domingo, 15 de junho de 2014

A Fifa, A Copa do Mundo, os Agentes de Saúde e os R$ 20,7 milhões gastos na abertura do evento

Loock da galinha pintadinha da Claudia Leitte, custou R$ 2,7 milhões.

A informação é da FIFA, surpreendendo quem pensava que a conta coubesse ao Comitê Organizador Local, entidade privada e responsável pela Copa do Mundo.
O decepcionante espetáculo de abertura, que custou R$ 18 milhões (fora loock de Claudia Leitte, avaliado em R$ 2,7 milhões), foi pago pelo governo brasileiro, informa a FIFA, causando surpresa geral. Mais adiante retomamos esta questão. Sobre o gasto total com a Copa do Mundo, leia o texto da Revista Veja, sob o título “Novos gastos elevam custo da Copa para quase R$ 10 bilhões.”

Veja também: 


Agora precisamos fazer uma rápida retrospectiva sobre a vergonhosa situação dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias, a MNAS - Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde (ACS/ACE) denuncia os lobos vestidos de ovelha de um sistema que mais parece filme de terror.  A categoria de Agentes de Saúde (ACS/ACE) levou quase 9 anos lutando por um Piso Nacional de valor equivalente a dois salários mínimos, defendido pela CONACS como algo possível, na verdade, as sucessivas falhas de estratégia, em face da arrogância da diretoria executiva da instituição, tornou-se algo distante. Mas, de forma desesperadora, foi feito um pacto para salvar os deputados e senadores da ira dos agentes de saúde. Estabeleceram  um repasse do Ministério da Saúde, no valor de R$ 1.014, que logo foi aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. O Piso Nacional, que sustou quase 9 anos, recursos dos trabalhadores, muito suor e lágrimas, foi aprovado em meses na Câmara dos Deputados e no Senado Federal? Tal aprovação foi algo vibrante e emocionante (para os que não sabiam da grande manobra para impedir o boicote da categoria contra os parlamentares).

Manobra contra os ACS/ACE
Tudo é muito simples: os parlamentares: deputados e senadores, aprovam o repasse integral com a denominação de “Piso Salarial Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias” e tudo estaria resolvido, salvo, por um detalhe: A Mobilização Nacional não aceita nenhum pacto contra os trabalhadores.


O que legou quase 9 anos para ser aprovado com mobilizações em Brasília, foi aprovado em alguns dias (com apenas três dúzias de agentes no DF). Você sabe por que a pressa?

Vários municípios já garantiram o repasse integral, entre eles:

A MNAS tem apoiado a sanção do PLS 270/2006, por entender que alivia a situação de milhares de trabalhadores/as nos mais diversos estados brasileiros, contudo, consciente de que não estamos definindo o Piso Nacional, mas, o repasse do Ministério da Saúde, até então previsto por meio de portaria e que poderá ser regulamentado por lei. Uma grande diferença que deixa claro é a tentativa de desmoralizar os trabalhadores, julgando-os como incapazes de distinguir a diferença entre o Piso Nacional e o repasse do Ministério da Saúde.  Mão podemos esquecer que, ao longo de todo o período de luta da categoria o argumento que formava o coro era: as prefeitura não têm recursos para bancar os agentes de saúde.

E por falar em recursos, voltemos aos R$ 18 milhões dos recursos públicos, envolvidos  na abertura da Copa do Mundo no Brasil. A produção do evento foi entregue a Alan Cimerman, dono da agência Team Spirit, contratada pelo Comitê Organizador Local (COL), uma entidade privada, gerida totalmente com recursos próprios da FIFA. É brincadeira?  Por que o governo não faz uma analise sobre o valor investido nesse período de copa e quanto gastaria investindo na saúde pública brasileira? Como os municípios não possuem recursos, se é o governo federal quem financia os agentes de saúde?

Ainda sobre o investimento na Copa, a Team Spirit, por sua vez, contratou o diretor-artístico Franco Dragone, que comandou o Cirque du Soleil por um período total de cinco anos. Ele, por sua vez, contratou a coreógrafa belga Daphné Cornez e o resultado todos já conheceram.

Somos unânimes em defender que Alan Cimerman, Franco Dragone e Daphné Cornez deveria receber do COL-FIFA, porém, quem pagou a conta foi o povo brasileiro, que deve ter se sentido envergonhado com aquele espetáculo horrível. Para completar o leque de absurdos, o governo não deu nenhum palpite na escolha das 15 costureiras, que, segundo a FIFA, trabalharam 240 horas para produzir aquele figurino. Detalhe: o loock da galinha pintadinha da Claudia Leitte, custou R$ 2,7 milhões.

Todos juntos por um só golpe

Quanto aos deputados, senadores, prefeitos e seus cumprisses, que as urnas sejam tão unânime quanto os méritos que lhes devem ser aplicados. Que cada agente de saúde, em suas respectivas comunidades, lembre-se de que fora do mar também existe piratas, mercenários capazes de submeter a sua pátria ao caos da angústia, que é submeter o SUS - Sistema Único de Saúde a uma enfermidade duradoura (com o parasitismo político).



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Divulgação: Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde - MNAS
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Fonte: Com informações do Portal Clesio