segunda-feira, 1 de setembro de 2014

EXCLUSIVO: TCU responde à MNAS sobre o caso das demissões dos Agentes de Saúde de todo o Brasil

 TCU responde sobre as demissões dos Agentes de Saúde, divulgadas em matéria da Gazeta MT

Hoje, segunda-feira (01/09), por volta das 11h21, o Tribunal de Contas da União (TCU) emitiu um posicionamento sobre a matéria divulgada pela Gazeta MT. Matéria que tem causado bastante polêmica entre os agentes comunitários, de endemias e, até mesmo, entre os gestores. Durante o último fim de semana, diversos trabalhares estabeleceram contato com a coordenação da MNAS - Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde, Samuel Camêlo, nos mais diversos meios de comunicação administrado pela Mobilização para obter informações sobre o caso. Até mesmo um gestor, buscou informações sobre a citada matéria.

Saiba mais sobre:
O presidente do SINDSEP-PE*, Sérgio Goiana, fala sobre a importância da valorização dos agentes de saúde. 

Sobre a nota emitida pelo  TCU, em síntese, ele informou que “As medidas adotadas pela gestora, na matéria indicada, não têm relação com decisão do TCU. Após verificação destes questionamentos descobrimos que o ato que embasou a tomada de decisão da gestora foi emitido pelo Tribunal de Contas do Estado do Mato Grosso.”

A gestora a que o TCU se referia é a secretária de Saúde do município de Rondonópolis/MT, Marildes Ferreira, que informou o desligamento de 176 agentes comunitários e 106 agentes de combate às endemias, a partir do dia 18 de setembro.

Portanto, diante de tais fatos, a MNAS esclarece que o caso não tem relação com o Tribunal de Contas da União e que não haverá demissões em massa, como a Gazeta MT havia divulgado.  Agora a MNAS está aguardando um posicionamento da  Prefeitura Municipal de Rondonópolis/MT e da Gazeta MT, para tentar identificar de onde partiu o erro.

"Apesar da existência de dados suficientes, sobre qual a origem do equivoco, não iremos formalizar um posicionamento, sem a preservação do direito de fala da gestão e dos responsáveis pela matéria, no caso a Gazeta," comentou Samuel Camêlo, coordenador geral da MNAS.

O editor-chefe do Gazeta MT, sr. Eduardo Ramos, até o momento não se posicionou, em face dos questionamentos da MNAS. Aguardamos para que ele aproveite a oportunidade para zelar pela confiabilidade de seu trabalho.

A coordenação do Jornal dos Agentes de Saúde reafirma o compromisso com a categoria de ACS/ACE de todo o Brasil. Continuamos trabalhando para que todos tenham acesso as matérias relevantes e, em muitos casos, exclusivas, produzidas em parceria com a Mobilização Nacional. A maior rede de voluntários do Brasil, voltada exclusivamente à defesa dos interesses dos Agentes de Saúde. São 17 estados brasileiros representados por quem, além de produzir a matéria, trabalha para que a categoria tenha os seus direitos preservados.

Nos honre com o seu comentário, nesta matéria! 

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Mulher perde 27 quilos e doa parte de fígado para criança com câncer

Tatiana descobriu que era a única doadora compatível com uma criança de 4 anos que poderia morrer a qualquer momento. Os dois não se conheciam. Veja o vídeo, aqui!

 João tem 4 anos e tudo que aprendeu até hoje foi em casa, com a avó.

Fantástico: Onde você quer ir?
João: Pra escola.

Dona Maria sempre fez o papel de mãe. Para ela, o menino é mais que um filho. “Ah, minha vida. Minha vida é este aqui, ó”, diz ela ao mostrar o neto.

Uma das primeiras palavras que João aprendeu a pronunciar foi: “Forte”, ele conta.

Forte, o menino precisou ser forte muito cedo. “É um guerreiro, por tudo que passou e ainda está vivo até agora.”, define a avó.



João tinha 2 anos quando a família descobriu a doença: um tumor no fígado.

“Eu caí dura na cadeira, eu acordei com um senhor me dando um copo d’água. Eu penso que se acontecer alguma coisa com ele eu não vou aguentar”, lembra Dona Maria.

A mãe do menino, Juliana Aparecida dos Santos, que vivia longe, voltou para ajudar a cuidar do filho. “Ele veio, eu acho que, na minha vida para me ensinar as coisas”, ela diz.

Fantástico acompanha luta desde abril

Começava ali uma rotina de hospitais, exames e quimioterapia. Uma luta que o Fantástico acompanha desde abril.

“Ele pesava 14 quilos quando descobriram a doença dele. Ele foi para 7 quilos. Perdeu metade”, conta a avó.

“A localização, o local do fígado, o cirurgião não consegue tirar completamente.”, explica Juliana Dacorégio, oncologista.

A única chance de salvar a vida de João era um transplante de fígado.

“Ele pode morrer de uma hora para outra. Ele pode estar brincando ali e morrer. É urgente”, diz a avó.

Em busca de uma doadora

A primeira alternativa foi procurar um doador entre os parentes. A única pessoa da família compatível para doar o fígado era uma tia de João, mas ela descobriu que estava grávida e não pôde fazer a cirurgia. A esperança de encontrar um doador estava quase perdida. Desesperada, a avó do menino foi a uma igreja pedir oração para o neto. Foi lá que Tatiana e João se encontraram pela primeira vez.

