terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Médicos do Programa Saúde da Família mantêm greve em Alagoas

                                                 Presidente do Sinmed, Wellington Galvão

Divulgação do Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil
Escrito por: Gazetaweb

Em mais uma assembleia, realizada na sede do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL), no Trapiche da Barra, os servidores do Programa de Saúde da Família (PSF) decidiram manter a greve da categoria, que já se estende por mais de dois meses e não tem prazo para finalizar. A categoria pleiteia reajuste no piso salarial e um Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV).

De acordo com o presidente do sindicato, Wellington Galvão, os municípios ainda se encontram fortes e determinados a permanecer com o movimento grevista, apesar de 40 cidades já terem encerrado a paralisação em decorrência de negociações entre categoria e prefeitura. No início de outubro, 90% dos municípios uniram-se para reivindicar seus direitos. “Infelizmente ou felizmente, algumas cidades já acabaram a greve. Agora, temos que lutar pelo restante, cujos salários ainda estão defasados”, esclareceu Wellington, referindo-se a locais, a exemplo de Cajueiro, Messias, Palmeira dos Índios e São Miguel dos Campos, que estão com o “Programa estagnado”.

As reivindicações contemplam um piso salarial de R$ 18 mil, preconizado pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam), e que, segundo Galvão, suprirá a demanda da nova jornada de trabalho de 40h semanais, determinada pelo Ministério Público Federal (MPF). O presidente salienta que as negociações estão abertas, junto às prefeituras. “Caso não haja acordo que assegure um salário compatível com as horas trabalhadas, a categoria pedirá demissão”, alertou o presidente do Sinmed, ressaltando que os possíveis reajustes vão depender do perfil de cada município, isto é, distância, demanda de pacientes, número de unidades de saúde, dentre outros fatores.

Desde o surgimento do Programa, os médicos obtiveram, somente, um reajuste de 18,5%, com um quadro de diferenças salariais. Tais disparidades ocorreram quando o repasse - 70% de todos os recursos - ficou a encargo das prefeituras, uma vez que o Ministério da Saúde (MS) não conseguiu acompanhar o aumento do salário mínimo. Conforme acentuou Wellington, a saúde deveria ser tripartite: União, Estado e Município, o que “não corresponde à realidade vivenciada pelos servidores”.

Os médicos do PSF de Maceió não chegaram a aderir ao movimento grevista, pois não possuem motivos para negociações.

Apesar da paralisação, o sindicalista garante que 30% dos serviços continuam em pleno funcionamento.


Divulgação: Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde - MNAS
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Fonte na web: www.cut.org.br