terça-feira, 13 de abril de 2010

Capacitação: Agentes de saúde do MA e TO participam de curso promovido pelo Ceste

A capitação integra o programa ambiental na área da saúde da Usina Hidrelétrica Estreito (UHE Estreito)

Agentes comunitários de saúde de Babaçulândia (TO) e Estreito (MA) participaram do Curso de Capacitação de Doenças de Veiculação Hídrica promovido pelo Consórcio Estreito Energia (Ceste) nos dois municípios. A intenção é sensibilizar o maior número de pessoas para os cuidados necessários que se deve ter em relação à água, sua preservação e uso correto, como medida preventiva às doenças, como verminoses, cólera e malária, por exemplo, que podem ser veiculadas através dela.

A capitação integra o programa ambiental na área da saúde da Usina Hidrelétrica Estreito (UHE Estreito) que visa monitorar situações de risco para a população, como aumento ou surgimento de doenças. “Este é mais um investimento do Ceste nas ações de saúde que, neste caso, buscam formar agentes multiplicadores nas questões relativas à água e promover a prevenção ao cidadão da área de influência direta da Usina de Estreito”, explica a assistente social, Ana Maria Félix, da Gerência de Projetos Sociais do Ceste. Ela acrescenta que ações dessa natureza são promovidas com frequência pelo Consórcio Estreito Energia, por meio da Biolex, contratada para o trabalho.

O Curso – O Curso de Capacitação de Doenças de Veiculação Hídrica teve como facilitador o biólogo da Fiocruz, Arlindo Serpa, doutor em Entomologia (estudo dos insetos). Durante os encontros com os agentes comunitários de saúde em Babaçulândia e Estreito, além de ressaltar a importância do trabalho deles como multiplicadores de ações de prevenção, ele destacou a necessidade de uma reflexão crítica quanto à postura de cada um no trabalho que se propuseram a fazer.

“Além de apontar problemas, é necessário que mostrem como essa situação pode ser resolvida ou pelo menos amenizada para a população”, provocou. “A ideia dessa capacitação é mostrar que as doenças veiculadas pela água dependem da gente ter uma observação mais cuidadosa. Mais do que nunca, quem trabalha com saúde precisa ser responsável por levar a informação”, disse Arlindo Serpa.

A agente comunitária de saúde de Estreito, Enedina Araújo, avaliou como extremamente positiva a iniciativa do Ceste em promover o curso. “Muito importante essa capacitação para o nosso trabalho. Às vezes, as pessoas não têm condições de comprar um filtro, por isso as verminoses continuam e as doenças de pele também”, finaliza.

O que fazer para evitar doenças causadas por água contaminada

Beber somente água fervida ou tratada;
Só comer alimentos que foram suficientemente cozidos;
Lavar bem as frutas e verduras antes de consumi-las;
Evitar pescados mal cozidos ou crus;
Não poluir o solo e os mananciais de abastecimento de água;
Defecar em locais apropriados, evitando deixar as fezes expostas;
Preservar a fauna aquática.

Doenças que podem ser transmitidas pela água contaminada
Por ingestão
Cólera, amebíase, giardíase, febre tifóide, hepatite infecciosa, leptospirose
Por contato
Escabiose, doença parasitária cutânea (sarna), verminose
Por meio de insetos (vetores) que se desenvolvem na água
Dengue, febre amarela, filariose, malária.

Fonte: Apostila do Curso de Capacitação de Doenças de Veiculação Hídrica

Divulgação: Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde - MNAS
Uma mega rede voltada aos Agentes de Saúde coordenada por Samuel Camelo

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Fonte na web: www.oimparcialonline.com.br