Tatiana sentiu compaixão: “Vontade de pegar no colo, de dizer para ele que tudo iria ficar bem. Aquele sentimento de misericórdia, de se colocar no lugar do outro. De imaginar esta correria de hospital, de agulhas, dores, períodos longos fora de casa. E pensei: ‘se eu puder fazer alguma coisa, eu vou fazer. Se eu puder de alguma forma tentar mudar o curso da história da vida dele eu vou tentar fazer’”, conta ela.

Naquele momento, ela tomou uma decisão que também mudaria a sua vida: doar parte do próprio fígado. “Foi amor”, ela define.

Amor por alguém que ela não conhecia, que estava encontrando pela primeira vez.

Doadora teria que perder um terço do próprio peso

O destino colaborou: Tatiana fez os exames e, por uma incrível coincidência, descobriu que era compatível. Só tinha um problema: “Na minha condição de obesidade que eu estava, eu não posso doar nem sangue, porque não é saudável”, diz.

Na época, ela pesava 103 quilos. Os médicos disseram que Tatiana teria que perder um terço do próprio peso. E mais: ela teria que emagrecer com saúde.

“Eu sempre lutei contra o peso. Até na minha adolescência, juventude, eu e minha irmã a gente sempre fazia umas dietas meio malucas, meio doidas. Uma semana tinha sucesso, depois já não tinha mais. Dessa vez tem algo diferente, um propósito que me move. Nesta situação do João e ainda mais com o tempo muito menor, eu não posso abrir mão. Não posso me dar ao direito de comer um bombonzinho hoje, porque eu vou ter que recuperar isso amanhã e amanhã talvez não vá dar mais tempo”, explica Tatiana.

Com uma força de vontade fantástica, Tatiana conseguiu perder 17 quilos em 4 meses.

O marido e o filho também entraram na linha. “Mudando a alimentação, cortando refrigerantes, pão, já foram também cinco quilos.”, ele diz.

Pedro, o único filho de Tatiana, tem a mesma idade de João. Assim como a mãe, ele também quis ajudar. “Eu queria ficar igual ele, cortado”, conta sobre a época em que João Vitor teve que cortar o cabelo.

“No dia que a gente raspou, ele queria que eu varresse o cabelo, colocasse em uma caixinha, porque ele ia passar cola na cabeça do João para colar o cabelo”, conta Tatiana.

Vizinhos e amigos iniciam corrente de solidariedade

Quando a Tatiana decidiu doar o fígado, a notícia logo se espalhou pela cidade. Vizinhos, amigos, e até gente que nem conhecia a família dela resolveu ajudar. Começava aí uma grande corrente de solidariedade.

O professor Lene, por exemplo, abriu as portas de uma academia. “Eu fiquei bem comovido pela história também e não custa nada ajudar”,

Tatiana também ganhou uma orientação nutricional e ajustou a dieta. “Me tornei fã dela e acho que, se todo profissional doasse 5% do conhecimento que Deus permitiu a ele adquirir, a gente viveria em um mundo muito melhor”, avalia o profissional de educação física especializado em nutrição Carlos Santiago.

“Quando você tem um pequeno gesto para fazer o bem para alguém, isso é contagiante”, afirma Tatiana.

A Katy, professora de dança, foi outra pessoa que quando conheceu a história da Tatiana resolveu ajudar. “Se eu sou mãe e não posso ajudar meu filho, imagine encontrar uma pessoa tão abençoada quanto ela que pode ajudar meu filho”, diz a professora de dança Kathy Nogueira.

Muita aeróbica, musculação. Tanta solidariedade acelerou o resultado na balança. “O esforço que eu tenho feito tem sido muito intenso: na academia, duas horas e, em casa, mais uma”, ela conta.

A motivação de Tatiana para tanto esforço é enorme: “Não posso desistir, não posso parar”, diz Tatiana.

“Ele depende do meu esforço, do meu cansaço, da minha superação, da minha força. Eu não posso desistir. Ele depende hoje de mim.”, revela.

Medicação para o tumor afeta imunidade de João

O tempo corre contra Tatiana e João Vitor. Enquanto espera pelo transplante, ele não pode parar a quimioterapia. O problema é que a medicação para o tumor afeta a imunidade, reduz as defesas naturais do corpo e, muitas vezes, ele fica frágil. O menino sofre com febre alta e infecções constantes.

“Gera a maior aflição para a gente, porque a gente está na corrida para ficar tudo bem. E a cada internação, nos deixa esse ponto de interrogação. A gente fica: será que está tudo bem? Será que a gente pode continuar?’”, diz Tatiana.

João piora e isso atinge Tatiana em cheio. “Às vezes, é um pouco difícil. Tem dia que ele está bem, de repente, de uma hora para outra, ele começa a amarelar os olhinhos, sentir dor na barriga. Aí é muito difícil”, ela diz.

Além do peso, ela precisa superar a ansiedade. O Fantástico acompanhou cinco meses desse esforço gigante.

João segue o tratamento em Florianópolis. Mas é acompanhado por outra equipe de médicos que quer reavaliar o menino.

João foi pela décima vez para São Paulo, fazer exames acompanhado pela avó. “A expectativa de chegar lá e ir para o transplante. Estou confiante de chegar lá agora e ir para o transplante”, diz a avó do menino.

