sexta-feira, 2 de março de 2012

SUS longe do ideal: 20% dos municípios teve desempenho muito baixo

Foto Gazeta Online

                                                 Foto: Ministro da Saúde - Alexandre Padilha.

Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
Divulgação do Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil

O acesso de usuários e a qualidade do atendimento do SUS no país tiraram nota 5,47, no Índice de Desempenho do Sistema Único de Saúde (IDSUS 2011), indicador que varia de zero a 10, lançado nessa quinta-feira pelo Ministério da Saúde. Mais de 20% dos municípios, no entanto, tiveram desempenho pior que 5, nota considerada metade do caminho para o SUS ideal, que atende com efetividade a todos. O percentual de cidades com desempenho abaixo de 5 chega ao extremo negativo de 58,3% no Norte e positivo de 3,7% no Sul.

Os três estados do Sul tiveram as melhores notas no Índice de Desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (IDSUS). A saúde pública em Santa Catarina obteve nota 6,29, seguida pelo Paraná, 6,23, e Rio Grande do Sul, 5,9. No outro extremo da tabela está o Pará, que obteve nota 4,17, abaixo de Rondônia, 4,49, e Rio de Janeiro,4,58. Os três estados são os únicos abaixo da nota cinco. Minas Gerais obteve 5,87 e Belo Horizonte, 6,4.

Segundo entidades do setor, é a primeira vez que se propõe um índice como esse para avaliar o desempenho da rede pública de saúde no país, em cada município, estado e região. A ideia, segundo o ministério, é criar metas de melhoria do índice para distribuir verbas extra de incentivo entre os governos locais. A análise feita pelo governo é que, de forma geral, o que puxou para baixo a nota do país foi o acesso ao SUS e, dentro disso, o acesso a serviços especializados – como exames mais elaborados e consultas com especialistas.

A pequena cidade de Arco-Íris, no interior paulista, registrou a melhor nota (8,38) no IDSUS 2011, que considera dados colhidos entre 2007 e 2010. No outro extremo, Pilão Arcado, na Bahia, teve nota 2,5. Para evitar esse ranking nacional, com comparações entre estruturas e condições econômicas distintas, o governo dividiu os municípios em seis grupos – de 1 (mais rico e mais estrutura de saúde) a 6 (menos rico, mais desigual e com pior estrutura de saúde). Mais de 75% das cidades caíram nos grupos 5 e 6, ou seja, com as piores condições de saúde e econômicas.

Vitória (ES) lidera o grupo 1 e as capitais, com nota 7,08. São Paulo é a 10ª melhor colocada no mesmo grupo. Já a cidade do Rio de Janeiro foi classificada como a pior no grupo 1 e a pior entre as capitais, com nota 4,33. Segundo o ministério, se usados dados colhidos em 2011, a nota do Rio seria maior, já que, no ano passado, a cidade ampliou as equipes de saúde da família.

O IDSUS é formado por 24 indicadores de saúde, 14 de acesso ao serviço (como proporção de mamografias e exames papanicolau feitos, proporção de internações de alta complexidade) e 10 que medem a efetividade do atendimento recebido (como proporção de parto normal, cobertura vacinal da tetravalente e proporção de cura de novos casos de tuberculose). A nota individual desses indicadores poderá ser consultada no site do ministério (www.saude.gov.br/idsus). Ela é dada considerando o parâmetro internacional quando houver e, quando não houver essa meta, um parâmetro criado pelo ministério com base nas 60 cidades brasileiras com maior capacidade de atendimento.

Do Estado de Minas

Divulgação: Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde - MNAS
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