segunda-feira, 27 de março de 2017

Agricultores de Petrolina vão a São Paulo buscar argumentos contra reforma da Previdência

A plenária contou com a presença dos presidentes e líderes da Central nos 26 estados mais Distrito Federal e resultou na indicação de 28 de abril como a data do ‘Dia Nacional de Atos e Paralisações’

O Sindicato dos Agricultores Familiares (Sintraf) de Petrolina, interior de Pernambuco, participou na sexta-feira (24) de uma plenária da Força Sindical, em São Paulo (SP), para discutir ações contra a reforma da Previdência e o projeto de lei da Terceirização, aprovado na Câmara dos Deputados, na semana passada. 

A presidente da entidade local, Isália Damacena, faz parte da diretoria nacional da Força Sindical e disse ter compartilhado com os demais sindicalistas as preocupações dos agricultores do município.


A plenária contou com a presença dos presidentes e líderes da Central nos 26 estados mais Distrito Federal e resultou na indicação de 28 de abril como a data do ‘Dia Nacional de Atos e Paralisações’.

“Com a iniciativa, a Força Sindical pretende pressionar o governo e o Congresso Nacional para atender às reivindicações dos sindicatos, como mudanças na proposta de reforma da Previdência e a aprovação do substitutivo do Projeto de Terceirização, que tramita no Senado”. No evento, Isália Damacena falou em nome dos agricultores familiares e disse que busca “apoio amplo” da Força Sindical para barrar as mudanças na aposentadoria de sua categoria. “Da forma como está, o agricultor não terá condições de pagar por tanto tempo à Previdência, assim como não vai conseguir se aposentar aos 65 anos. Por isso, é importante estarmos convergindo nessa causa”. O deputado federal, Paulo Pereira da Silva, Paulinho (SDD), presidente da Força, também discursou.

“Está existindo uma pressão enorme sobre o movimento sindical, com reflexo para o aumento das mobilizações das centrais. Os agricultores e trabalhadores não vão aceitar reformas de goela a baixo. Estão aprovando o projeto da terceirização, acabando com a contribuição assistencial e pressionando para aprovar a reforma previdenciária. A questão é por que temos de pagar essa conta?”, indagou.

“Entre as mudanças propostas pelo governo Michel Temer e que são rejeitadas pelos sindicatos, está a criação da idade mínima de 65 anos para a aposentadoria de homens e mulheres e a alteração na forma contributiva dos agricultores familiares, que deixariam de ser taxados pelo valor da comercialização de seus produtos para contribuírem sobre o Regime Geral da Previdência (RGPS). Os dois itens têm preocupado principalmente a população da Zona Rural de Petrolina, cuja renda de muitas famílias vem da pensão ou aposentadoria”, disse Isália Damacena.

Fonte: blogs.ne10.uol.com.br / Publicado no Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil em 27/03/17, às 12h44. 


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