domingo, 17 de março de 2013

DESABAFO DE UMA AGENTE COMUNITÁRIA DE SAÚDE DE MARECHAL FLORIANO/ES

 
                                           Por Claudete A. Christé*
 
Quando me propus a trabalhar como ACS não tinha idéia de quanto isso me faria bem.
Sem treinamento algum, fui para a rua visitando mais ou menos 150 casas. E em cada visita, fui percebendo a importância do meu trabalho, o quanto eu pude ensinar dentro do meu pequeno conhecimento, mas também me realizando assim profissionalmente e pessoalmente.
As pessoas não têm idéia de quanto nosso trabalho é importante, aprendemos ali, no dia a dia com cada família, e quando pensamos que já passamos por tudo, mais alguma coisa acontece, então, entendemos que iremos aprender e crescer pessoalmente a cada dia. 


Hoje o excesso de número de famílias faz com que tenhamos que cumprir meta, reduzindo assim a qualidade, sendo agravado ainda pela grande burocracia, papéis que acabando tomando o tempo de atividades educativas de suma importância a população.
Fico extremamente triste vendo que hoje muitas dispersam nossas orientações e nos vêem como simples “Office-boys”, para atendê-las na hora que bem quiserem.
Infelizmente, isso vem da parte de pessoas ligadas a política, que buscam nossa ajuda para satisfazer seus interesses pessoais, mas não se interessam em conhecer nosso trabalho e ainda influenciam a comunidade.


Amo meu trabalho, mas hoje estou sendo aproveitada como “Pau para toda obra” e não conseguindo realizar as funções como deveria.
Pelas nossas gestares somos peça chave na área da Saúde.


Gostaria que passassem a ver que o que faz do ACS em profissionalmente diferenciado é que, mesmo com tanta diferença social, ele transmite informações que são úteis e entendidas por todas.
É esta a diferença que o faz portador de rico conhecimento em diversos assuntos sabe que somos profissional indispensável é a porta entrada para a saúde.
Somos nós que levamos uma mudança de estilo de vida, somos médicas, enfermeiras, assistentes sociais, psicólogas e muito mais, nada nos impede de atender, as populações, seja o Sol ou Chuva, o Calor ou o Frio. Estamos buscando soluções, encontrar e mostre o caminho, de uma forma criativa e dinâmica tão somente para ser feliz e ver a felicidade dos outros.
Muitas assim como eu amamos nossos trabalhos, Mas é claro que gostaríamos de crescer profissionalmente dentro do nosso município fazer um curso superior: Psicologia, Nutrição e Assistente Social podendo assim continuar a ter contato com nossas famílias e ainda conhecer outros. Mas isso é só um sonho, pois financeiramente não temos chance nenhuma.


Ás vezes, muitas das minhas colegas submetem a outro cargo (recepcionista, vendedoras ou até mesmo auxiliar de enfermagem) para ganhar mais. Sei que, se nosso salário fosse corrigido com o passar de cada ano, muitas não deixariam de ser ACS por nada! Só mesmo se fosse por um curso superior.
Mesmo assim, o fascínio do ACS é que ele está pronto a interpretar papéis a todo instante, sem roteiro, onde o protagonista é a vida.

*Claudete A. Christé, ACS.


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