quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Agentes não concluem ciclos de combate à dengue no município em 2011

Escrito por Talita Gonçalves
Divulgação do Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil

De acordo com um funcionário, a mudança de carga horária causou problemas no trabalho de campo. “Quando a jornada era de seis horas, o agente ficava o tempo todo na sua zona de trabalho. Em uma jornada de oito horas quebra-se muito o horário, pois o agente tem de fazer o translado de ida e volta quatro vezes,” disse.

Araguari está em alerta devido ao risco de epidemia de dengue. O Levantamento de Índice Rápido de Infestação para Aedes aegypti (LIRAa) de 2012 constatou que todos os bairros estão com índices de infestação bem acima de 1%, o recomendado pelo Ministério da Saúde.

Além disso, a reportagem da Gazeta do Triângulo recebeu a informação de que os ciclos de visita domiciliar não foram completados em 2011. No mês de dezembro, deveria ter sido encerrado o 6º e último ciclo. No entanto, somente três foram completados. Estima-se que 92% dos criadouros foram encontrados em residências.

Foi pactuado com o Ministério da Saúde que Araguari cumpriria seis ciclos de visita anualmente, num espaço de 40 dias úteis. Cada um equivale a uma visita domiciliar realizada pelo agente de endemias, que trabalha em zonas, sendo responsável por uma comunidade de 800 a 1200 imóveis.

As ações consistem na remoção e tratamento químico (larvicida) de possíveis criadouros e focos do vetor da dengue nas residências. Cada servidor realiza uma média de 20 visitas domiciliares/dia.

De acordo com um funcionário, a mudança de carga horária causou problemas no trabalho de campo. “Quando a jornada era de seis horas, o agente ficava o tempo todo na sua zona de trabalho. Em uma jornada de oito horas quebra-se muito o horário, pois o agente tem de fazer o translado de ida e volta quatro vezes,” disse.

Segundo ele, existem servidores desviados ou afastados da função, além de contratados que não atuam na função correspondente à contração. Ele afirmou ainda que as casas que estão fechadas no momento das visitas também entram na contagem.

A secretária de Saúde, Iolanda Coelho Costa confirmou que os ciclos não foram completados. “Alguns funcionários saíram, houve troca nos setores, mudanças nas equipes. Um processo de seleção foi feito e novas pessoas serão contratadas,” explica.

De acordo com Iolanda Costa, outro ponto prejudicial às ações de combate à dengue no ano passado foi o atraso na liberação de recursos do governo, no valor aproximado de R$ 101 mil e R$ 333 mil. “Eles estão chegando nesse começo de ano, e vão possibilitar ações mais efetivas,” concluiu.


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Fonte: Gazeta do Triângulo