sexta-feira, 25 de novembro de 2016

🔂Articulação e vitória: Com Congelamento do Falso Piso Nacional, Endemias chegam a receber R$ 3.330,80

As lutas nos munícios tem revelado o quanto a estratégia de luta nas bases são proveitosas. Não adianta ir à Brasília sem o trabalho nas bases, ou seja, nas cidades...

Sem dúvida alguma que qualquer classe trabalhadora que não se articula ou que o faz de forma errada, tem o dessabor de ver o seu SALÁRIO se diluindo com o passar dos meses e anos. Não é diferente com os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) . A falta de união, negligências institucionais, estas evidenciadas com a falta de estratégia que mais beneficias os administradores públicos do que os próprios trabalhadores.

A farsa do Piso Salarial Nacional – em 2013 o Congresso Nacional articulou uma grande manobra para iludir os Agentes de Saúde. A MNAS – Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde usou a sua Rede Integrada para alertar aos ACS e ACE, enviou recado aos deputados e senadores, inclusive aos que se diziam apoiadores dessas categorias. A mensagem era bem clara, ou aprovam o Piso Nacional compatível com o valor de dois salários ou haveria uma grande articulação nacional em desfavor deles.

Em 2014, veio a grande armação, criaram um falso Piso, que na verdade foi a conversão da Portaria do Repasse em um “pseudoPiso,” exatamente no valor da Portaria, ou seja, R$ 1.014. Essa portaria, que era anualmente corrigida pelo percentual do Salário Mínimo, além do acréscimo de 40% sobre tal percentual, passou a servir de arma de estrangulamento dos agentes. Nasceu sem esses mecanismos de correção e, mais tarde, Dilma Rousseff, presidente do país na ocasião, ainda lhe acrescentou mais 5 vetos, congelando por tempo indeterminado o elefante branco.

Mais uma vez a MNAS se posicionou sobre os efeitos daquela situação. Sem entender o que estava acontecendo, aqueles que aceitam qualquer coisa que pareça bom, repudiaram o alerta feito na ocasião. Agora a “fatura daquela compra” chegou. Um prejuízo que chega a quase 50% do tal piso de 2014.

As mesmas forças que lutaram para defender o FALSO PISO, hoje, não estabelecem nenhuma agenda para lutar pelo REAJUSTE da proposta macabra e bizarra, nem mesmo para produzir uma ilusão, já que se tornaram perito nesse quesito.

Cidades com o “Piso,” antes de 2014 – O Jornal dos Agentes de Saúde divulgou e estimulou as articulações para conquista do REPASSE integral, antes da portaria do REPASSE se tornar no FALSO PISO. Com regularidade era divulgado o nome das cidades que haviam conquistado o REPASSE integral, batizado de Piso Municipal.

Entre as cidades que garantiram o repasse integral, ainda em 2008, conforme informações do Agente Elbimar, foi São Tomé, RN. A categoria também garantiu outros direitos como é o caso do Adicional de Insalubridade. Agora lutam pelo Incentivo Adicional (popularmente conhecido como 14º).

Nos Grupos da MNAS no WhatsApp os Agentes de Aparecida (PB) se destacaram pelo valor recebido, ou seja, R$ 3.330,80. Uma realidade que revela a luta da categoria no município e revela que as vitórias nos municípios superam as desastrosas estratégias de luta nacional concentrada em Brasília.

Diariamente a coordenação da Mobilização Nacional realizar debates nos grupos que administra e tem aferido a realidade dos municípios e estados, transformando tais informações em alertas. Além dos suportes que são fornecidos as lideranças da categoria.

"Não há maior fator de enfraquecimento de uma CATEGORIA do que a ausência de UNIÃO. Ela é extrovertida e dinâmica, além de projetar perdas incalculáveis ao longo do tempo, " comentou Samuel Camêlo – coordenador nacional da MNAS.



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