segunda-feira, 25 de maio de 2015

Homem com HIV divulga foto com sua família sem o vírus, para combater o preconceito

 
 Andrew é HIV positivo desde o nascimento - seus pais morreram devido à AIDS

No Facebook, Andrew Pulsipher publicou uma foto dele com a esposa e seus três filhos, atingindo milhares de compartilhamentos.

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Tuberculose e HIV – 3 em cada 10 soropositivos morrem
EXCLUSIVO: A importância da Mobilização Nacional em Prol do "Piso Nacional" 

Aos 33 anos, Andrew, do Arizona, nos EUA, é HIV positivo, enquanto sua esposa Victoria e seus três filhos, não possuem o vírus. Ele compartilhou a imagem para aumentar a conscientização sobre a doença e combater o estigma associado a ela.

HIV positivo desde o nascimento - seus pais morreram devido à AIDS -, ele escreveu como descrição da foto: "Eu estou compartilhando isso com vocês, porque, pela primeira vez, eu posso ser completamente honesto comigo mesmo e com os outros. Levou muito tempo para que eu me sentisse confortável com isso. Eu sei que o HIV tem um estigma negativo, mas eu quero ajudar a mudar isso. É uma doença tratável e você pode viver uma vida normal, mesmo infectado. Eu sou a prova disso. Quero educar as pessoas para que possamos trocar a pergunta ‘como você contraiu a doença?’ para ‘como você está vivendo sua vida com ela?’”.

Para Andrew, uma vida normal inclui se casar e ter filhos. Ele foi criado por seus tios e contou para poucas pessoas, ao longo de sua vida, que ele era HIV positivo. Quando ele conheceu Victoria, percebeu que queria ter uma família com ela. Inicialmente, ele ficou preocupado com a transmissão do vírus, então tiveram seu primeiro filho através de tratamentos de fertilidade.

Agora, Andrew diz que o vírus é "indetectável". Ele explica: "Não, isso não significa que eu sou um ninja. Esta frase refere-se à quantidade de vírus detectáveis no meu sangue, embora ele ainda possa estar escondido em outras partes do meu corpo. Isso também significa que o medicamento que eu tomo todos os dias está funcionando”.

Isso, por sua vez, significa que Andrew e Victoria foram capazes de ter suas duas outras crianças de forma natural. Em entrevista ao ‘Huffington Post’, ele revelou estar emocionado com o sucesso positivo de sua foto e espera que isso ajude a quebrar o estigma e o preconceito, além de ajudar a educar as pessoas sobre como os tratamentos do HIV são importantes.

"Se você tem o vírus indetectável, só há um por cento de chance de passar do seu sangue ao cônjuge, pelo menos em uma relação entre homem e mulher. Eu apenas tomo três comprimidos uma vez ao dia. É isso aí. Antes costumava ser muito pior”, concluiu.


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Fonte: www.jornalciencia.com

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sábado, 23 de maio de 2015

Europa precisa de seus Luther King e Obama para reconhecer negros


 VITTORIO LONGHI - ESPECIAL PARA "THE NEW YORK TIMES", EM ROMA

Veja também:
EXCLUSIVO: A importância da Mobilização Nacional em Prol do "Piso Nacional" 
Enquanto nos EUA a recente onda de confrontos letais entre policiais e homens negros desencadeou um novo debate sobre o racismo, na Europa a discussão a respeito da violência, da exclusão social e da imigração evita cuidadosamente a questão racial.

Mas, para alguns europeus de ascendência africana, a mensagem é clara. "Honestamente, é bem cansativo ver negros morrerem o tempo todo", disse a jornalista Tamara Gausi, 33, filha de malauianos nascida em Londres.

"Seja em Baltimore ou no mar Mediterrâneo, nos meios de comunicação é quase como se fosse completamente normal que os negros morram, e essa é uma mensagem terrível."
Minhas conversas com Gausi giram em torno da profunda decepção que sentimos pela falta de indignação com as experiências brutais que os imigrantes negros vivem. Pior, a maioria dos europeus de raízes africanas ignora o que está acontecendo no outro lado do Mediterrâneo.
No sul da Europa, ser negro muitas vezes é sinônimo de ser refugiado ou imigrante africano e, portanto, um alvo fácil. Em 2013 e 2014, na Espanha, Grécia, Itália, Polônia e Ucrânia, centenas de pessoas de origem africana foram agredidas fisicamente, e muitas delas morreram, segundo a Rede Europeia Contra o Racismo.

