quarta-feira, 10 de abril de 2013

Agentes de Saúde protestam por repasse integral de R$ 950,00 garantido pelo Ministério da Saúde


Agentes de Saúde protestam por repasse integral de salário
Mariana Anunciação

Os Agentes Comunitários de Saúde de Campo Grande estão se reunindo em frente à Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) para reivindicar melhorias trabalhistas. Eles prometem manter a manifestação até o secretário de Saúde, Ivandro Fonseca, se manifestar, ou irão realizar uma passeata pacífica até o gabinete do prefeito da Capital, Alcides Bernal.

Os trabalhadores reivindicam repasse integral do MPF (Ministério Público Federal) dos R$ 950,00 de salário; a permanência do Projeto 8h por meta, que permite jornada corrida, contemplando de 10 a 12 visitas; além de assinatura de plano de cargos e carreiras.

A rua Rio Grande do Sul, na região central da cidade, teve o trânsito parcialmente fechado e os manifestantes contam com o apoio do Sindicato dos Vigilantes de Campo Grande e Região. “Apoiamos a manifestação em respeito a esses trabalhadores. A função deles é extremamente importante e merecem ser tratados com mais dignidade”, destacou o presidente do sindicato dos vigilantes, Celso Adriano Gomes.

Agora, o secretário de Saúde está reunido, a portas fechadas, com representantes do Sisem, Sindicato dos Vigilantes e da União Geral dos Trabalhadores (UGD) e, conforme Gomes, discutem uma possibilidade de acordo com Fonseca e os servidores públicos. A reunião já dura 40 minutos, e não tem previsão de término.

De acordo com o presidente do Sisem (Sindicato dos Servidores Municipais de Campo Grande), Marcos Tabosa, atualmente, cerca de 1.100 Agentes Comunitários estão atuando, já que o trabalho é desgastante, e cerca de 300 deles estão doentes.

Projeto 8h por meta

O presidente do Sisem alega que o Projeto de 8h por meta é necessário para valorizar o serviço do Agente de Saúde. Além disso, segundo ele, o Projeto tem surtido resultados positivos.

Tabosa explica que os Agentes conseguem encontrar os moradores em suas casas na hora do almoço, ao trabalharem em horário corrido. “O projeto contribuiu no aumento do número de visitas por mês e abaixou o índice de atestados médicos dos Agentes”, enfatizou.

A Agente Comunitária de Saúde há 6 meses, Silvana Moreira de 23 anos, fez questão de aderir ao movimento, porque acredita nas reivindicações. “É importante a classe se unir para garantir nossos direitos”, destacou.

Secretário

Ontem (8), o secretário disse em entrevista ao Midiamax, que esta ciente da situação de descontentamento dos Agentes de Saúde, com a falta de pagamento no mutirão que fizeram em janeiro e fevereiro em combate à dengue, quando não receberam o “extra”.


Divulgação: Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde - MNAS
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Fonte na web: Midia Max