domingo, 6 de novembro de 2016

Enfraquecimento nacional: Em 6 meses os Agentes de Saúde do Brasil retroagiram o equivalente a 10 anos de luta

18 de maio de 2016: Jacinto Nascimento, a voz de Santa Maria da Boa Vista (PE) ecoando em Brasília. 

Articulação pernambucana em Brasília sofre baixa
Infelizmente há diversas frentes tentando desarticular o movimento em defesa da categoria. O lamentável é saber que tal movimento parte de dentro dela mesma, como é o caso do Agente Comunitário de Saúde, com 15 anos de luta, Jacinto Nascimento, residente em Santa Maria da Boa Vista (PE). Justo ele que causou emoção na categoria presente no evento do Distrito Federal, ocorrido no dia 18 de maio, em face da derrubada das Portarias 958 e 959, estas que estabeleciam a substituição dos Agentes Comunitários por técnicos de enfermagem. O discurso de Jacinto, notoriamente, ecoa até os dias de hoje nas mentes dos presentes. Como a voz da resistência aos abusos e imposições eivadas de intenções de enfraquecimento dessa categoria que mudou a Saúde Pública brasileira. Mas, o que está acontecendo? Como os interesses pessoais de alguns podem atrapalhar a luta pela coletividade e quais as consequências que tal atitudes tem causado?

Brasília: Jacinto Nascimento motivando a categoria contra as Portarias 958/959. 

Segundo o entendimento de Samuel Camêlo, coordenador nacional da MNAS – Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde, “os maiores inimigos da categoria não são as forças externas, mas, aqueles que a integrando, se apropriam de uma postura, egoísta ao ponto de colocar o projeto pessoal sobre o da coletividade. “

A situação pela qual passa Jacinto Nascimento, lamentavelmente, é mais comum do que se pensa! No caso dele, há um impedimento que o impossibilita de participar do ato do dia 8 de novembro, na próxima terça-feira.

O egoísmo tem aprovado estratégias e projetos que mais contribuem para favorecimento das artimanhas dos maus gestores, do que o próprio fortalecimento da luta implementadas a mais de duas décadas pelos próprios agentes de saúde. A coisa é tão séria que, sem dúvida alguma, não é preciso fazer muito esforço para entender que estamos numa desconstrução continuada, ou seja, nos últimos seis meses a categoria retroagiu (regrediu) o equivalente a 10 anos de luta. Nunca os agentes comunitários e de endemias perderam tanto como nesses últimos dias. E o grande vilão dessa história se chama “EGO.” É ele que tem feito com que os projetos voltados a mais de 300.000 agentes sejas neutralizado, produzindo ações sem planejamento, explosões de fúrias, ataques as lideranças mais evidentes. Tudo está favorável aos que interessam produzir a extinção desses que foram o sustentáculo da Atenção Básica.

A quem interessa fazer uma mobilização nacional que deixa em casa aproximadamente 297.000 agentes de saúde? A quem interessou ameaçar os sindicatos e associações, que não se desarticularam no dia 18 de outubro, atendendo ao chamado da Mobilização Nacional? Por que áudios e vídeos foram compartilhados no WhatsApp tentando desqualificar aquele movimento, inclusive com liderança que, em várias ocasiões, recorreu ao apoio da MNAS, contudo, cometeu a insensatez de publicar que não conhece o coordenador nacional da Mobilização? É hora de acordar e perceber que tudo isso não é por um acaso, o EGO continua produzindo derrotas. Se continuarmos nesse ritmo, não teremos como reagir às forças externas, já teremos sido vencidos pelo “fogo amigo.”

Fonte: Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil - www.agentesdesaude.com.br 

Leia matérias completas:


Deixe o seu comentário no espaço abaixo!

https://lh3.googleusercontent.com/-15TawoL0n0U/UPBtbni031I/AAAAAAAAHbw/K2NBNp4QKoM/s675/facebook-comments.gif