segunda-feira, 15 de abril de 2013

Enfermeiro é agredido dentro da UPA da Taquara

Flávia Junqueira

Um enfermeiro foi agredido nesta quinta-feira, por volta das 10h, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Taquara, na Zona Oeste do Rio. O funcionário faz parte da equipe de acolhimento da unidade e teve o nariz quebrado ao ser atingido por socos quando tentava explicar ao marido de uma paciente que ele não poderia acompanhá-la no atendimento. O homem foi contido por um funcionário da limpeza. As unidades de pronto-atendimento contam apenas com vigilantes patrimoniais. O Sindicato dos Médicos do Rio afirmou que fará uma denúncia sobre a falta de segurança para os profissionais de saúde ao Ministério Público.
- Expliquei que a paciente já estava numa cadeira de rodas, seguindo para a sala amarela, onde receberia hidratação, e expliquei que ele não poderia acompanhar a mulher. Pedi várias vezes que ele aguardasse do lado de fora, para não atrapalhar o atendimento. Ele fez que não ouviu e me acertou vários socos no rosto. Nem esbocei reação - contou Alexandre Castelar, de 40 anos, há três anos e meio trabalhando na UPA da Taquara.

Uma funcionária da unidade, que pediu para não ser identificada, conta que, ao escutar a confusão na sala de espera da UPA, saiu correndo para o andar superior:
- Estamos todos muito assustados com essa falta de segurança. Não há tranquilidade para trabalhar. Os vigilantes são franzinos e a função deles é proteger o patrimônio público, não os funcionários.
O caso foi registrado na 32ª DP. O agressor foi conduzido para a delegacia e liberado em seguida.

Unidade está sem câmeras de segurança
A agressão ao enfermeiro não foi gravada pelo circuito interno da UPA, porque a unidade está sem câmeras de segurança. Segundo a Secretaria estadual de Saúde, um novo sistema está sendo providenciado. Em nota, o órgão explica que, após a transição de gestão compartilhada por Organizações Sociais, o contrato de locação de câmeras precisou ser trocado.
A secretaria afirma que “adota uma série de normas para garantir a segurança de profissionais de saúde, pacientes e visitantes, além de proteger o patrimônio material de suas unidades”. Para isso, dispõe de segurança patrimonial, feita por vigilantes desarmados, e câmeras de monitoramento. Em casos de violência, o vigilante é orientado a chamar a polícia.

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extra.globo.com