Mas Tatiana está pronta para doar o fígado? Ela conseguiu perder peso de novo. E vai animada para mais uma avaliação médica.

“Perder peso significa ter menos riscos de complicações no pós-operatório.”, explica João Seda, cirurgião pediátrico.

23 quilos perdidos

A Tatiana está fazendo exercício físico e cuidando da alimentação desde dezembro. Já perdeu 23 quilos. É o suficiente ou falta alguma coisa ainda? “Falta, mas falta bem menos do que a gente imaginou. Imaginei ainda mais uns 8 ou 10 quilos, mas agora faltam 3 ou 4 quilos”, ela conta

Justamente agora que Tatiana está a um passo de atingir o peso ideal chega a notícia: “Agravou a situação dele ontem. Eu nem sei dizer o que é. Ele está muito amarelo”, relata a avó.

O tumor cresceu e o fígado não consegue mais eliminar a bile. Por isso, João está tão amarelo. Depois de 23 dias em São Paulo, já não há mais o que fazer lá.

“Neste momento, a gente já está preparando a família para o pior”, diz a médica. “Eu não perco a esperança do milagre dele, de acontecer tudo. A minha fé ali continua. Não vou desistir”, avisa a avó.

Médicos não dão esperanças

Desde que voltou de São Paulo, João passou mais tempo no hospital do que na casa dele. Os médicos decidiram fazer um tipo de quimioterapia mais agressiva, mais forte, na tentativa de reduzir o tamanho do tumor. Pela primeira vez, o menino precisou usar morfina porque começou a sentir dores muito fortes.

“Ele chegou a ficar três dias na cama porque a gente achava que ele não levantava mais. Bem dizer morto”, conta a avó.

“Os médicos não deram mais esperança nenhuma para a gente. E, cada vez, desanimando mais. Ele já estava se entregando também”, lembra a mãe do menino.

Reação de João surpreende médicos

Mas, na quarta semana de tratamento intensivo, João finalmente reage e surpreende até os médicos. “Nem a médica acreditou, tanto que ela repetiu os exames no dia seguinte e mostra que o tumor do João diminuiu significativamente”, conta Tatiana.

“O tumor diminuiu mais ou menos em 30%. Então, agora, nós temos uma esperança de as coisas possam dar certo no final.”, conta a médica.

“Ele está sendo um guerreiro porque ele cai e levanta. Daí ele me dá força para levantar também”, diz a avó.

27 quilos perdidos

João também dá força para Tatiana que enfrenta mais uma vez a balança: “76,1 quilos. Ela merece gente, chegou no peso, atingiu”, comemora a avó.

A Tatiana conheceu o João em janeiro deste ano, na época ela tinha 103 quilos. Ao longo destes oito meses, a Tatiana perdeu nada mais nada menos que 27 quilos.

Depois de um ano e sete meses de quimioterapia, João também está pronto, é agora ou nunca: “Meu coração de vó diz que ele vai vencer. Nós vamos chegar no final agora”, afirma a avó.

Tensão e dúvida antes da cirurgia

Minutos antes da cirurgia, a tensão era enorme. Os médicos ainda não sabiam se seria possível fazer o transplante.

“Existe uma complicação no caso do João. As veias do abdômen dele que nutrem o fígado, a veia aporta, estava entupida”, explica Paulo Chapchap, cirurgião de transplante de fígado.

A solução para irrigar o novo fígado foi puxar uma veia que sai do rim. Um procedimento arriscado e, segundo os médicos, inédito em crianças no Brasil.

Foram quase 11 horas de cirurgia. Três dias depois, chega o momento do reencontro tão esperado.

Recuperação de um novo filho


“Para minha surpresa, quando eu entrei no quarto, ele estava melhor do que eu. Eu não conseguia me abaixar para dar um beijinho nele, porque eu estava muito dolorida ali naquele momento. Mas a vontade era de pegar no colo. Eu dei um pedacinho do meu fígado. E ganhei um filho inteiro. Porque o João, para mim hoje, representa um filho. Porque filho é um pedacinho da gente do lado de fora”.

João está bem. O caminho da recuperação ainda vai ser longo. Mas, como diz a Dona Maria, ele é um grande guerreiro.

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Fonte: Programa Fantástico, da Rede Globo

domingo, 31 de agosto de 2014

EXCLUSIVO: Coordenação da Mobilização Nacional busca esclarecimentos do TCU e da prefeitura de Rondonópolis

Matéria divulgada pela Gazeta MT tem causado inquietação nos agentes de saúde

O coordenador Geral da MNAS - Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde, Samuel Camêlo, já estabeleceu contato com o Tribunal de Contas da União (TCU) e aguarda um posicionamento oficial, em face da matéria divulgada pela Gazeta MT, sob o título “Por determinação do TCU, Saúde terá que demitir agentes de saúde e de endemias,” com um conteúdo  que provocou uma grande inquietação nos agentes de saúde (ACS/ACE) de todo o Brasil. Ainda na noite da sexta-feira, 30/08, tentamos conversar com  o editor-chefe da Gazeta,  Eduardo Ramos, direto por meio de seu WhatsApp, contudo, por desconhecimento de informação ou por outro motivo, que desconhecemos, ele optou por se omitir em nos responder.

Saiba mais sobre:
O presidente do SINDSEP-PE*, Sérgio Goiana, fala sobre a importância da valorização dos agentes de saúde.   
 

