sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Gripe: doentes crônicos precisam tomar vacina

Cerca de 70% das morte por gripe H1N1 foram de pacientes com doenças crônicass associadas

 A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo convoca os paulistas que sejam portadores de doenças crônicas para tomarem a vacina contra a gripe. A medida tem como objetivo ampliar a cobertura de imunização contra o vírus da influenza no Estado, uma vez que a população que possui algum tipo de doença crônica está mais suscetível a desenvolver casos mais graves da gripe, como a SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave).

Além de imunizar a população contra o vírus da gripe influenza A H1N1, tipo que se disseminou pelo mundo na pandemia de 2009, a vacina também irá proteger a população contra outros dois tipos do vírus influenza sazonal: A H3N2 e B.

A vacina é disponibilizada gratuitamente nos postos de saúde para pacientes que apresentam diagnóstico de doenças crônicas pré-existentes como cardiopatias, pneumopatias, hepatopatias, nefropatias e diabetes, além de pacientes classificados como imunodeprimidos, ou seja, que possuem o sistema imunológico debilitado devido à existência de doenças como câncer, HIV/Aids, imunodeficiências congênitas ou pelo fato de terem se submetido a algum tipo de transplantes de órgãos ou de medula. A imunização contra a gripe também é recomendada para pacientes com doenças neurológicas incapacitantes e obesos.

Para receber a dose da vacina contra a gripe, o portador de doença crônica deve comparecer a um dos postos de vacinação e apresentar um documento que comprove o diagnóstico da doença, como uma receita ou laudo médico. Até o momento foram aplicadas no Estado 632 mil doses em pessoas com doenças crônicas.

Casos graves
Segundo levantamento da Secretaria, os casos graves confirmados para influenza A H1N1 apresentaram queda de 38% em julho, na comparação com o mês anterior. No último mês houve 61 casos graves da doença registrados no Estado, contra 98 em junho. No total foram 212 casos de H1N1 relacionados a SRAG neste ano, com 45 mortes.

Para os outros vírus circulantes no Estado, foram registrados outros 102 casos graves para influenza A (H3N2) sazonal e três casos para influenza B sazonal. Ao todo 11 óbitos foram registrados pelos dois outros vírus.

O levantamento também aponta que 69% dos casos graves confirmados para influenza A H1N1 que evoluíram a óbito, registrados desde o início de 2012, foram de pacientes que apresentavam alguma comorbidade ou fator de risco, sendo 17,4% com hipertensão, 17,4% doença metabólica, 10,9% obesidade, 13% tabagismo, 8,7% cardiopatia, 10,9% pneumopatia, 4,3% etilismo, 4,3% doenças renais, 2,2% imunodepressão e 2,2% gestantes. Em alguns casos, um mesmo paciente pode ter apresentado mais de um fator de risco.

Vacinação
Desde 16 de maio, início da campanha de imunização, os postos de saúde de todo o Estado aplicaram 5,5 milhões de doses, o que corresponde a 80,2% de cobertura. As gestantes estão entre as que menos aderiram à campanha, com imunização de 77% do total. A vacina também é indicada para idosos com 60 anos ou mais, crianças a partir dos seis meses e menores de dois anos, indígenas e trabalhadores da saúde.

“A vacina não provoca, de maneira nenhuma, gripe em quem tomar a dose, pois é feita de pequenos fragmentos do vírus que são incapazes de causar qualquer infecção”, diz Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria.

Os pais que levaram os filhos entre seis meses e dois anos para tomar a vacina contra a gripe pela 1ª vez neste ano devem retornar aos postos de saúde para que seja aplicada a segunda dose de reforço. Crianças que já foram levadas aos postos de saúde na campanha de 2011 só precisarão receber uma dose neste ano.

Os postos de saúde abrem das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. Na capital as salas de vacina das rodoviárias do Tietê e da Barra Funda também abrem aos sábados e domingos, das 8h às 20h.

A imunização contra a gripe foi introduzida em 1999 no calendário do SUS (Sistema Único de Saúde), pelo Ministério da Saúde.

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