terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Agentes de saúde e de endemias de Fortaleza aprovam estado de greve

 
Agentes se concentraram na Câmara Municipal de Fortaleza, mas depois ocuparam auditório e
plenária da casa (Foto: Sindifort)

Agentes de saúde e de endemias da capital cearense aprovaram, em assembleia, estado de greve na manhã desta terça-feira (8). Os trabalhadores protestam na Câmara Municipal de Fortaleza, pela implantação do piso nacional da categoria, sem que, para isso, seja incorporado a gratificação de incentivo de campo.

 O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio com a presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, em Brasília. A união de forças que deveria garantir o recebimento de recursos.

Outras reivindicações são a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e o reconhecimento do tempo de serviço dos trabalhadores como estatutários.

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O Sindicato dos Servidores Municipais (Sindifort) explica que já tramita na Câmara projeto referente à implantação do piso, no valor de R$ 1.014. A categoria reclama, porém, que há proposta (PL 43/2015) que incorpora a gratificação de incentivo de campo ao piso – conforme os manifestantes, isto significaria custear o piso com a própria remuneração dos agentes, anulando ganhos para os trabalhadores.

A vice-presidente do sindicato, Ana Miranda, afirma que uma comissão de representantes do Sindifort e do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde do Ceará (Sindsaúde) foi recebida pelos vereadores. A categoria aguarda o resultado para novas deliberações.

O incentivo de campo, conforme a vice-presidente do Sindifort, foi alcançado em 2009. “O que está sendo proposto pela Prefeitura é somar gratificações e dizer que está pagando o piso. Isso representaria perda de uma conquista”, critica a sindicalista.

A manutenção dessa gratificação fora do valor do piso foi discutida no último dia 1º em reunião entre agentes e presidente da casa Salmito Filho (PDT) e demais vereadores. Na ocasião, não houve acordo.

Condições de trabalho
Ainda nesta terça-feira, os agentes distribuíram ainda carta aberta à população na Câmara para denunciar condições de trabalho e remuneração inadequadas, endossando o papel desses trabalhadores no combate às doenças provocadas pelo aedes aegypti. “O prefeito, doutor em saúde pública, deve ser consciente que estamos vivendo momentos de epidemia, incluindo de microcefalia no Nordeste, também por falta de políticas públicas de saúde preventiva”, reclama a vice-presidente do sindicato.

O objetivo da manifestação é, também, pressionar a gestão municipal como parte da campanha salarial do próximo ano dos servidores, professores e empregados públicos municipais. O índice de reajuste reivindicado é de 19,46%. Fonte: Do G1/CE







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