sábado, 8 de agosto de 2015

Mais de 70% dos enfermeiros se sentem inseguros no trabalho

No Jornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo, os profissionais relataram os problemas vivenciados no ambiente de trabalho.

Uma das principais queixas dos profissionais da enfermagem é referente ao aumento da insegurança no ambiente de trabalho. Pelo menos 70% de auxiliares, técnicos e enfermeiros relatam que já sofreram agressão ou ofensas por parte de pacientes e acompanhantes. A comprovação das queixas ocorreu na pesquisa Perfil da Enfermagem, lançada em julho pelo Conselho Federal de Enfermagem em parceria com o Instituto Oswaldo Cruz.

Em recente reportagem veiculada pelo jornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo
, profissionais relataram os problemas vivenciados no ambiente de trabalho. Na maioria dos casos, pacientes revoltados com a demora no atendimento ou com a precariedade nas unidades de saúde acabavam descontando sua ira nos profissionais.

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O mais assustador é que agressões como essa não são raras, são muito frequentes. Elas fazem parte de uma rotina - que os profissionais de enfermagem conhecem há muito tempo - e que uma pesquisa acaba de traduzir em números.

A pesquisa foi feita pelo Conselho Federal de Enfermagem e pela Fundação Oswaldo Cruz para conhecer o perfil de 1,6 milhão de enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem do país. Ao todo, 19% responderam que existe violência nos lugares que trabalham e 71% afirmam que há pouca segurança. Já 66% sofrem algum tipo de desgaste profissional, seja por exposição ao risco de agressão, excesso de trabalho ou falta de estrutura para desempenharem bem suas funções.

O cidadão já chega com uma representação que ele vai ser mal atendido, que o SUS não é bom, é deficitário, então ele já chega com uma pré-disposição de exigir o melhor possível para o atendimento dele. Ele entende que o direito dele também é chegar com violência na exigência dos seus direitos, e o primeiro a receber esse tipo de reivindicação é o profissional de enfermagem”, afirma o vice-presidente do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo, Mauro Dias da Silva.

O conselho acredita que mudanças na profissão e no atendimento público de saúde podem mudar o cenário, mas em longo prazo. Por enquanto, tem certeza de que enfermeiros, técnicos e auxiliares vão continuar sendo vítimas, como uma profissional que tem medo de ser identificada. “Às vezes do nada, a gente leva um soco, um empurrão. Acontece bastante”, diz.

 





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Fonte: Ascom Sateal - Com Informações G1



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