagem do teste desenvolvido pela USP: a rede de saúde já tem os equipamentos e conhece a técnica de utilização.

Antes do Elisa, o único método de diagnóstico utilizado para detectar o zika era o PCR, que pesquisa diretamente no sangue do paciente a presença de material genético do vírus. Esse exame é caro e não está disponível em todos os laboratórios. Além disso, o PCR só funciona nos cinco primeiros dias da infecção.


Ao mesmo tempo em que estudavam as proteínas do vírus in vitro, os pesquisadores usaram o teste em camundongos, em amostras de vírus coletadas de pacientes e, finalmente, em pessoas sabidamente infectadas. Entre as amostras, sangue de mulheres de Itabaiana, em Sergipe, e de pacientes de São Paulo, em um momento em que o vírus zika ainda não estava circulando no Estado.

Paolo Zanotto, coordenador da Rede Zika da USP, conta como foi o trabalho dos pesquisadores em Sergipe, local que teve um dos maiores surtos de microcefalia no Brasil, em 2014. O professor também explica como as amostras trazidas do nordeste ajudaram a validar a sorologia desenvolvida pelo ICB.

Para desenvolver o teste, Luis Carlos de Souza Ferreira e a equipe do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas encontraram, entre as proteínas produzidas pelo vírus zika, uma que é diferente de todas as outras produzidas pelo vírus da dengue.

De acordo com Ferreira, a dificuldade foi encontrar um fragmento de uma das proteínas do vírus zika que não compartilhasse semelhança antigênica com o da dengue. “Com isso, nós conseguimos identificar pessoas que foram infectadas com o vírus mesmo meses ou anos depois da infecção, propriamente dita. Numa análise epidemiológica, é uma informação extremamente importante para que a gente possa dimensionar o tamanho dessa infecção no país”, destaca.

Com a sorologia validada, o próximo passo será testar o método no Instituto Fernando Figueira, da Fiocruz, um dos parceiros da Rede Zika, no Rio de Janeiro.

Fonte: Núcleo de Divulgação Científica da USP / Publicado no Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil em 30/03/17, às 11h53.

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