segunda-feira, 14 de março de 2016

Dia 14 de março é Dia Mundial da Incontinência Urinári


Dia da Incontinência Urinária é perfeito para tirar dúvidas

O problema é comum, mas muita gente tem vergonha de falar sobre ele

Dia 14 de março é Dia Mundial da Incontinência Urinária, disfunção miccional que atinge muitos homens e mulheres no Brasil. Abaixo, Miriam Dambros, chefe do setor de urogeriatria da Sociedade Brasileira de Urologia, tira as dúvidas mais frequentes sobre a doença.

A perda de urina é um problema de idosos
Mito. Apesar da maior prevalência entre os idosos, a Incontinência Urinária não é natural do envelhecimento e pode acometer jovens, adultos, idosos, homens, mulheres e até crianças. Atualmente, por conta do aumento da expectativa de vida, são cada vez mais comuns casos de pessoas em idade ativa com Incontinência.

A Incontinência Urinária não é uma doença comum 
Mito. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Urologia, uma em cada 25 pessoas desenvolve Incontinência Urinária.

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A Incontinência Urinária é mais comum entre mulheres
Verdade. As mulheres têm probabilidade 2 vezes maior que os homens de apresentar esta condição, por conta da gravidez, do parto e de disfunções hormonais. Cerca de 40% das mulheres, após a menopausa, perdem urina de forma involuntária. Aproximadamente 8% dos homens que passam por alguma cirurgia da próstata também vivenciam por um período a incontinência.

Incontinência Urinária e Bexiga Hiperativa são a mesma coisa
Mito. A Bexiga Hiperativa é uma disfunção caracterizada por contrações involuntárias da bexiga que causam uma vontade excessiva de urinar, levando o paciente muitas vezes ao banheiro durante o dia e à noite também. Já a Incontinência consiste na perda de urina. No entanto, os dois problemas podem estar associados: o paciente pode ter Bexiga Hiperativa e perder urina também, o que se caracteriza a Bexiga Hiperativa Mista.

A Incontinência Urinária tem tratamento 
Verdade. Os tratamentos atuais permitem que em média de 70% a 80% dos portadores obtenham melhora dos sintomas. Ele pode ser feito por fisioterapia do assoalho pélvico, medicamentos ou cirurgia. No caso da Bexiga Hiperativa Neurogênica, recentemente a ANVISA aprovou o uso do BOTOX® (Toxina Botulínica Tipo A) como alternativa de tratamento. A substância é aplicada no músculo da bexiga, relaxando-o e impedindo as contrações involuntárias e, consequentemente, a perda de urina. A vantagem deste novo tratamento é que ele não possui efeitos colaterais, como acontece com os medicamentos, e não apresenta os riscos da cirurgia. O efeito do medicamento dura de 6 a 9 meses, mas pode ser reaplicado após este período.

O médico que trata desta disfunção é o urologista 
Verdade. Diferente do que muitas pessoas pensam, o urologista não é um médico de homens, assim como o ginecologista é de mulheres. Ele é um especialista no aparelho urinário e, portanto, o mais indicado para orientar sobre qualquer disfunção miccional como a IU, tanto em homens, como em mulheres, crianças e idosos. Fonte: www.disfuncaomiccional.med.br








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