domingo, 17 de novembro de 2013

Sem piso, agentes de saúde ameaçam revide em 2014

 
Agentes apostam em apoio da sociedade como forma de pressão 

Estabelecimento de piso nacional causaria impacto de mais de R$ 2,5 bilhões anuais, segundo o governo. Agentes contestam cifra, prometem mobilização em Brasília e, se preciso, campanha contra a reeleição de Dilma

Faz sete anos que agentes de saúde e de combate a endemias tentam obter piso nacional para a categoria. Pelo projeto em tramitação na Câmara, ganhariam R$ 1.012 em 2014, e a partir de 2015 o salário seria reajustado conforme a inflação. Após acordo com o governo, os agentes aceitaram R$ 938, mas o Planalto recuou na última quarta-feira, deixando a questão em aberto. São cerca de 400 mil agentes de saúde no país. Eles avisam que, caso tenham o anseio frustrado, saberão revidar na eleição de 2014, porque são “formadores de opinião” junto às comunidades carentes.


12 de novembro: Manifestação organizada pelo SINDACSE-PE, em Caruaru/PE.

O projeto seria votado na Câmara na última terça-feira, 12, mas nesse dia o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), cancelou as votações da semana após acerto com líderes partidários. Os agentes prometem mobilização nacional na próxima quarta, 20, com a presença de delegações de 22 estados para pressionar os parlamentares em Brasília. “A cada dia os agentes e suas famílias pegam mais ojeriza desse governo. Ano que vem está chegando... Quando a comunidade pede orientação para votar, é o agente de saúde que ajuda”, diz a assessora jurídica da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde (Conacs), Elane de Almeida.

Segundo ela, o governo usa um número “fantasioso” quando diz que o piso causaria impacto anual superior a R$ 2,5 bilhões. “A categoria abriu mão de muita coisa. Hoje, se a União quiser pagar o piso e os encargos previdenciários, a conta chegaria, estourando, a 740 milhões por ano”. O Ministério da Saúde repassa aos municípios R$ 950 por agente. Como não existe piso, os prefeitos geralmente pagam apenas o salário mínimo. “O governo fecha os olhos para a negligência dos municípios. O problema é político”, diz Elane.

O deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE), autor de emenda constitucional que determina a regulamentação do piso, diz estranhar o argumento de que falta dinheiro: “Quando foi para conseguir R$ 10 mil para os médicos cubanos, num instante o Congresso achou fonte de recursos”. (Bruno Pontes).
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Fonte: www.opovo.com.br

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