Tenho ascendência eritreia, embora tenha pele clara, e a questão da identidade afro-europeia é nova para mim. Fui criado em um ambiente totalmente italiano, onde minha origem africana era em grande parte ignorada.
Mesmo meu pai, negro nascido em Asmara no período da colonização italiana, raramente reconhece nossos laços com a África.

Por muito tempo, eu não questionei realmente a questão da cor e raramente percebia como é frustrante que os negros sejam constantemente retratados de forma negativa. Mas testemunhar a opressão e o sofrimento daqueles que fogem da África chacoalhou minha indiferença eurocêntrica.
Não há um esforço sério no sentido de construir uma narrativa sobre a experiência negra na Europa levando em conta as relações de classe e poder.
Apesar de haver 8 milhões de negros vivendo na Europa, pouco se discute a sub-representação das pessoas não brancas que, apesar de viverem e trabalharem aqui há gerações, raramente ocupam posições de poder.

Mesmo no Reino Unido, que muitos veem como o país europeu mais tolerante ao multiculturalismo, a maioria dos negros recebe educação inferior e tem acesso a atendimento médico de baixa qualidade. Eles geralmente trabalham em empregos mal remunerados, e a taxa de desemprego para eles é elevada.

Nos subúrbios da França, a terceira e a quarta gerações de imigrantes do norte da África enfrentam o mesmo destino. Tal situação vem causando protestos violentos nos últimos anos na França e no Reino Unido, criando um terreno fértil para o extremismo.

A negligência revela uma ligação inextricável com a história colonial da Europa, a qual se choca com os valores europeus associados aos direitos humanos.
Criar uma narrativa negra exige em primeiro lugar questionar símbolos coloniais antigos. Isso está ocorrendo com o surgimento de uma geração de ativistas mais consciente e interconectada. Um exemplo é a campanha contra o Zwarte Piet, ou Pedro Preto, um serviçal do Papai Noel, bobo e de aspecto africano, muito presente nas tradições holandesa e belga.

Em 2011, artistas e grupos de direitos humanos organizaram protestos até que o aspecto do Zwarte Piet fosse alterado. Ele agora aparece sem carapinha nem lábios grandes e vermelhos, ainda que seu rosto continue sendo preto.

Uma razão para que esses símbolos ofensivos não fossem questionados é a fragmentação entre ativistas negros da Europa. Nos Estados Unidos há uma abrangente construção cultural da identidade afro-americana e um movimento que responde quando há injustiça e violência.
Nós, euro-africanos, ainda carecemos de ter nossos próprios líderes e símbolos positivos e inspiradores, nosso Martin Luther King, nossa Rosa Parks, nosso Barack Obama.
"Precisamos ser mais ativos em contar nossas histórias e não termos medo de celebrar a nossa cultura", disse-me o fotógrafo Johny Pitts, nascido na Inglaterra de pai afro-americano e mãe britânica.

Viajando pelo continente, ele tem retratado centenas de europeus negros para um projeto fotográfico de rua chamado "Uma Odisseia Afropeia". "Tudo é questão de abrir o diálogo, não só a respeito da raça ou apenas em defesa da negritude", disse Pitts.
Ele não está interessado em militância antirracista. Quer é reformular a imagem de homens e mulheres negros na Europa, de modo a realçar a dignidade e os pontos fortes dos afrodescendentes.
Atitudes arraigadas são difíceis de superar. Recentemente, num trem para Roma, vi fiscais impedindo um jovem engenheiro camaronês, Ivan Sagnet, de ter acesso à primeira classe. Depois que Sagnet mostrou a passagem, pôde entrar. Ele percebeu minha indignação e sorriu. "Não é a primeira vez que isso acontece, mas aprendi a não reagir", disse.

Ele me contou que em 2012 viajou à região de Puglia na época da colheita de melão a fim de ganhar dinheiro para pagar a faculdade. Lá, ajudou os trabalhadores a se organizarem contra práticas trabalhistas exploratórias.
Ele atualmente atua em parceria com sindicatos, ajudando imigrantes e conscientizando-os sobre seus direitos trabalhistas.