A polêmica em torno da matéria tem relação com uma suposta resolução do Tribunal de Contas da União (TCU), que, conforme informa a Gazeta MT,  obriga as prefeituras de todo o País a demitirem todos os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e os Agentes Comunitários de Endemias (ACE) que foram contratados e efetivados depois do ano de 2006. A matéria também afirma que em Rondonópolis/MT, a medida atingiu 176 ACS e 106 ACE, que foram contratados depois do prazo e terão seus contratos rescindidos a partir de 18 de setembro.

Ainda ontem, emitimos uma nota para tranquilizar a todos e reafirmamos o nosso compromisso em averiguar a situação. Fazendo uma análise jurídica e política do contexto, podemos defender que não há como dá credibilidade a tal coisa, sem a fundamentação jurídica necessária. Não podemos estabelecer credibilidade a uma matéria que não fundamentou os seus argumentos e nem mesmo os responsáveis por ela inspiram credibilidade, som as suas omissões.

Também estabelecemos contato com a prefeitura de Rondonópolis (conforme o protocolo nº 368) para saber sobre as demissões dos 282 agentes de saúde, citados no texto publicado pela gazeta.

“Não temos uma data específica para a manifestação de posicionamento do TCU, contudo, desejamos que todos os agentes de saúde de nosso país que estão na situação desfavorável, conforme a natureza da matéria da Gazeta, não fiquem apreensivos. Não uma fundamentação sustentável para a descrição de tais fatos, principalmente nesse momento de reconstrução política de nosso país, declarou Samuel Camêlo.

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sábado, 30 de agosto de 2014

EXCLUSIVO: Entrevista com Fabiano Rodrigues, Secretário de Saúde que tem defendido os direitos dos Agentes Comunitários e de Combate às Endemias

EXCLUSIVO: Entrevista com o Secretário de Saúde do município de Medeiros Neto/BA, sr. Fabiano Rodrigues.

Veja também:

O Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil, ferramenta interativa que tem dado visibilidade nacional a luta dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias de todo o Brasil (mais de 323 mil trabalhadores, dos quais, quase 260 mil são agentes comunitários e 63 mil são agentes de endemias), administrado pela MNAS – Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde, hoje, apresentará a entrevista feita com o Secretário de Saúde do município de Medeiros Neto/BA, o enfermeiro Fabiano Rodrigues, em face do pagamento do “Piso Salarial Nacional” da categoria e ainda, uma acréscimo que estabelece um bruto no valor de R$ 1.376,00 + 45% que será pago em gratificação ( PMAQ), a ser pago em dezembro/2014.

Jornal dos Agentes de Saúde: Sr. Secretário Fabiano Rodrigues, desejamos conhecer um pouco de seu perfil, de sua trajetória até o momento em que o sr. assumir a Secretaria Municipal de Saúde de Medeiros Neto/BA.

Secretário Fabiano Rodrigues: Sou militante da Saúde Pública desde o ano de 1997, iniciando minha trajetória profissional no Hospital Beneficência Portuguesa de Teresópolis no Estado do Rio de Janeiro. No ano de 2001 iniciei minha formação acadêmica no Centro Universitário Serra dos Órgãos de Teresópolis. Durante este período fui presidente do Diretório Acadêmico da Cadeira de Enfermagem e representei o Conselho Municipal de Saúde durante longos anos. Em 2005 no município de Nova Viçosa Estado da Bahia atuando como enfermeiro de PSF e logo assumi a Coordenação de Vigilância Epidemiológica e neste mesmo ano fui docente da Faculdade de Teixeira de Freitas nas disciplinas de Políticas Públicas de Saúde e Tanatologia. Fui instrutor do curso de formação técnica de Agentes Comunitários de Saúde. Já em 2011 assumi a chefia do Departamento de Saúde do município de Mucuri/BA e em janeiro de 2013 assumi a Secretaria Municipal de Saúde de Medeiros Neto/BA.

Jornal dos Agentes de Saúde: Qual a sua visão sobre a importância do trabalho do Agente Comunitário e do Agente de Combate às Endemias?

Secretário Fabiano Rodrigues: Vejo estas categorias como precursoras de uma Saúde Pública com mais dignidade e eficiência. Um exemplo claro do trabalho do ACS em todo território nacional é a diminuição dos indicadores de saúde, antes vergonhoso para o Brasil. Após a implantação do PACS os resultados falam por si só. Quanto ao trabalho dos Agentes de Combate às Endemias vou citar um exemplo que é conhecido por todos: as epidemias já vivenciadas em nosso país. O efetivo trabalho desses companheiros reflete em vidas sendo salvas. Ambos são profissionais da área de saúde de fundamental importância e devem ser entendidos e respeitados por todos.

Jornal dos Agentes de Saúde
: Secretário Fabiano Rodrigues, identificamos que o sr. trata os agentes de saúde de Medeiros Neto/BA de forma diferenciada de outros secretários com os quais já tivemos contato, ou seja, identificamos que existe um espécie de estima prática ao trabalho que esses profissionais desenvolvem. É isto mesmo ou estamos equivocados?

Secretário Fabiano Rodrigues: Na verdade trato estes profissionais como membro da equipe multidisciplinar da saúde. Sempre os vi assim. O que me fascina nestes trabalhos, quando executados de forma técnica e ética, é que se podem modificar os determinantes de saúde/doença de uma comunidade, de fato esta é a utilidade das categorias. O meu tratamento como gestor da saúde é um tratamento pautado no respeito mútuo e na valorização destes profissionais como seres humanos dignos que vem a somar para o bom desenvolvimento da saúde em nosso município.

