quinta-feira, 7 de julho de 2016

Com afastamento de Dilma Rousseff do governo, FENASCE assume o papel para o qual foi criada

Chegou a hora de defender (...) Quem?

A Federação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate à Endemias - FENASCE, sob o comando do pedagogo Fernando Cândido, defende maior participação dos agentes de saúde em ações pelo retorno da presidente Dilma Rousseff.

A estratégia é usar a situação calamitosa em que está o Sistema Único de Saúde - SUS, com um rombo superior a R$ 96 bilhões (Estadão, 13 de maio de 2016), e causar um estado de embaraço na condução do país. A segunda marcha nacional em defesa do SUS é uma ótima estratégia para mascarar os reais interesses da federação.

Em nota divulgada pela entidade, que deveria defender os interesses dos agentes de saúde, ao invés de defender algum governo, é dito o seguinte:

"Sabendo que o SUS é o único meio de contratação das categorias ACE e ACS, não da pra aceitar que entidades representativas dessas categorias fique fora de um ato de tamanha importância como a segunda marcha em defesa do SUS. Com a atual política de reajuste fiscal voltada para economizar e fortalecer a economia nacional reduzindo drasticamente investimentos em políticas públicas, e entre elas a saúde pública..."

Na opinião do editorial do Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil tal argumento é uma grande contradição, considerando que o SUS não é o único meio de contratação das categorias ACE e ACS. Estima-se que exista no Brasil mais de 200.000 contratos precários entre esses trabalhadores, ou seja, as formas de contratação são as mais diversas possíveis.

O atual presidente da FENASCE se recusou a assinar um ofício, solicitando a dedicação da Federação na regulamentação dos Agentes de Saúde (ACS/ACE) do país. É isso mesmo, o presidente da FENASCE, ainda em seu 1º mandato, se recusou a assinar um ofício enviado pela Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde - MNAS. Sob qual argumento? Nenhum! Até hoje o documento que teve aviso de recebimento, em dezembro de 2011, não foi protocolado.


Defesa do governo Dilma causou indignação na categoria. Veja os comentários aqui!

"Precisamos ampliar o investimento na saúde pública, e não cortar o pouco de repasse que hoje é feito para o SUS, enquanto os estados são beneficiados com perdão fiscal e isenção financeiro até o fim do ano" afirmou Fernando Cândido presidente da FENASCE.

O que fica "difícil entender" é o silêncio da instituição, quando o assunto é defender os Agentes de Saúde, quando o governo é amigo.

Quanto a defesa do SUS, Justifica o silêncio contra o rombo de mais de R$ 96 bilhões, deixado pelo governo amigo? Quantas manifestações foram feitas para impedir que o "único meio de contratação das categorias ACE e ACS" ficasse em estado terminal?

Os diretores das entidades representadas na FENASCE estão com excelente vontade de prover uma legítima defesa da categoria, contudo, a obrigatoriedade de se seguir um "encripte" causa um grande embaraço. Vamos torcer para que um dia a federação consiga exercer o papel que os agentes esperam, não aquele para o qual ela foi idealizada.

Não há nenhum problema em um pedagogo comandar os ACS/ACE
Desde que foi fundada, a FENASCE é comada por  Fernando Cândido. A estimativa é que no próximo mandato ele continue na diretoria executiva. E por que a instituição não é presidida por um agente de saúde? Vamos perguntar a ele?






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