sábado, 24 de março de 2012

Dia Mundial de Combate à Tuberculose é celebrado neste sábado (24)

                                            Foto: Mehau Kulyk/Science Photo Library/Corbis

Divulgação do Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil

De um dia para o outro você começa a tossir. Pode pensar que está gripado ou com alergia, mas há algo diferente. Na hora do “cof, cof” uma secreção é expelida, mas a priori nada que seja necessária a atenção. Você toma remédios para tosse e ela não passa e depois de três semanas a intensidade aumenta e no lugar da secreção aparece sangue ou pus. É… Este é um forte indício de que você pode estar com tuberculose. Algumas pessoas não apresentam sintomas da doença, outros apresentam sintomas aparentemente simples que são ignorados durante alguns meses (e até anos). Contudo, na maioria dos infectados, os sinais e sintomas são mais frequentemente visíveis.

De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2010 foram diagnosticados e notificados 6,2 milhões de casos de tuberculose no mundo, sendo 5,4 milhões de casos novos. A Índia e a China representam 40% dos casos notificados e o Brasil está entre os 22 países que concentram 82% dos casos de tuberculose no mundo.

As metas internacionais estabelecidas pela OMS e pactuadas pelo governo brasileiro são de descobrir 70% dos casos de tuberculose estimados e curá-los em 85%. A tuberculose ainda é um sério problema da saúde pública, com profundas raízes sociais. Está intimamente ligada à pobreza e à má distribuição de renda, além do estigma que implica na não adesão dos portadores e/ou familiares/contactantes. O surgimento da epidemia de AIDS e o aparecimento de focos de tuberculose multirresistente agravam ainda mais o problema da doença no mundo.

Para combater a doença o Ministério da Saúde vai lançar uma campanha para conscientizar a população sobre cuidados e tratamentos para enfrentamento à enfermidade.

Entenda a doença – A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch (BK). Ela afeta principalmente os pulmões, mas, também pode ocorrer em outros órgãos do corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro).

A transmissão da tuberculose acontece de pessoa para pessoa. Ou seja, ao falar, o portador da doença expele pequenas gotas de saliva que contêm agente infeccioso que pode se aspirado por outro indivíduo e assim contaminá-lo. Junto com o desconforto da tosse, também aparece um cansaço excessivo; febre baixa geralmente à tarde; sudorese noturna; falta de apetite; palidez; emagrecimento acentuado; rouquidão; fraqueza; e prostração. Os casos graves apresentam dificuldade na respiração; eliminação de grande quantidade de sangue, colapso do pulmão e acumulo de pus na pleura (membrana que reveste o pulmão) – se houver comprometimento dessa membrana, pode ocorrer dor torácica.

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza a prevenção e o tratamento para a doença. Durante o período de vacinação a BCG serve para imunizar as crianças. O tratamento para as pessoas que possuem a tuberculose é feito à base de antibióticos 100% eficaz. Durante os dez primeiros dias de tratamento os sintomas da doença são minimizados, no entanto, não pode haver abandono. A cura leva seis meses, e em alguns casos o paciente acaba desistindo antes do tempo. Para evitar o abandono do tratamento é importante que o paciente seja acompanhado por equipes com médicos, enfermeiros, assistentes sociais e visitadores devidamente preparados.

Ações do Ministério da Saúde – Em 1996 o Ministério lançou o Plano Emergencial para o Controle da Tuberculose, recomendando a implantação da Estratégia do Tratamento Diretamente Observado (DOTS) para o controle da Tuberculose no Brasil, sendo formalmente oficializado em 1999 por intermédio do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT). Esta estratégia continua sendo uma das prioridades para que o País atinja a meta de curar 85% dos doentes, diminuindo a taxa de abandono a menos de 5%, evitando o surgimento de bacilos resistentes e possibilitando um efetivo controle da tuberculose no país.

Considerada como prioridade pelo governo federal desde 2003, a doença sempre esteve contemplada nas principais pactuações nacionais, como no Pacto pela Saúde, Mais Saúde, Programação das Ações de Vigilância em Saúde, Pacto da Atenção Básica e, mais recentemente, na Agenda Estratégica da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS).

Histórico – Segundo algumas evidências, a tuberculose existe desde os tempos pré-históricos. Foram encontrados esqueletos de múmias do antigo Egito (3000 a.C.) e, mais recentemente, uma múmia pré-colombiana no Peru com sinais da doença. Várias tentativas de tratamento foram feitas, desde a ingestão de preparados exóticos até a utilização de sangrias e a indução de vômitos. Alguns pacientes eram proibidos até mesmo de falar ou rir e ficavam deitados sem poder se movimentar.

Em 1882, o famoso bacteriologista alemão Robert Koch identificou o agente causador da enfermidade, a bactéria Mycobacterium tuberculosis, também chamada de Bacilo de Koch em homenagem ao seu descobridor. Em 1908, os cientistas Albert Calmette e Camille Guérin conseguiram isolar uma cepa do bacilo da tuberculose para produzir culturas vivas atenuadas a serem usadas como vacina. A cepa recebeu o nome de Bacilo Calmette-Guérin, de onde surgiu o nome “BCG”. Foi aplicada pela primeira vez em crianças em 1921.

No Brasil e em outros 21 países em desenvolvimento, a tuberculose é um importante problema de saúde pública. Nesses países encontram-se 80% dos casos mundiais da doença. Segundo estimativas, cerca de um terço da população mundial está infectada com o Mycobacterium tuberculosis, com o risco de desenvolver a enfermidade.

Vale ressaltar que somente um médico pode diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis possuem apenas caráter educativo.

Ilana Paiva / Blog da Saúde

Divulgação: Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde - MNAS
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