sábado, 30 de agosto de 2014

Primeira grande paralisação dos Agentes Comunitários de São Paulo

Na metade da Av. Brigadeiro Luís Antônio, a quantidade de pessoas na passeata já tinha praticamente dobrado. (Crédito: Erick Vizoki)

Fragmento divulgado pelo Jornal dos ACS/ACE em 23/08/14
"Em face da sinalização da paralisação, por parte dos Agentes comunitários de saúde (ACS) de São Paulo, a Coordenação Nacional da MNAS - Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde estabeleceu contato com a gestão paulista por meio do site seu site, twitter e Facebook, além dos e-mails oficiais enviados as secretarias: Secretaria Municipal de Saúde,  Vice-Prefeita da Cidade de São Paulo,  Secretaria Municipal de Relações Governamentais, Controladoria Geral do Município, Secretaria Executiva de Comunicação, Secretaria do Governo Municipal e ao próprio Prefeito da Cidade de São Paulo, advertindo sobre os possíveis prejuízos a que a população paulista será submetida com a paralisação da categoria. Foi comentado também sobre as repercussões políticas e efeitos irreparáveis causados ao legado do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT/SP), inclusive prejudicando a campanha de Padilha, ao governo paulista.

Agentes comunitários paulistas reivindicam 19% de reajuste salarial; Um verdadeiro exército formado por 10.000 funcionários, que laboram atendendo 2,5 milhões de pessoas em São Paulo." Continue lendo aqui!

Saiba mais sobre:
O presidente do SINDSEP-PE*, Sérgio Goiana, fala sobre a importância da valorização dos agentes de saúde.  
 
Agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias, agentes de promoção ambiental e acompanhantes comunitários de todas as regiões da cidade de São Paulo realizaram ontem (27/08) uma grande manifestação para reivindicar, entre outras coisas, 19% de aumento salarial sobre o atual piso da categoria, que é de R$ 1.100.

Cerca de 2 mil trabalhadores se reuniram no vão livre do Masp, na Av. Paulista, por volta das 10h e, em seguida, partiram em passeata até a sede do Sindhosfil (Sindicato das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos do Estado de São Paulo), que fica na rua Líbero Badaró. Da Paulista, a categoria seguiu pela Av. Brigadeiro Luís Antônio até o Largo São Francisco. Depois os agentes seguiram pela rua José Bonifácio até a Praça Patriarca e se concentraram em frente a prefeitura, no Viaduto do Chá. Ali permaneceram por alguns minutos e só então se dirigiram para a frente da sede do Sindhosfil.

 Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, tem uma nova dor de cabeça: está em evidência nas mídias sociais com publicações feitas pela MNAS.

Por volta das 11h o vão livre do Masp já estava lotado. O Sindicomunitário estima que pelo menos 2 mil agentes se concentraram lá antes de sair em passeata.
A cada metro caminhado pela Av. Paulista o grupo crescia cada vez mais.
Durante a travessia, diversos outros agentes se uniram à passeata e o total de pessoas se aproximou de 5 mil. Além do tradicional “Agente unido jamais será vencido”, outras palavras de ordem se somaram à euforia e empolgação da categoria, como “Ah, ah, ah, a Paulista é nossa!”, “Hoje não tem VD (visita domiciliar)”, “Insalubridade”, entre outros.

Durante o percurso, diretores do Sindicomunitário entregavam panfletos à população para explicar o motivo de nosso protesto. Na foto, o companheiro José Jailson entregava o informativo por onde passava.

 Além da diretoria, quem estava na passeata também ajudou a distribuir o informativo do Sindicomunitário.
Juntou-se à diretoria do Sindicomunitário e aos agentes o presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), Paulo Sabóia, e outros integrantes da central sindical.

Lideranças da CGTB-SP também foram apoiar os agentes. Da esq. p/ dir.: Alfredo de Oliveira Neto (secretário geral da CGTB-SP), Roberto Prebill (presidente licenciado do Sindicomunitário), Paulo Sabóia (presidente estadual da CGTB-SP) e Carlos Alberto (presidente em exercício do Sindicomunitário).

Francisco Edivan Rolim, diretor do Sindicato da Alimentação de São Paulo, também marcou presença e ajudou a conduzir a manifestação desde o início, na Av. Paulista, até a sede do Sindhosfil. A entidade também contribuiu generosamente com um carro de som, que foi fundamental para mobilizar e organizar a passeata. Edivan se solidarizou com a luta dos agentes comunitários e, durante todo o trajeto, além de animar os agentes, ainda explicava à população o motivo da mobilização e qual o trabalho desempenhado pelos agentes comunitários.

Após a pressão em frente ao Sindhosfil, os patrões decidiram chamar representantes da categoria para “conversar”. A mobilização acabava de garantir sua primeira vitória, que era realizar nova negociação, o que, até então, estava sendo “empurrada com a barriga” pela entidade patronal.

O companheiro Francisco Edivan Rolim, do Sindicato da Alimentação de São Paulo, esteve durante toda a manifestação com a categoria e prestou importante colaboração, ajudando a puxar a passeata com um carro de som fornecido por seu sindicato. Nossos sinceros agradecimentos a esse companheiro de luta. (Crédito: Erick Vizoki)

O presidente em exercício do Sindicomunitário, Carlos Alberto Santos Gualberto, decidiu convidar o diretor da região sul, João Paulo de Souza, e o presidente licenciado, José Roberto Prebill, que decidiu acompanhar de perto a manifestação (uma vez que ele também é agente comunitário de saúde), e foram ouvir o que a diretoria do Sindhosfil tinha a dizer. Carlos Alberto nomeou o companheiro João Paulo para presidir a comissão de negociação.


