sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Casos de dengue aumentaram 176% no País em 2015 em relação ao ano passado

Dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde

De janeiro até novembro, foram 1,5 milhão de casos, com 811 mortes por dengue. Em 2014 foram 555 mil casos, com 453 mortes pela doença

Os casos de dengue registrados no país este ano, até a metade de novembro, ultrapassaram 1,5 milhão com um aumento de 176% em relação ao mesmo período do ano passado.

Houve ainda aumento de 104% nos casos graves de dengue e de 79% no número de mortes quanto comparado com os dados de 2014. Os números foram divulgados hoje (24) pelo Ministério da Saúde.

Até o dia 14 de novembro foram registrados 1.534.932 casos de dengue, que mataram 811 pessoas. Os casos graves somam 1.488. Já em 2014 foram 555.462 casos de dengue com 453 mortes e 728 casos graves da doença. Se comparado o ano de 2015 ao de 2013, quanto houve uma epidemia da doença, houve aumento de 7% nos registros de pessoas infectadas pela dengue.

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O ministro da Saúde, Marcelo Castro, pediu a mobilização da sociedade e dos agentes públicos para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Ele lembrou que o mosquito agora transmite também a febre chikungunya e o vírus Zika.

Marcelo Castro alertou que as regiões do país têm peculiaridades quanto ao criadouro do mosquito e que é preciso ficar atento a essas características. No Nordeste, por exemplo, ele exemplificou que as pessoas armazenam água em função da seca e essa acaba sendo uma fonte para a proliferação.

“Ou a sociedade brasileira se envolve, se mobiliza para combater o Aedes aegypti ou nós não seremos vitoriosos. O momento que estamos vivendo é muito grave”, disse o ministro.

O secretário de Vigilância em Saúde, Antônio Nardi, disse que é preciso ficar alerta não apenas no verão, quando ocorre o pico da doença. “O mosquito está se fortalecendo, se adaptando às condições climáticas, ficando mais resistente e exigindo de nós e de toda a sociedade uma mudança de comportamento no sentido de não deixá-lo se desenvolver”, disse.

O estado de Goiás registra a maior incidência de dengue com 2.314 casos por 100 mil habitantes, seguido por São Paulo com 1.615 casos por 100 mil habitantes. A Região Sudeste concentra 63% dos casos (975.505). As demais regiões têm os seguintes números: Nordeste (278.945), Centro-Oeste (198.555), Sul (51.784) e Norte (30.143).

A estatística de índices para Aedes aegypti, do Ministério da Saúde, realizada em outubro e novembro, cobre 1.792 cidades. O levantamento indica que 199 municípios brasileiros estão em situação de risco de surto de dengue, chikungunya e vírus Zika. Outras 665 cidades estão em situação de alerta.

Os locais de armazenamento de água, como tonel e caixa d'água, foram identificados pelo levantamento como o principal criadouro do mosquito na região Nordeste. No Sudeste e Centro-Oeste foram os vasos de plantas e garrafas e no Sul e Norte o lixo foi o local com maior número de focos encontrados.

No caso da chikungunya, este ano foram notificados 17.131 casos, sendo que 6.724 foram confirmados e 8.926 estão em investigação. Há confirmação de casos do vírus Zika em 18 estados.

Para alertar a população sobre a importância do combate às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, o ministério da saúde lançou hoje uma nova campanha “Se o mosquito da dengue pode matar, ele não pode nascer”. Fonte: A Crítica








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