sábado, 21 de julho de 2012

Regional Quiterianópolis Servidores e agentes da saúde estão em greve


Os grevistas começaram o movimento com uma concentração na sede da Associação e seguiram para o Centro da cidade
Divulgação do Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil

Quiterianópolis Servidores de nível médio da Saúde e Agentes Comunitários de Saúde (ACS) deste Município iniciaram greve nesta quarta-feira (18) e continuam por tempo indeterminado. Os grevistas começaram o movimento com uma concentração na sede da Associação dos Agentes Comunitários de Saúde e seguiram com carro de som e faixas em direção ao Centro da cidade. De lá, eles foram para frente da Maternidade Quitéria de Lima, e se dirigiram para a Prefeitura. A manifestação encerrou com ato público em frente à Secretaria de Saúde do Município.

O Sindicato dos Servidores da Saúde (Sindsaúde) denuncia a Prefeitura de Quiterianópolis de descumprir uma lei do próprio Município. Em 2011, a Câmara desta cidade aprovou, por unanimidade, a lei número 01/2011, determinando que o Município de Quiterianópolis repasse 30% do Programa de Atenção Básica (PAB) para os ACS. Contudo, é repassado apenas 8% deste incentivo aos Agentes de Saúde, o que corresponde a R$ 70,00. Ao todo, entram quase R$ 42 mil de incentivo, por mês, em Quiterianópolis, mas apenas R$ 3.500 mil vão para os agentes de saúde. Segundo o Sindsaúde, já Crateús, Tamboril, Monsenhor Tabosa e Independência repassam 30% do incentivo, enquanto Ipaporanga repassa 45% e Ararendá repassa 50%.

Segundo a diretora executiva do Sindsaúde, Madalena Policarpo, esse dinheiro seria para investir em melhores condições de trabalho para os ACS. "Esses trabalhadores não recebem nem protetor solar, um item básico para qualquer agente comunitário de saúde", destacou.

"Estamos dispostos a negociar. A greve só continua enquanto o prefeito não atender nossas reivindicações", informou a presidente da Associação dos Agentes Comunitários de Saúde de Quiterianópolis, Maria Lacerda. Ela comenta que, desde fevereiro de 2011, tenta negociar com o prefeito de Quiterianópolis, Francisco Vieira, para que ele cumpra o que é determinado em lei, mas o gestor se mostra insensível à luta dos ACS. "Sempre procurei o prefeito para dialogar e resolver esta situação, mas a posição é irredutível", declarou.

Ameaça

Madalena Policarpo informou também que já recebeu muitas ligações de grevistas informando que estavam sob intimidações. Segundo os grevistas, eles estão sendo ameaçados de demissão e transferência para locais distantes do local atual de trabalho. "Vamos lutar, incansavelmente, até abrir um processo de negociação com o prefeito", frisou Madalena Policarpo.

Demais servidores

Os servidores da Saúde também reclamam que não recebem fardamento e nem os direitos previstos em lei, como adicional de insalubridade, adicional noturno e hora extra nas transferências de pacientes. Além disso, o prefeito quer acabar com a organização dos trabalhadores, pois não desconta a mensalidade sindical, apesar da Lei Orgânica do Município (Cap. IV, art.19) garantir a livre associação sindical.

A reportagem não conseguiu contato com o prefeito de Quiterianópolis, Francisco Vieira, que não se encontrava no Município, de acordo com assessores. Estava na zona rural, onde não existia a possibilidade de contato telefônico. A secretária de saúde, Antenora Coutinho, também não foi localizada, pelos mesmos motivos.
Divulgação: Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde - MNAS
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Fonte na web: diariodonordeste.globo.com