sábado, 24 de dezembro de 2011

COMBATE À DENGUE: Oito cidades zeram infestação do Aedes aegypti

Divulgação do Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil

Municípios como Sobral têm estratégias para o combate ao mosquito transmissor, como adoção de armadilhas

Sobral Oito cidades cearenses conseguiram zerar o índice de infestação pelo mosquito da dengue este ano. Os Municípios que alcançaram esta meta são Sobral, Alcântaras, Meruoca, Pacujá, Cruz, Carnaubal, Deputado Irapuan Pinheiro e Granjeiro. Autoridades locais destacam a participação dos moradores no combate ao Aedes Aegypti. Em Sobral, por exemplo, o apoio foi fundamental. "Isso aconteceu graças à compreensão dos moradores que estão, há três anos, sem registro óbito. São os sobralenses, os principais responsáveis pelo índice zero", afirma o secretário de Saúde e Ação Social de Sobral, Carlos Hilton.

"Aumentamos de 300 para mais de 400 armadilhas para pegar o mosquito em fase gestacional, mas de nada adiantaria todos os esforços para combater o mosquito se a população não participasse. É dela todos os méritos dessa vitória de infestação zero", elogia o secretário. Mas ele alerta: "não podemos dormir nos loiros da batalha vencida. A guerra contra a dengue é diária com os cuidados para não darmos vez à reprodução do mosquito, que data do Egito Antigo, daí o nome Aedes aegypti, ou seja, o Egito disse não ao mosquito".

Além das armadilhas artesanais (baldinhos atrativos das fêmeas em câmara escura), todas caixas d´água de Sobral foram teladas. O secretário diz que, no começo, as pessoas estavam tirando as telas para pescar. "Mas depois conscientizamos e hoje todas as caixas estão com as telas protetoras", assegura.

Agentes de endemias da Prefeitura Sobral estão autorizados, por meio de decisão da Justiça, a entrar em todos imóveis e terrenos abandonados para a inspeção contra a dengue. "Claro que, se for preciso, entramos no espaço que esteja trancado. Vamos arrancar o cadeado, fazer a inspeção e mandar a conta para o dono do imóvel", adverte o secretário de Saúde.

Sobral registrou este ano 89 casos de dengue clássica, mas foram todos importados de outras cidades da Zona Norte. "Teve um surto em Massapê e em Itapipoca e acabamos importando estes casos este ano. Porém, desde 2008, não registramos óbito aqui e estamos sempre alerta para evitar que a epidemia volte", diz Carlos Hilton.

Como médico, o secretário municipal tem uma opinião clara sobre a dengue. "Ela só será erradicada de vez se soubermos dar atenção à prevenção. A dengue tipo um, dois, três e quatro estão aí. O vírus é mutante. Portanto, todo cuidado é pouco. O Poder Público faz a parte dele, mas tem que ter a colaboração efetiva das pessoas. Coisa que, graças aos sobralenses, está acontecendo aqui".

Visitas

Sobral está fazendo seis ciclos de visitação às casas no combate à dengue. Além das visitas, uma das armas utilizadas para o combate à dengue é uma armadilha específica para o vetor. O artefato atrai o mosquito pela água e por uma palheta onde ele pode pôr os ovos.

Semanalmente, os agentes de endemia visitam as casas, onde tem 412 armadilhas, para saber se há mosquito na região. A cada semana, é trocada a palheta e levada ao laboratório para ser examinada.

Carlos Hilton ensina que a alternativa para controlar a dengue em qualquer Município não terá sucesso se não for dividida com a sociedade. "Em 2007 nós tivemos uma grande epidemia de dengue aqui em Sobral. 2.190 casos de dengue, oito óbitos e muitos recursos gastos de uma forma angustiante", relata. Segundo o secretário, o registro de uma epidemia reflete a crise na saúde pública. As emergências dos hospitais ficam lotadas e a população aflita. Para evitar este quadro de caos, desde 2008 o Município de Sobral realiza um processo de correspon-sabilização social.

A meta é fazer com que cada morador do Município se conscientize de sua responsabilidade no combate ao mosquito transmissor da dengue.

FIQUE POR DENTRO

Já são 89.078 casos da doença

Até o dia16 de dezembro, data do último boletim da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), a dengue estava presente em 177 dos 184 Municípios cearenses. Boletim da Sesa aponta a notificação de 89.078 casos, sendo que 55.525 foram confirmados com o registro de 61 mortes. Os óbitos por dengue aconteceram 37 no Interior e 24 em Fortaleza. As mortes no Interior ocorreram Caucaia (5), Itapipoca (3), Maranguape (3), Itaitinga (2), Morada Nova (2), São Gonçalo do Amarante (2), Acarape (1), Aiuaba (1), Chaval (1), Chorozinho (1), Granja (1), Icó (1), Maracanaú (1), Monsenhor Tabosa (1), Ocara (1), Quixadá (1), Tejuçuoca (1), Aratuba (1), Russas (1), Amontada (1), Ararendá (1), Boa Viagem (1), Iguatu (1), Paramoti (1), Aracoiaba (1) e Mombaça (1). Dois outros casos suspeitos de morte por dengue este ano estão sob investigação na Sesa. Um aconteceu no Interior (cidade não revelada pela Secretaria) e outro em Fortaleza.

A dengue está mais presente em Fortaleza (33.760 casos), Maracanaú (2.418), Icó (1.231), Crateús (1.176), Caucaia (1.092), Itapipoca (1.030), Quiterianópolis (655), Santana Quitéria (496), Reriutaba (396), Massapê (388), Crato (380), Quixadá (372), Orós (338), Monsenhor Tabosa (335), Nova Russas (333), Mauriti (322), Barro (310), Varjota (304), Limoeiro do Norte (292), Baturité (292), Granja (286), Coreaú (278), Boa Viagem (267), Iguatu (264), Itatira (258), Ocara (253), Novo Oriente (221), Aracoiaba (219), Pentecoste (216) e Acarape (206).

Mais informações

Secretaria de Saúde do Ceará

Avenida Almirante Barroso, 600 - Praia de Iracema - Fortaleza

Fone (85) 3101.5214/

(85) 3101.5215

LAURIBERTO BRAGA
REPÓRTER

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Fonte na web: diariodonordeste.globo.com