quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Menos de 20% das brasileiras acima de 45 anos consomem cálcio suficiente para prevenir osteoporose Doença que causa perda de massa óssea atinge 30% das mulheres após a menopausa

Marsílea Gombata, do R7
Doença que causa perda de massa óssea atinge 30% das mulheres após a menopausa


Getty Images - Consumo médio de cálcio no País é de um copo e meio de leite por dia, mas a recomendação é de três a quatro porção, mais do que o dobro


Menos de 20% das mulheres acima de 45 anos no Brasil consomem a quantidade recomendada de cálcio para prevenir a oesteoporose. O dado foi revelado nesta quarta-feira (17) por uma pesquisa realizada pelo Ibope com 2 mil mulheres no País.  
Apesar de a maioria da população associar leite e derivados à prevenção da doença, muitos esquecem alimentos como peixe, verduras escuras (como espinafre e brócolis) e suco de laranja como fonte do mineral indispensável para o organismo.
No Brasil, o consumo médio de cálcio é em torno de uma porção (400 mg, que equivalem a um copo e meio de leite ou iogurte) por dia, enquanto a recomendação para se prevenir a doença é em torno de três a quatro porções ao dia.   
A doença que aparece discretamente e é descoberta, muitas vezes, quando se fratura algum osso, atinge 20 milhões de brasileiros. 
Apesar de relativamente comum, a osteoporose ocupa o quarto lugar na lista de doenças que preocupam as brasileiras, ficando atrás do câncer de mama, doenças cardíacas e derrames. Para o reumatologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Dr. Marcelo Pinheiro, diretor da Abrasso (Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo), no entanto, trata-se de um problema de saúde pública:  
— Cerca de 30% das mulheres após a menopausa têm osteoporose. Pode-se dizer que estamos diante de uma epidemia silenciosa.  
A doença traz consigo perda de massa óssea, na qual os ossos vão ficando mais leves e frágeis. A chamada porosidade do osso aumenta o risco de fratura, que é visto com alerta pelo risco de desencadear complicações, como embolia e infecções, que podem levar à morte.
Estudos prevêm um aumento de quase seis vezes de fratura de quadril entre a população mundial. Se em 1950, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a média foi de 1,66 milhão de fraturas de quadril, a previsão é que em 2025 sejam 6,28 milhões. A principal, razão, explicou o especialista da Unifesp, é o envelhecimento da população.  
Fatores de risco
Além da alimentação baixa em cálcio, a falta de vitamina D (adquirida com a exposição solar) também dificulta o fortalecimento dos ossos. Outros fatores de risco ligados à doença são o tabagismo, a ingestão frequente de bebida alcóolica e o sedentarismo.
A incidência da doença se mostra maior entre mulheres, pessoas de raça branca e também entre os orientais.   O diagnósitico, explicou o reumatologista Dr. Diogo Domiciano, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, é feito através do exame de densitometria óssea, seguido de análises laboratoriais.
No tratamento, além da dieta, da atividade física e da exposição ao sol para sintetização da vitamina D, reposição hormonal ou medicamentos específicos também podem ser recomendados.  
— Há ainda acessórios importantes, que podem ajudar a prevenir fraturas, como protetores de quadril, que diminuem em até 50% o risco quando utilizados 24 horas por dia pelo paciente, inclusive na hora de dormir.
Outro tratamento coadjuvante seria a chamada plataforma vibratória, aparelho que fica sobre o indivíduo e provoca vibração leve que estimula a contração muscular, aumentando o fortalecimento dos músculos e dos ossos.    
Ações
A partir de quinta-feira (18), a Clínica Casa Branca, perto da estação Sacomã do metrô em São Paulo, disponibilizará cerca de 3 mil exames de densitometria óssea gratuito. O telefone da clínica é: 11 - 2065-2100.  
Na sexta-feira (19), a Campanha Seja Firme Forte - Osteoporose distribuirá folhetos informativos na estação Liberdade do metrô, das 9h às 12h, e no Centro de Referência do Idoso da Zona Norte (Rua César Zama, 1), das 13h às 16h.  
No sábado (20), Dia Mundial de Combate à Osteoporose, a ação ocorrerá no Prédio da Gazeta e no vão do Masp (ambos na Avenida Paulista), das 9h às 12h, e na Escola Paulista de Medicina (Rua Pedro de Toledo com Napolão de Barrros) e nas estações Ana Rosa e Paraíso do metrô das 13h às 16h.  
No domingo (21), os folhetos serão distribuídos no Parque Trianon, das 9h às 12h, e no Parque Villa Lobos, das 13h às 16h.
Divulgação: Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde - MNAS
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Fonte: noticias.r7.com