Jornal dos Agentes de Saúde: Como tem sido a relação do prefeito Nilson Costa (PSB/BA) com a categoria dos Agentes Comunitários e de Combate às Endemias?

Secretário Fabiano Rodrigues: O prefeito Nilson Costa tem dado todo o apoio necessário para que a Gestão da Saúde alcance êxitos em suas ações. Quanto aos profissionais ACS/ACE, ele os vê como integrantes da equipe de saúde. Como é de seu perfil, ele não faz acepção de categoria. Tem sido meu baluarte nesta caminhada. Quando levo até ele assuntos pertinentes a saúde, como por exemplo, a Lei de criação do “Piso Salarial” do ACS/ACE que tem trazido grandes polêmicas em todo o Brasil a resposta que o prefeito Nilson Costa teve frente a este assunto foi a seguinte:

“É preciso que o Brasil crie Leis que valorizem os profissionais de saúde como foi feito com os Agentes Comunitários”. Sinto muito orgulho em fazer parte da gestão do Sr. Nilson, pois o mesmo tem olhar empreendedor e respeito pelos profissionais de saúde, tratando-os sempre com igualdade.

Jornal dos Agentes de Saúde: A Associação dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias de Medeiros Neto/BA, recentemente manifestou gratidão ao prefeito Nilson Costa, em consequência da regulamentação da Lei 12.994/2014, que trata do “Piso Nacional.” Essa relação entre gestor e representante da categoria sempre foi amistosa?

Secretário Fabiano Rodrigues: Na verdade não. A os ACS/ACE, durante muitos anos foram tratados de forma excludentes por outras gestões, onde suas vozes eram abafadas pelo simples fato de quererem ouvir e muitas vezes respeitar os mesmos. Em 2013 assumimos uma gestão com as categorias totalmente desmotivadas e desacreditadas no que se referia a gestão. Eu, juntamente como prefeito Nilson Costa, tive este desafio, mas foi vencido. Prova disso foi a manifestação de agradecimento a gestão, que para nós foi uma atitude ética e responsável destes profissionais.

Jornal dos Agentes de Saúde: Fora a garantia dos direitos sugeridos pela lei 12.994/2014, quais os direitos que a gestão do prefeito Nilson Costa tem garantido aos agentes de saúde?

Secretário Fabiano Rodrigues: Hoje em nosso município garantimos o repasse do piso integral conforme preconiza a Lei para os profissionais que estão em conformidade com a mesma e um abono de 50% do salário mínimo que antes era negligenciado e hoje este benefício de fato é uma realidade. Também todos os Agentes Comunitários de Saúde participam do prêmio de valorização do PMAQ que será repassado 45% do valor recebido para todos os profissionais de saúde participantes e nestes inclui os ACS.

Jornal dos Agentes de Saúde: A MNAS – Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde está lançando uma campanha nacional em prol da proposta de 30 horas semanais para os ACS e ACE, sob a máxima de que tal carga horária não apenas garante uma vida com mais qualidade aos trabalhadores, mas, também, assegura um trabalho mais eficiente aos comunitários, usuários da Atenção Primária. Qual a opinião de sua gestão sobre esse tema?

Secretário Fabiano Rodrigues: Existem em minha concepção algumas divergências. Sou a favor totalmente de valorização dos profissionais. Quanto ao quesito carga horária, vejo que pelo número de famílias que cada Agente tem a responsabilidade de acompanhar, seja através de visitas domiciliares ou através de atividades de educação em saúde junto a sua comunidade, que é de fundamental importância nos determinantes de saúde/doença do território. No meu ponto de vista o que se pode ser de fato efetivado é um cronograma de atividades divididas nas 40 horas semanais e que tenha utilidade junto as famílias. O que não se pode pensar é na redução de carga horária simplesmente por reduzir. O que temos que ter em mente que esta atividade é indispensável para a comunidade, quando exercida com ética e responsabilidade. Não vejo em reduzir que trará benefícios para a categoria. Como gestor não sou favorável à redução de carga horária e sim de valorização do profissional.

Jornal dos Agentes de Saúde: A MNAS tem defendido a importância da categoria de agentes de saúde realizarem a II e III etapas formativas do curso técnico (CTACS). Qual a sua opinião sobre a possibilidade de dá uma capacitação técnica a esses profissionais?

Secretário Fabiano Rodrigues: De fato, é imprescindível, pois esta formação beneficiará os profissionais, a equipe e a comunidade. Porque somente desta forma poderemos ter um planejamento eficaz de atuação destes profissionais com o objetivo de alcançar o que se propõe em seu trabalho. Conhecimento teórico aplicado na prática com ética e responsabilidade tende a dar excelentes frutos. Digo isso no quesito da saúde, pois efetivamente vamos ter a oportunidade de trabalhar uma política pública de prevenção capaz de revolucionar a Saúde Pública do Brasil.

Jornal dos Agentes de Saúde: Secretário Fabiano qual a sua mensagem para os agentes de saúde de Medeiros Neto, da Bahia e do Brasil?

