sexta-feira, 23 de maio de 2014

Copa do Mundo 2014: Um país dividido

Protestos: Copa das Confederações teve êxito, mas erros foram destacados pela imprensa estrangeira (FOTO: Marcello Casal Jr./ABr)

João Carlos Teixeira
Pesquisa do DataSenado, encomendada por Em Discussão!, mostra o país dividido entre o orgulho e a rejeição de sediar o maior evento do futebol mundial. Se 60% acham que promover a Copa é motivo de orgulho, a grande maioria (76%) considera os gastos com estádios dispensáveis e acima do que seria necessário e que os recursos públicos destinados ao evento teriam melhor destinação em outras áreas, como saúde, educação e segurança pública (86%).

Outros dados do levantamento (que ouviu 809 pessoas entre 14 e 26 de fevereiro) deixam clara a divisão da população com relação à Copa. Dos entrevistados, 42% aprovam a realização do Mundial no país, enquanto 40% desaprovam. Um empate, tendo em vista que a margem de erro da pesquisa é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Da mesma forma, não há uma tendência clara na avaliação dos benefícios que a Copa pode trazer ao país: 49% acham que haverá um legado, enquanto outros 49% acreditam que não. A percepção é confirmada quando os entrevistados opinam sobre as obras feitas para o Mundial. Para 43%, construções e reformas em estádios, aeroportos, portos e na mobilidade urbana vão ajudar o país, número próximo aos que acham que as obras não farão diferença (42%).

A polarização se repete quando as pessoas são perguntadas sobre a imagem do Brasil no exterior. Enquanto 29% acham que vai melhorar, 28% avaliam que vai piorar (para 40% vai ficar inalterada).

As Regiões Norte e Nordeste tendem a dar mais apoio à Copa. O evento também é mais popular entre homens, entre os que têm renda mais baixa e menor escolarização. Por outro lado, moradores do Sul e do Sudeste, mulheres, os que ganham mais de dez salários mínimostêm nível superior e os moradores de cidades-sede são mais críticos com relação ao Mundial e os resultados do evento.

O quadro revelado pela pesquisa do DataSenado se assemelha com o que ocorreu em junho de 2013. Durante a Copa das Confederações, o país assistiu a grandes manifestações populares nas ruas das principais cidades, inclusive nas proximidades de estádios que recebiam jogos. Paralelamente, o evento-teste da Fifa, realizado em 6 das 12 cidades-sede do Mundial (Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador), transcorreu bem.

Amor e ódio

Com a segunda maior média de público da história (mais de 50 mil por partida), 804 mil pessoas assistiram aos 16 jogos. A audiência da Copa das Confederações também superou a de edições anteriores. A final entre Brasil e Espanha teve 69,3 milhões de espectadores no mundo e 42 milhões no Brasil.

'Na hora em que toca o hino, a coisa muda', afirma o professor Lamartine Pereira da Costa, referindo-se ao momento em que a torcida cantou o Hino Nacional nos estádios mesmo quando a orquestra já havia silenciado.

Segundo levantamento do Ministério do Turismo e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o evento adicionou R$ 9,7 bilhões ao PIB de 2013. As instituições também mediram que 95% dos turistas estrangeiros aprovaram a qualidade dos estádios e entre 70% e 80% avaliaram bem a limpeza das ruas, a segurança pública e os transportes privados.

Por outro lado, durante a Copa das Confederações, a mídia internacional destacou a reação exagerada da polícia às manifestações (o The New York Times publicou foto de um policial lançando spray de pimenta em uma mulher no Rio de Janeiro), problemas em hotéis e nos deslocamentos das seleções e dos torcedores, sem contar o pequeno número de ingressos vendidos para estrangeiros.

Para a Copa do Mundo, a venda antecipada de ingressos e os altos valores dos contratos de direitos televisivos já sugerem novo sucesso. Mas o governo também se prepara para novas manifestações. E a preocupação tem motivo. A pesquisa do DataSenado mostra que os protestos contra os gastos públicos com a Copa têm 63% de aprovação, contra 35% que se dizem contrários às manifestações. Nas 12 cidades-sede, a aprovação é ainda maior (69%).

'O apoio à utilização desses recursos em outras áreas é majoritário em todas as faixas etárias, sendo mais forte entre jovens de 16 a 19 anos, grupo em que atinge 96%', afirma o DataSenado.

Confiante no êxito da Copa, a senadora Gleisi ­Hoffmann (PT-PR), ministra-chefe da Casa Civil até fevereiro, defende que o governo deve estar preparado tanto para receber bem o evento e os torcedores quanto para garantir que as ­manifestações sejam pacíficas.

'A Copa não é só o jogo dentro do campo. É uma série de medidas que tomamos para que o jogo possa se realizar da melhor maneira possível e a população brasileira e os estrangeiros que vierem aqui possam curtir muito o futebol', afirmou a senadora.






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Fonte: senado.gov.br com adequações da MNAS

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