domingo, 14 de fevereiro de 2016

Ministro defende opção de aborto em casos de microcefalia

Organização das Nações Unidas, no início do mês, se pronunciou favorável ao aborto seguro e a serviços de saúde sexual e reprodutiva (Foto: Thinkstock)

REDAÇÃO ÉPOCAEm ação contra o Aedes aegypti, ministro da Cultura, Juca Ferreira, afirmou que rigidez em torno do aborto nesses casos precisa ser revista.

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, defendeu a opção de aborto em casos de fetos com microcefalia, ao participar, neste sábado (13), da ação contra o Aedes aegypti em Rio Branco, capital do Acre. "Não podemos obrigar uma mãe a ter um filho com microcefalia", declarou, segundo o G1.

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"Acho que essa rigidez sobre o aborto tem que ser revista. Eu, pessoalmente, sou favorável a uma revisão para que a mulher possa optar por fazer ou não, mas isso é uma posição pessoal minha e não do governo federal. Não há nenhum posicionamento oficial sobre o assunto", afirmou.

A mobilização nacional contra o Aedes aegypti acontece hoje em 353 municípios do país. O mosquito, encontrado em todos os estados do Brasil, é o responsável pela transmissão dos vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela, e também é o maior suspeito de casos de microcefalia e da Síndrome de Guillain-Barré.

No início deste mês, a Organização das Nações Unidas se pronunciou favorável ao aborto seguro e a serviços de saúde sexual e reprodutiva em casos demicrocefalia. Políticas que dificultam o acesso de mulheres a tais serviços, em países afetados pela zika vírus, devem ser “repelidas” e “revistas”, e “passos concretos devem ser dados” para que mulheres possam se informar e buscar serviços para que exerçam “o direito de determinar se e quando querem engravidar”, disse comissário  da ONU para Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Houssein.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, que decretou estado de emergência internacional em função do vírus, a cada ano acontecem 21,6 milhões de abortos clandestinos, que põem em risco a saúde de mulheres em todo o mundo – 5 milhões delas são hospitalizadas para tratar das consequências e 3 milhões não conseguem nem mesmo atendimento médico para cuidar das sequelas. A maior parte dos casos acontecem nos países em desenvolvimento. A África, segundo a OMS, concentra dois terços das quase 50 mil mortes anuais causadas por abortos clandestinos.


REDAÇÃO ÉPOCA - 13/02/2016 - 15h16 - Atualizado 13/02/2016 15h29








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