domingo, 11 de março de 2012

Médico e mais 7 profissionais são presos em Cuiabá/MT

Deu no A Gazeta: 'Médico do Césio' fazia abortos em MT



Na manchete do jornal A Gazeta que circula neste sábado (10), a repórter Raquel Ferreira relata detalhes da operação Pró Vita, feita pela Polícia Federal em combate à prática de aborto clandestino dentro do Pronto-Socorro de Barra do Garças (509 km de Cuiabá) e repressão a importação e comercialização de medicamentos de venda ilegal no Brasil.
Divulgação do Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil

Foram presos oito profissionais da área de saúde, sendo um deles o médico Orlando Alves Teixeira, ex-sócio do Instituto Goiano de Radioterapia (IGR), responsabilizado pela tragédia nuclear de Goiânia (GO), em 1987. O acidente ficou mundialmente conhecido e matou mais de 60 pessoas, afetando ainda outros mil moradores da região. Teixeira foi condenado por homicídio culposo pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Além da prisão temporária do médico, a PF cumpriu mandados contra proprietários e funcionários de farmácias. A 2ª Vara Criminal da Comarca de Barra do Garças expediu 11 mandados de prisão temporária, 33 de conduções coercitivas e 23 de busca e apreensão a serem cumpridos nas cidades mato-grossenses de Barra do Garças, Alto da Boa Vista e Primavera do Leste, e nos municípios de Aragarças, Baliza e Aparecida de Goiânia, no estado de Goiás. Três pessoas estão foragidas.

O delegado regional executivo da PF, Edvaldo Waldemar Genova, afirma que inicialmente as investigações eram direcionadas ao médico, apontado pelo Ministério Público do Estado como suspeito de praticar abortos no Pronto-Socorro de Barra do Garças. O monitoramento do especialista teve início em 2010.

No decorrer das investigações, a PF descobriu ainda um esquema de venda ilegal de medicamentos com circulação proibida no Brasil. Os remédios eram comprados no Paraguai e tinham como finalidade o uso como abortivos, tratamento de obesidade e disfunção erétil. Todos sem registro obrigatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “São 2 atuações diferenciadas. O médico é acusado de prática de aborto, enquanto os outros presos vendiam os medicamentos. A relação foi descoberta porque o médico era cliente da quadrilha na compra dos abortivos”, explica o delegado.

Os presos foram levados para a Cadeia Pública do Município de Barra do Garças e responderão criminalmente por aborto (com pena que varia entre 1 e 5 anos de prisão), comercialização de medicamentos sem registro na Anvisa (crime hediondo com pena entre 10 e 15 anos), peculato, corrupção e formação de quadrilha.

Clínica - Teixeira é proprietário da Clínica Pró Vita, em Barra do Garças, onde oferecia atendimento médico a gestantes e serviços de ultrassonografia. A unidade de saúde foi interditada na manhã de ontem pela Anvisa e pela Vigilância Sanitária Municipal por estar com o Alvará Sanitário vencido.

A PF acompanhou a interdição e encontrou no local vários medicamentos contrabandeados, vencidos e de uso restrito. Na clínica foram apreendidos ainda materiais cirúrgicos próprios para realização de abortos, bem como medicamentos com a mesma finalidade, a exemplo do Misoprost-200, proibido no Brasil. Mesmo não atendendo pacientes da rede pública de saúde, na clínica foram encontrados remédios e blocos de receituários do Sistema Único de Saúde (SUS). Agulhas espinhais e anestésicos, como Propofol e Morfina, também foram encontrados na Pro Vita, que tinha autorização apenas para oferecer consultas médicas e realização de ultrassonografias, procedimentos que não necessitam de anestesias. No mesmo espaço físico dos remédios proibidos, os fiscais identificaram o produto Novormon injetável, de uso exclusivamente veterinário. O material estava numa geladeira junto de alimentos e outros remédios.

Abortos - O delegado Genova revela que o médico Teixeira usava a estrutura pública de saúde para a prática de abortos. Os atendimentos eram cadastrados como “curetagem”. O SUS pagava pelo serviço e as mulheres que faziam o aborto também. A cobrança variava entre R$ 700 e R$ 3.000, de acordo com relatos das pacientes.

Genova frisa que 23 mulheres prestaram depoimento no caso. Algumas confirmaram o crime, outras negaram. Porém, o delegado destaca ter elementos suficientes para justificar a prisão do médico. Além de realizar um número de curetagens muito superior ao dos colegas de profissão, os atendimentos feitos por Teixeira ocorriam principalmente nos finais de semana e feriados. Para a PF, essa informação demonstra que o acusado preferia dias menos movimentos no hospital para fazer os abortos.

Divulgação: Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde - MNAS
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Fonte: Gazeta | Assessoria - circuitomt.com.br