Secretário Fabiano Rodrigues: Vou utilizar uma frase muito escutada nos últimos dias que é: “Não vou desistir do Brasil”, trazendo para o nosso campo de atuação o desejo de que os ACS e ACE do município de Medeiros Neto e de todo o Brasil, não desistam da Saúde Pública, que não desistam dos seus ideais e que priorizem o ser humano como principal motivação do seu trabalho, pois para que possamos ter um país, um estado e uma cidade menos desigual, podemos dar a nossa contribuição e ir muito além. Por isso peço para que não desistam. Vamos dar as mãos e juntos construir uma sociedade mais justa e saudável. Fica aqui o meu abraço para todos os ACS e ACE do nosso Brasil e que para mim é um prazer poder compartilhar de nossas vitórias.

 Jornal dos Agentes de Saúde: Caro sr. Secretário Fabiano, em nome de todos coordenadores que fazem a MNAS - Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde, responsável pela administração do Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil, desejamos que essa parceria, entre a gestão do ilustre prefeito Nilson Costa, sob a seu comando frente a Secretaria de Saúde, e os Agentes Comunitário e dos Agentes de Combate às Endemias de Medeiros Neto/BA dure por longos anos!


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Primeira grande paralisação dos Agentes Comunitários de São Paulo

Na metade da Av. Brigadeiro Luís Antônio, a quantidade de pessoas na passeata já tinha praticamente dobrado. (Crédito: Erick Vizoki)

Fragmento divulgado pelo Jornal dos ACS/ACE em 23/08/14
"Em face da sinalização da paralisação, por parte dos Agentes comunitários de saúde (ACS) de São Paulo, a Coordenação Nacional da MNAS - Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde estabeleceu contato com a gestão paulista por meio do site seu site, twitter e Facebook, além dos e-mails oficiais enviados as secretarias: Secretaria Municipal de Saúde,  Vice-Prefeita da Cidade de São Paulo,  Secretaria Municipal de Relações Governamentais, Controladoria Geral do Município, Secretaria Executiva de Comunicação, Secretaria do Governo Municipal e ao próprio Prefeito da Cidade de São Paulo, advertindo sobre os possíveis prejuízos a que a população paulista será submetida com a paralisação da categoria. Foi comentado também sobre as repercussões políticas e efeitos irreparáveis causados ao legado do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT/SP), inclusive prejudicando a campanha de Padilha, ao governo paulista.

Agentes comunitários paulistas reivindicam 19% de reajuste salarial; Um verdadeiro exército formado por 10.000 funcionários, que laboram atendendo 2,5 milhões de pessoas em São Paulo." Continue lendo aqui!

Saiba mais sobre:
O presidente do SINDSEP-PE*, Sérgio Goiana, fala sobre a importância da valorização dos agentes de saúde.  
 
Agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias, agentes de promoção ambiental e acompanhantes comunitários de todas as regiões da cidade de São Paulo realizaram ontem (27/08) uma grande manifestação para reivindicar, entre outras coisas, 19% de aumento salarial sobre o atual piso da categoria, que é de R$ 1.100.

Cerca de 2 mil trabalhadores se reuniram no vão livre do Masp, na Av. Paulista, por volta das 10h e, em seguida, partiram em passeata até a sede do Sindhosfil (Sindicato das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos do Estado de São Paulo), que fica na rua Líbero Badaró. Da Paulista, a categoria seguiu pela Av. Brigadeiro Luís Antônio até o Largo São Francisco. Depois os agentes seguiram pela rua José Bonifácio até a Praça Patriarca e se concentraram em frente a prefeitura, no Viaduto do Chá. Ali permaneceram por alguns minutos e só então se dirigiram para a frente da sede do Sindhosfil.

 Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, tem uma nova dor de cabeça: está em evidência nas mídias sociais com publicações feitas pela MNAS.

Por volta das 11h o vão livre do Masp já estava lotado. O Sindicomunitário estima que pelo menos 2 mil agentes se concentraram lá antes de sair em passeata.
A cada metro caminhado pela Av. Paulista o grupo crescia cada vez mais.
Durante a travessia, diversos outros agentes se uniram à passeata e o total de pessoas se aproximou de 5 mil. Além do tradicional “Agente unido jamais será vencido”, outras palavras de ordem se somaram à euforia e empolgação da categoria, como “Ah, ah, ah, a Paulista é nossa!”, “Hoje não tem VD (visita domiciliar)”, “Insalubridade”, entre outros.

Durante o percurso, diretores do Sindicomunitário entregavam panfletos à população para explicar o motivo de nosso protesto. Na foto, o companheiro José Jailson entregava o informativo por onde passava.

 Além da diretoria, quem estava na passeata também ajudou a distribuir o informativo do Sindicomunitário.
Juntou-se à diretoria do Sindicomunitário e aos agentes o presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), Paulo Sabóia, e outros integrantes da central sindical.

Lideranças da CGTB-SP também foram apoiar os agentes. Da esq. p/ dir.: Alfredo de Oliveira Neto (secretário geral da CGTB-SP), Roberto Prebill (presidente licenciado do Sindicomunitário), Paulo Sabóia (presidente estadual da CGTB-SP) e Carlos Alberto (presidente em exercício do Sindicomunitário).

