domingo, 4 de setembro de 2016

Como é a vida de um soropositivo? Na maior parte do tempo, ela é muito parecida com a de quem não tem o HIV.

Quando uma pessoa se descobre soropositiva, deve procurar imediatamente um infectologista

Na maior parte do tempo, ela é muito parecida com a de quem não tem o HIV. Com o devido tratamento, a pessoa pode levar um dia a dia comum: trabalhando, estudando, saindo com os amigos, namorando, criando uma família… Mas é fundamental que tome seus remédios rigorosamente e siga as recomendações médicas para que não surjam complicações que atrapalhem o cotidiano. Também é importante levar um estilo de vida saudável e, claro, usar preservativo em todas as relações sexuais. Mas essa última dica é válida para todo mundo, viu? Por Bruno Machado.


De olho no sangue


visitas ao médico
Exames e tratamento

Quando uma pessoa se descobre soropositiva, deve procurar imediatamente um infectologista. Ele solicitará exames para checar a presença de outras doenças sexualmente transmissíveis e, principalmente, estabelecer a carga viral atual (a quantidade do vírus HIV no sangue) e a contagem de linfócitos T CD4 (células do sistema de defesa).

Três de uma vez

O tratamento pode combinar diferentes drogas – cada uma age numa determinada etapa do ciclo de vida do HIV. Mas hoje já existe um comprimido, a “dose tripla”, que reúne os antirretrovirais mais comuns: tenofovir, lamivudina e efavirenz. De modo geral, o paciente toma os remédios duas vezes ao dia, no máximo. E vale lembrar: eles são gratuitos, garantidos por lei.

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No mercado de trabalho

A pessoa pode trabalhar normalmente. Ela não pode ser obrigada a revelar que é soropositiva – o sigilo está assegurado desde 1989 pela Declaração dos Direitos Fundamentais da Pessoa Portadora do Vírus da Aids. Se estiver inapta, pode receber auxílio-doença ou salário mínimo mensal. Ou pode se aposentar por invalidez, realizando perícia médica a cada dois anos.


Marcado na agenda

Infelizmente, os remédios podem causar efeitos colaterais, que vão desde dor de cabeça até problemas ósseos, renais e cardíacos. Mas vale a pena insistir: se o paciente mantiver hábitos saudáveis e tratamento regular, a frequência das visitas ao médico diminui progressivamente. No início, ele precisa repetir seus exames, no mínimo, a cada três meses.

Preconceito é crime

A Declaração também criminaliza a discriminação. A pena é de até quatro anos de prisão. Há ainda outras leis para proteger quem vive com o HIV. Assim como outros portadores de doenças crônicas, a pessoa não precisa pagar imposto de renda e pode sacar integralmente o FGTS. Também pode solicitar urgência no julgamento de processos judiciais.Alguns estados e municípios garantem passe livre no transporte público.


Apoio, carinho e cuidado

Um soropositivo pode se relacionar tranquilamente com alguém sem o vírus. Basta tomar precauções extras para reduzir ao máximo o risco de infecção. Assim como seu parceiro, o soronegativo também deve realizar exames regulares. E recomenda-se o uso de camisinha e de certos medicamentos antes e depois do sexo, que diminuem a chance de contrair o HIV.


Papo reto

Mesmo assim, algumas pessoas ainda hesitam em namorar um soropositivo. O medo da rejeição pode levar muitos deles a se isolar. Felizmente, esses casos têm diminuído, graças aos avanços da medicina e à divulgação de informações confiáveis. Também há sites e redes sociais voltados para essa comunidade, em que podem fazer amizades, trocar experiências e conhecer gente interessante.

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CONSULTORIA Edgar de Bortholi Santos, médico infectologista do Instituto Emílio Ribas, e Renato da Matta, secretário nacional da Articulação Nacional de Saúde e Direitos Humanos.

FONTES: Ministério da Saúde, Instituto Emílio Ribas, Grupo de Incentivo à Vida, e sites aids.gov.br, UOL e G1


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