quinta-feira, 8 de março de 2012

Procura por exames preventivos do câncer ainda é baixa entre as mulhere

Da Redação
Agência Pará de Notícias
Divulgação do Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil

Em pleno século XXI, a falta de informação e de uma cultura de prevenção ainda é um dos principais empecilhos ao diagnóstico precoce de neoplasias malignas no Brasil. Em 2008, o câncer de mama tirou a vida de quase 12 mil mulheres, enquanto o câncer de colo de útero vitimou mais de cinco mil brasileiras em 2009. Para 2012, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima 18 mil novos casos de câncer de colo de útero e 52 mil de câncer da mama, o segundo tumor mais incidente na Região Norte.

Segundo o Inca, as taxas de mortalidade pelas doenças continuam elevadas. Chamado de “câncer da ignorância” por alguns especialistas, o câncer de colo do útero pode ser evitado e diagnosticado precocemente através do exame preventivo, o Papanicolau, que deve ser feito em todas as mulheres com vida sexualmente ativa, pelo menos uma vez ao ano. Quanto ao câncer de mama, o diagnóstico precoce, por meio da mamografia, aumenta em quase cem por cento as chances de cura. No entanto, a realidade é outra.

Em 2011, através do Hospital Ophir Loyola, 621 mulheres paraenses foram diagnosticadas com câncer de colo de útero e 483 com a neoplasia na mama. Somente em janeiro desse ano, 56 mulheres com câncer de útero e 45 com de câncer de mama deram início ao tratamento no HOL, a maioria em estágio avançado da doença. Segundo o coordenador da Rede Paraense de Combate ao Câncer (RPCC) e oncologista Antenor Madeira, qualquer doença, sem exceção, está relacionada com fatores de risco, mas quanto mais cedo a pessoa se tratar, melhor o resultado. Ele chama atenção para a importância da informação, pois o câncer de colo de útero, por exemplo, pode demorar anos para se desenvolver.

“A mulher instruída é a aquela que procura ler, se informar, que percebe a importância do uso de preservativos e realiza os exames periodicamente. Antes mesmo do câncer se instalar podem ser detectadas alterações nas células através do exame preventivo. Apesar de estar disponível nas unidades básicas de saúde, muitas mulheres, principalmente as de menor poder aquisito, deixam de fazer o procedimento”, avalia. Ana Maria Siqueira, 64, é moradora do município do Acará. Integrante de uma comunidade ribeirinha que vive da produção de açaí, ela descobriu a neoplasia maligna no útero há mais de um ano através do exame preventivo. Ela conta a reação que teve ao saber do diagnóstico. “Não sentia dores, não sangrava, não entendo como fui ter essa doença. Senti muito medo, é isso que a gente sente diante do desconhecido, medo. Não sabia o que pensar”, diz.

Fatores de risco - Segundo o especialista, o câncer de mama está relacionado com a obesidade, dieta pobre em fibras e rica em gordura saturada, fumo e álcool. Também se manifesta em mulheres que amamentaram pouco ou não amamentaram. Já o câncer de colo uterino, o mais incidente no Pará, está associado ao baixo nível econômico das mulheres. “Ter tido muitos filhos, muitos parceiros sexuais, baixo consumo em alimentos ricos em vitaminas A e C, o não uso da camisinha por falta de dinheiro ou por que os parceiros não acham importante, tudo isso facilita a transmissão por HPV (papiloma vírus humano), isso também acontece pela falta de acesso à vacina contra o vírus”, explica.

Para mudar esse quadro, entidades públicas e privadas constituíram a Rede Paraense de Controle ao Câncer (RPCC), com o intuito de conscientizar a população. A iniciativa pretende alcançar também a comunidade escolar, promovendo a conscientização sobre hábitos saudáveis, prevenção e diagnóstico precoce. A RPCC busca, principalmente, mudar a realidade do atendimento oncológico, em que os pacientes já chegam a Hospitais de referência no atendimento no estágio avançado da doença, e as chances de cura são minimizadas.

A Rede tem como objetivo formar núcleos nos diversos municípios paraenses, a fim de “diminuir”, a distância geográfica e cultural, orientando, principalmente, pacientes do interior do Estado, sobre como terem acesso ao atendimento. Em parceria com o Hospital Ophir Loyola , Secretaria de Educação (Seduc) e Secretaria de Saúde (Sespa), a RPCC promoe no próximo dia 9 de março, às 8 horas, no salão do Beira Rio Hotel, o Seminário Estadual de Controle ao Câncer. O evento em alusão ao Dia Estadual de Combate ao Câncer (10 de março), visa mobilizar profissionais de saúde e de educação, além da sociedade civil, o desenvolvimento de um trabalho voltado para o controle do câncer no Estado do Pará. A programação trará a participação da oncologista, Letícia Casado, do Instituto Nacional do Câncer.


Texto:
Leila Cruz - Ofir Loyola
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