quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Secretária de Saúde sai a campo para acompanhar trabalho de agentes de endemias

Golby Pullig -Assessoria Sesacre - Foto: Assessoria Sesacre
Divulgação do Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil

Acompanhados de servidores da secretaria de Estado de Saúde e da secretária Suely Melo, os agentes dão continuidade ao ciclo de 22 dias no extrato 6 que abrange 18 localidades da capital

A dona de casa Cátia Simone da Silva sabe dos riscos de deixar a caixa d’água descoberta, mas ao retornar de uma curta viagem a um município próximo ficou surpresa ao encontrar uma enorme quantidade de larvas do mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue. O problema foi identificado durante visita dos agentes de endemias no bairro Vitória, na manhã desta segunda-feira, 16. Acompanhados de servidores da secretaria de Estado de Saúde e da secretária Suely Melo, os agentes dão continuidade ao ciclo de 22 dias no extrato 6 que abrange 18 localidades da capital.

A ação faz parte das medidas que vêm sendo desenvolvidas por órgãos públicos e servidores do Estado no combate à dengue. A campanha “A Guerra Não Pode Parar - Secretarias Unidas no Combate à Dengue” foi lançada, no início do mês, pelo governador Tião Viana e tem como meta reduzir a infestação predial no município de Rio Branco. Hoje, um em cada dez imóveis tem resultado positivo para larvas ou mosquitos da dengue.

A secretária Suely Melo, ao orientar os servidores antes da visita que iniciou no conjunto Oscar Passos, explicou que o objetivo era observar o trabalho dos agentes em campo. “Mesmo com todos os esforços da equipe de saúde, os pesados investimentos financeiros, a contratação de novos agentes, capacitações e divulgação das formas de combate ao mosquito, a densidade vetorial é alta. Queremos descobrir o porquê”, disse Suely Melo lembrando que a equipe trabalha no controle de endemias desde 2005, com sucesso no combate à malária. Prova disso é que a secretaria conseguiu sair de situação epidêmica naquele ano para atingir o segundo lugar de melhor prática de combate à malária das Américas.

Apenas um sim – Uma das saídas para reduzir os índices da infestação predial e diminuir os casos da doença é a participação efetiva de cada habitante. “Todos têm que se importar. A gente, por exemplo, só precisa receber um ‘sim’ para poder entrar na casa das pessoas e agir”, explica o supervisor de campo Paulo Antônio. Segundo ele, o movimento envolvendo os servidores deixou a população menos resistente para abrir casas e quintais para a vistoria, mas ainda há quem resista.

Cada agente deve visitar 25 imóveis diariamente. Os que não são alcançados durante o dia de trabalho, necessitam de nova visita para serem recuperados. Nos locais onde são encontradas larvas, os agentes iniciam o tratamento com o produto novaluron, orientam os proprietários sobre a eliminação dos focos e seguem monitorando a residência ou prédio.

Como forma de apoiar o trabalho dos agentes, o governo do Estado e a Polícia Militar lançaram na tarde desta segunda, a ação "Polícia Militar Unida no Combate à Dengue". Equipe da Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde promoveu capacitação para 140 policiais militares que atuarão em áreas com maior índice de marginalidade, uma vez que em alguns locais os agentes de endemias não podem entrar nas residências e ou mesmo nos bairros. A ação será realizada em conjunto com o trabalho ostensivo de policiamento. O primeiro bairro a receber os agentes militares será o Taquari.

Lixo em terrenos baldios se torna aliado do mosquito

Qualquer pessoa pode denunciar a falta de cuidados com a manutenção dos terrenos baldios e prédios abandonados diretamente à Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), mas esta é uma das atribuições dos agentes de saúde ao percorrerem os bairros. É comum encontrar imóveis em que os próprios moradores depositam todo o lixo da rua, mesmo onde há coleta regular.

Nestes casos, eles anotam a localização do imóvel e encaminham a reclamação para a prefeitura que tenta entrar em contato com o proprietário que poderá até ser notificado se não colaborar. Quando o dono do terreno não é encontrado, a prefeitura providencia a limpeza e cobra o tributo no IPTU. Os terrenos baldios representam 7% no índice total de infestação predial na capital.


Divulgação: Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde - MNAS
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Fonte na web: www.agencia.ac.gov.br/mm