Francisco Edivan Rolim, diretor do Sindicato da Alimentação de São Paulo, também marcou presença e ajudou a conduzir a manifestação desde o início, na Av. Paulista, até a sede do Sindhosfil. A entidade também contribuiu generosamente com um carro de som, que foi fundamental para mobilizar e organizar a passeata. Edivan se solidarizou com a luta dos agentes comunitários e, durante todo o trajeto, além de animar os agentes, ainda explicava à população o motivo da mobilização e qual o trabalho desempenhado pelos agentes comunitários.

Após a pressão em frente ao Sindhosfil, os patrões decidiram chamar representantes da categoria para “conversar”. A mobilização acabava de garantir sua primeira vitória, que era realizar nova negociação, o que, até então, estava sendo “empurrada com a barriga” pela entidade patronal.

O companheiro Francisco Edivan Rolim, do Sindicato da Alimentação de São Paulo, esteve durante toda a manifestação com a categoria e prestou importante colaboração, ajudando a puxar a passeata com um carro de som fornecido por seu sindicato. Nossos sinceros agradecimentos a esse companheiro de luta. (Crédito: Erick Vizoki)

O presidente em exercício do Sindicomunitário, Carlos Alberto Santos Gualberto, decidiu convidar o diretor da região sul, João Paulo de Souza, e o presidente licenciado, José Roberto Prebill, que decidiu acompanhar de perto a manifestação (uma vez que ele também é agente comunitário de saúde), e foram ouvir o que a diretoria do Sindhosfil tinha a dizer. Carlos Alberto nomeou o companheiro João Paulo para presidir a comissão de negociação.


Intimidação

Para a surpresa da diretoria do Sindicomunitário, uma agente comunitária de saúde mostrou a todos, durante a manifestação em frente ao Sindhosfil, uma carta distribuída no dia anterior pela ASF – Associação Saúde da Família, que procurava intimidar os trabalhadores com ameaças. O comunicado orientava seus funcionários para que furassem a paralisação de 24 horas. Caso contrário, a participação na manifestação organizada pelo Sindicomunitário seria considerada falta injustificada.

A ASF, com essa atitude, contrariou as orientações do próprio Sindhosfil, entidade patronal que a representa. O sindicato patronal reconhece o direito de greve e garantiu que orientaria as organizações sociais (OS) por ele representados que não penalizassem nenhum trabalhador por causa da paralisação.

E as ameaças continuaram. Outras OS, no dia seguinte à manifestação, comunicaram seus funcionários que teriam dias descontados por conta da participação na greve.

Carta enviada pela ASF aos seus funcionários com o intuito de intimidar a categoria e esvaziar nossa manifestação. Não adiantou nada, só deixou a todos ainda mais indignados. (Crédito: Erick Vizoki)

“Qualquer retaliação por parte das parceiras contra qualquer agente que tenha participado de nossa passeata nós não iremos deixar barato”, diz Carlos Alberto. “Se um único agente for penalizado por isso ou demitido, realizaremos novas manifestações em frente a OS que praticou essa flagrante ilegalidade. Isso além de acionar nosso Departamento Jurídico para mover ação trabalhista contra a OS”, afirmou.

Momento emocionante: o enorme grupo de agentes passa em frente ao Centro de Referência da Mulher – Hospital Pérola Byington, o lugar onde tudo começou. Foi ali que aconteceram os primeiros cursos e treinamentos para capacitar os primeiros agentes comunitários de saúde quando a categoria ainda nem existia oficialmente. (Crédito: Erick Vizoki)

Nova assembleia

“Eles disseram que estão avaliando uma nova proposta e que terão uma mesa redonda para discutir nossa situação”, revelou Carlos Alberto à categoria assim que a reunião terminou. “Estaremos divulgando para a categoria a nova proposta do Sindhosfil assim que tivermos uma posição”, comunicou.

Logo após a reunião com a diretoria do Sindhosfil, o companheiro Carlos Alberto se reúne com diretores e lideranças. (Crédito: Erick Vizoki)

 Carlos Alberto encerra a mobilização e faz a convocação para uma nova assembleia marcada para o próximo dia 30/08. (Crédito: Erick Vizoki)

A nova proposta apresentada pelo Sindhosfil será repassada à categoria em nova Assembleia Geral Extraordinária, que será realizada na manhã deste sábado, dia 30/08, no salão da Igreja Nossa Senhora da Paz, na Liberdade.

“Ainda não sabemos qual será a proposta, mas de uma coisa temos certeza: dependendo do que oferecerem e do que a categoria decidir, a greve poderá continuar”, avisou Carlos Alberto.

Antes de chegar à sede do Sindhosfil, a categoria fez uma rápida concentração em frente a prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá. (Crédito: Erick Vizoki)

Imprensa

A manifestação foi tão grande que chamou a atenção da imprensa. Pelo menos duas grandes emissoras de televisão foram até a rua Líbero Badaró para entender o que estava acontecendo.

A Globo, em transmissão ao vivo, levou imagens de helicóptero em sua primeira edição do jornal SPTV.

Repórteres da TV Gazeta e da Globonews também estiveram no local e cobriram a manifestação em frente ao Sindhosfil.

O companheiro Carlos Alberto é entrevistado por repórter da TV Gazeta. (Crédito: Erick Vizoki)

 O presidente em exercício Carlos Alberto concede entrevista á Globonews. (Crédito: Erick Vizoki)

Enfim, foi uma manhã gloriosa para os agentes da capital paulista. “Os agentes comunitários acordaram e, a partir de hoje, todos passaram a saber que não somos fracos ou desunidos. Somos uma categoria forte e importante, que merece ser respeitada”, finalizou Carlos Alberto.