Intimidação

Para a surpresa da diretoria do Sindicomunitário, uma agente comunitária de saúde mostrou a todos, durante a manifestação em frente ao Sindhosfil, uma carta distribuída no dia anterior pela ASF – Associação Saúde da Família, que procurava intimidar os trabalhadores com ameaças. O comunicado orientava seus funcionários para que furassem a paralisação de 24 horas. Caso contrário, a participação na manifestação organizada pelo Sindicomunitário seria considerada falta injustificada.

A ASF, com essa atitude, contrariou as orientações do próprio Sindhosfil, entidade patronal que a representa. O sindicato patronal reconhece o direito de greve e garantiu que orientaria as organizações sociais (OS) por ele representados que não penalizassem nenhum trabalhador por causa da paralisação.

E as ameaças continuaram. Outras OS, no dia seguinte à manifestação, comunicaram seus funcionários que teriam dias descontados por conta da participação na greve.

Carta enviada pela ASF aos seus funcionários com o intuito de intimidar a categoria e esvaziar nossa manifestação. Não adiantou nada, só deixou a todos ainda mais indignados. (Crédito: Erick Vizoki)

“Qualquer retaliação por parte das parceiras contra qualquer agente que tenha participado de nossa passeata nós não iremos deixar barato”, diz Carlos Alberto. “Se um único agente for penalizado por isso ou demitido, realizaremos novas manifestações em frente a OS que praticou essa flagrante ilegalidade. Isso além de acionar nosso Departamento Jurídico para mover ação trabalhista contra a OS”, afirmou.

Momento emocionante: o enorme grupo de agentes passa em frente ao Centro de Referência da Mulher – Hospital Pérola Byington, o lugar onde tudo começou. Foi ali que aconteceram os primeiros cursos e treinamentos para capacitar os primeiros agentes comunitários de saúde quando a categoria ainda nem existia oficialmente. (Crédito: Erick Vizoki)

Nova assembleia

“Eles disseram que estão avaliando uma nova proposta e que terão uma mesa redonda para discutir nossa situação”, revelou Carlos Alberto à categoria assim que a reunião terminou. “Estaremos divulgando para a categoria a nova proposta do Sindhosfil assim que tivermos uma posição”, comunicou.

Logo após a reunião com a diretoria do Sindhosfil, o companheiro Carlos Alberto se reúne com diretores e lideranças. (Crédito: Erick Vizoki)

 Carlos Alberto encerra a mobilização e faz a convocação para uma nova assembleia marcada para o próximo dia 30/08. (Crédito: Erick Vizoki)

A nova proposta apresentada pelo Sindhosfil será repassada à categoria em nova Assembleia Geral Extraordinária, que será realizada na manhã deste sábado, dia 30/08, no salão da Igreja Nossa Senhora da Paz, na Liberdade.

“Ainda não sabemos qual será a proposta, mas de uma coisa temos certeza: dependendo do que oferecerem e do que a categoria decidir, a greve poderá continuar”, avisou Carlos Alberto.

Antes de chegar à sede do Sindhosfil, a categoria fez uma rápida concentração em frente a prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá. (Crédito: Erick Vizoki)

Imprensa

A manifestação foi tão grande que chamou a atenção da imprensa. Pelo menos duas grandes emissoras de televisão foram até a rua Líbero Badaró para entender o que estava acontecendo.

A Globo, em transmissão ao vivo, levou imagens de helicóptero em sua primeira edição do jornal SPTV.

Repórteres da TV Gazeta e da Globonews também estiveram no local e cobriram a manifestação em frente ao Sindhosfil.

O companheiro Carlos Alberto é entrevistado por repórter da TV Gazeta. (Crédito: Erick Vizoki)

 O presidente em exercício Carlos Alberto concede entrevista á Globonews. (Crédito: Erick Vizoki)

Enfim, foi uma manhã gloriosa para os agentes da capital paulista. “Os agentes comunitários acordaram e, a partir de hoje, todos passaram a saber que não somos fracos ou desunidos. Somos uma categoria forte e importante, que merece ser respeitada”, finalizou Carlos Alberto.

CONFIRA ABAIXO ALGUNS LINKS COM MATÉRIAS PUBLICADAS NA IMPRENSA SOBRE NOSSA MANIFESTAÇÃO


GLOBO NEWS
http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/t/todos-os-videos/v/agentes-de-saude-fazem-manifestacao-em-sao-paulo/3591067/

TV GAZETA - JORNAL DA GAZETA
https://www.youtube.com/watch?v=Kf_ZpguASQk


FOLHA DE SÃO APULO
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/08/1506581-protestos-por-melhoria-na-saude-afeta-transito-no-centro-de-sao-paulo.shtml

 http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/28317-agentes-de-saude-protestam-em-sp#foto-431911



ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
DIA 30/08, NA IGREJA NOSSA SENHORA DA PAZ, A PARTIR DAS 9HS

Endereço: Rua do Glicério, 225 – Liberdade

NÃO DEIXE DE COMPARECER!!!

Vamos decidir se aceitamos a proposta do Sindhosfil ou se

A GREVE CONTINUA!!!!

Sindcomunitário

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Fonte: www.sindicomunitario.org.br