segunda-feira, 30 de julho de 2012

Trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde completa 15 anos

Nova modalidade de atendimento começou em 20 de julho de 1997, com 10 agentes e uma coordenadora, e hoje Município conta com 100% de cobertura

Divulgação do Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil
Tudo começou com a implantação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), em Três Lagoas, na administração do ex-prefeito Issam Fares, quando era secretário de Saúde, o médico IkuoHirade, em 20 de julho de 1997, completando 15 anos, nesta sexta-feira (20).
Os primeiros passos desse inovador sistema de atendimento à saúde da população, para se chegar hoje a uma abrangência de 100% do Município, começou com um grupo de 10 Agentes Comunitários de Saúde.

No início, a equipe, coordenada pela enfermeira Eliane Brilhante, hoje Secretária Municipal de Saúde, foi distribuída pelos seguintes bairros e da seguinte forma: quatro na Vila Piloto; três na Vila Alegre; e em Jupiá, Jardim das Acácias e Quinta da Lagoa, com uma Agente Comunitária de Saúde em cada um desses bairros.
Após um ano do PACS, o Município implantou o então Programa de Saúde da Família (PSF), que exigia no mínimo a abrangência de atendimento de 750 pessoas ou 150 famílias para cada Agente Comunitário de Saúde.

Na sua implantação, a Secretaria Municipal de Saúde optou abranger apenas as famílias da Vila Piloto e parte da Vila Alegre, cadastrando na época, 4 mil pessoas no PSF, tendo como primeiro médico da família,  Paulo Roberto dos Santos. A primeira equipe foi formada por um médico, uma enfermeira, dois técnicos de enfermagem e as 10 agentes que implantaram o PACS.

“Tudo foi muito difícil no começo. O maior problema que enfrentávamos era a mudança de mentalidade e quebra dos tradicionais procedimentos de atendimento à população”, lembrou a Agente Comunitária de Saúde, ainda hoje na Vila Piloto, Soraya Margareth Forner.
Desse grupo do PACS, continuam também trabalhandoapenas as agentes Márcia Regina da Silva (Vila Piloto), Osenete Maria de Araújo (Vila Alegre) e Eliana Dias Queiroz (Vila Nova).
“Lembro que, no início, o médico chegou a atender as pessoas debaixo deárvores, porque era muita a resistência ao PSF”, contou Márcia Regina.
“Maioria das famílias nos recebia apenas no portão de suas casas e nem nos convidava para entrar”, lembrou Eliana.
Constatados os resultados positivos da primeira experiência o PSF foi estendido a outros bairros, com a formação de 30 novos Agentes Comunitários de Saúde, em 1999.
Com isso, o então PSF passou a abranger também famílias do Parque São Carlos, Guanabara, Paranapungá, Alto do Boa Vista, Santa Rita, Vila Haro, Vila Nova, Santa Luzia, São João, Vila Zuque, Jardim Maristela, Flamboyant e Quinta da Lagoa, entre outros.

ORIENTAÇÃO E PREVENÇÃO
As quatro Agentes Comunitárias de Saúde lembraram que o principal objetivo do trabalho que elas realizavam era “promover a saúde e evitar que as pessoas ficassem doentes, através da orientação e educação preventiva”, disseram.
“A população de Três Lagoas, como em todo o País, estava habituada somente a um determinado tipo de atendimento, concentrado nas Unidades de Saúde, o que provocava aglomeração e desnecessário excesso da demanda”, explicou Soraya.

“O povo não entendia nosso trabalho. Acreditava que só o médico tinha condições de resolver todos os problemas de saúde”, comentou Osenete Maria.
Como um dos importantes subsídios de trabalho, a Secretaria Municipal de Saúde chegou a imprimir uma cartilha explicativa do que era o PSF e quais os seus objetivos e vantagens.
“Foi um trabalho de formiguinhas, muitas vezes a pé, debaixo de sol e chuva, algumas de bicicleta, mas com muito amor e dedicação. Ainda existem resistências e muita cobrança. No entanto, hoje o trabalho é mais aceito e compreendido pela população”, resumiu Soraya.
Por outro lado, “sentíamos também a satisfação de partilhar com a maioria das famílias a amizade, as alegrias e tristezas, junto com os problemas de saúde que a gente ajudava a resolver”, lembrou Eliana.
“Nosso trabalho começou a criar vínculos de amizades verdadeiras. Nos sentíamos como se fôssemos membros daquela família”, completou Osenete Maria.

ASSOCIAÇÃO
Passados 15 anos, Três Lagoas conta hoje com 197 Agentes Comunitários de Saúde e possui até a Associação Três-Lagoense dos Agentes Comunitários de Saúde (ATACS), legalmente constituída como entidade representativa.
Presidida pela Soraya, a vice-presidência é ocupada pela Agente Comunitária, Gláucia Aparecida Pereira de Almeida, lotada na Va Vila Piloto.

“Há 10 anos a ATACS. No começo, éramos somente 40, unidas nos mesmos objetivos de melhoria da nossa classe. Hoje, nos orgulhamos de ter 100% de adesão. Somos 186 associados”, orgulhou-se a presidente Soraya.
“Estamos até trabalhando para a criação de um Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde. Terá mais força que uma simples associação”, observou Gláucia Aparecida.
Os Agentes Comunitários de Saúde participam do atendimento e prestação de serviços à população em oito unidades de Estratégia de Saúde da Família (ESF) e nos postos de Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde (EACS) de Vila Nova, São Carlos e Santa Luzia.

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