CONFIRA ABAIXO ALGUNS LINKS COM MATÉRIAS PUBLICADAS NA IMPRENSA SOBRE NOSSA MANIFESTAÇÃO


GLOBO NEWS
http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/t/todos-os-videos/v/agentes-de-saude-fazem-manifestacao-em-sao-paulo/3591067/

TV GAZETA - JORNAL DA GAZETA
https://www.youtube.com/watch?v=Kf_ZpguASQk


FOLHA DE SÃO APULO
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/08/1506581-protestos-por-melhoria-na-saude-afeta-transito-no-centro-de-sao-paulo.shtml

 http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/28317-agentes-de-saude-protestam-em-sp#foto-431911



ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA
DIA 30/08, NA IGREJA NOSSA SENHORA DA PAZ, A PARTIR DAS 9HS

Endereço: Rua do Glicério, 225 – Liberdade

NÃO DEIXE DE COMPARECER!!!

Vamos decidir se aceitamos a proposta do Sindhosfil ou se

A GREVE CONTINUA!!!!

Sindcomunitário

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Fonte: www.sindicomunitario.org.br

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Gazeta MT: Por determinação do TCU, Saúde terá que demitir agentes comunitários e de endemias

A medida atinge 176 ACS e 106 ACE, que foram contratados depois do prazo e terão seus contratos encerrados a partir de 18 de setembro


NOTA DE ESCLARECIMENTO
A coordenação da Mobilização Nacional, responsável pela edição do Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil, buscou diálogo com o sr. Eduardo Ramos, editor-chefe do Gazeta MT. Contudo, por não ser detentor de maiores informações pertinente ao tema, ou por outros fatores que desconhecemos, ele se recusou a nos responder. Diante de tal fato, esclarecemos ainda, que já estabelecemos uma linha de contato com o Tribunal de Contas da União - com a finalidade de esclarecer a autenticidade dessas informações.

Portanto, orientamos a todos os interessados que se tranquilizem, até que o TCU responda a nossa solicitação, posicionando-se sobre essa polêmica!

Sem mais para o momento, desejando-lhes um grande abraço,

Samuel Camêlo
Coordenador Geral da MNAS - Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde
 
Saiba mais sobre:
O presidente do SINDSEP-PE*, Sérgio Goiana, fala sobre a importância da valorização dos agentes de saúde. 

Já recebemos a notificação do TCU e esperaremos até o prazo final para demitirmos todas essas pessoas, que é 18 de setembro', afirmou Marildes Ferreira - Foto GazetaMT

Uma resolução do Tribunal de Contas da União (TCU) obriga as prefeituras de todo o País a demitirem todos os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e os Agentes Comunitários de Endemias (ACE) que foram contratados e efetivados depois do ano de 2006. Em Rondonópolis, a medida atinge 176 ACS e 106 ACE, que foram contratados depois do prazo e terão seus contratos encerrados a partir de 18 de setembro.

Segundo a secretária de Saúde do município, Marildes Ferreira, nem todos os ACS e ACE serão atingidos pela medida e deve ser realizado um concurso público para preencher os cargos ainda este ano. "Essa não é uma decisão da prefeitura. É do TCU e STF (Supremo Tribunal Federal) e atinge todos os municípios do País. Como o salário deles (ACS e ACE) é pago integralmente pelo Governo Federal, é exigido que eles sejam contratado somente por meio de concurso público e a medida atinge a todos os agentes contratados a partir de fevereiro de 2006. Já recebemos a notificação do TCU e esperaremos até o prazo final para demitirmos todas essas pessoas, que é 18 de setembro", afirmou.

A secretária adiantou ainda que a prefeitura já iniciou conversa com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) para realizar o concurso. "Nós queríamos que todos os atuais agentes continuassem no trabalho, pois são altamente qualificados. Mas infelizmente eles estão em situação de irregularidade e terão que passar por concurso público para continuarem no trabalho. Nós queremos fazer esse concurso o mais rapidamente possível e torcemos para que os transtornos para a população sejam mínimos", completou.

Os ACS e ACE tiveram sua profissão reconhecida ainda em 2013 e seu piso salarial estabelecido pelo Governo Federal em R$ 1.014. Por conta disso, o TCU passou a reconhecer essas duas categorias como profissionais e estabeleceu que para prestarem serviços para as prefeituras e receberem o seu piso salarial, que eles sejam contratados por meio de concurso.

 Os profissionais fazem parte das equipes dos Programas de Saúde da Família (PSF) e com a dispensa dos profissionais, a prefeitura poderia perder recursos. "É sempre importante ressaltar que essa é uma decisão do TCU e STF e, como o Governo Federal repassa o dinheiro integralmente para o pagamento dos salários dos ACS e ACE, e a prefeitura entra somente com o complemento de 20% que é pago a título de insalubridade e com os direitos trabalhistas deles, pretendemos resolver essa questão em até 60 dias, para não corrermos o risco de perdermos esses recursos", disse Magda Rosa de Lima, coordenadora do Departamento de Atenção Básica da secretaria de Saúde.

O assunto será tema de uma reunião entre os representantes dos trabalhadores e da Saúde, que acontecerá nessa quinta-feira, 28, a partir das 7 horas, na própria secretaria.   

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Fonte: gazetamt.com.br

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