"Fiquei feliz por ver alguns grupos antirracismo apoiarem nossas ações, mas avisamos a eles que os explorados não são apenas africanos negros, já que havia muita gente do Leste Europeu e Oriente Médio", disse Sagnet. "Nossa luta não tinha a ver com raça, mas com injustiça."

VITTORIO LONGHI é um jornalista italiano cujo livro mais recente é "The Immigrant War: A Global Movement Against Discrimination and Exploitation". 


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Fonte:  "THE NEW YORK TIMES"

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terça-feira, 19 de maio de 2015

Aposentadoria Especial para Agentes de Saúde

 O deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB/CE) está empenhado na luta pela Aposentadoria Especial para ACS e ACE

Aposentadoria Especial para ACS e ACE - A diretoria da CONACS (Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde) participou de reunião com o deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB/CE) na manhã desta terça, 19/05, em Brasília. O encontro buscou o estabelecimento das estratégias e envolvimento da categoria, dentro da Câmara Federal para conseguir a aprovação do Projeto de Lei 199/12 (autoria do deputado Valtenir Pereira - PROS/MT) que assegura aposentadoria especial para os agentes de saúde, cujo relator é o tucano cearense (Raimundo Gomes de Matos).


Veja também:

Segue o texto do referido projeto de lei complementar:


CÂMARA DOS DEPUTADOS
PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR
N.º 199, DE 2012
(Do Sr. Valtenir Pereira)
Altera o caput do art. 57 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, que dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social, para tratar da aposentadoria especial do Agente Comunitário de Saúde e Agente de Combate às Endemias.

O Congresso Nacional decreta:
Art. 1º O caput do art. 57 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, passa a vigorar com a seguinte redação:

Art. 57. A aposentadoria especial será devida, uma vez cumprida a carência exigida nesta Lei, ao:
I – segurado que tiver trabalhado sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física, durante quinze, vinte ou vinte e cinco anos, conforme dispuser a lei; e

II – Agente Comunitário de Saúde e Agente de Combate às
Endemias, referidos na Lei nº 11.350, de 5 de outubro de 2006,
após vinte anos nessas atividades.
...................................................................................” (NR)

Art. 2º Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação.


JUSTIFICAÇÃO

A Constituição da República, em seu art. 201, § 1º, dispõe que é vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos beneficiários do Regime Geral de Previdência Social – RGPS, ressalvados os casos de atividades exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física e quando se tratar de segurados portadores de deficiência, nos termos definidos em lei complementar.

A hipótese é de aposentadoria especial no RGPS, tratada no art. 57 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, que dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social. Atualmente, o benefício é concedido ao segurado que tiver trabalhado sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física, durante quinze, vinte ou vinte e cinco anos, conforme dispuser a lei.

A regra tem sido a necessidade de comprovação, pelo segurado, perante o Instituto Nacional do Seguro Social–INSS, do tempo de trabalho Coordenação de Comissões Permanentes - DECOM - P_4105 CONFERE COM O ORIGINAL AUTENTICADO PLP-199/2012 permanente, não ocasional nem intermitente, em condições especiais que tenhamprejudicado a saúde ou a integridade física, bem como a exposição aos agentes nocivos químicos, físicos, biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física, pelo período equivalente ao exigido para a concessão do benefício.

Não obstante, devemos reconhecer que um típico caso de atividade exercida sob condições especiais que prejudicam a saúde ou a integridade física reside nas funções desempenhadas pelo Agente Comunitário de Saúde e pelo Agente de Combate às Endemias, cujas atribuições constam da Lei nº 11.350, de 5 de outubro de 2006, que regulamentou o § 5º do art. 198 da Constituição.

Com efeito, são condições especiais o constante manuseio de substâncias químicas reconhecidamente nocivas à saúde, durante os procedimentos de combate às endemias, aliado à exposição diuturna a doenças infectocontagiosas, por ocasião das visitas e avaliações. Some-se a esse quadro a insalubridade inerente à atividade, mediante exposição ao sol, riscos do trabalho diário em ambiente externo, entre outros fatores.

Não por acaso, já existem municípios no país que reconhecem o direito ao pagamento de adicional por insalubridade a esses trabalhadores.

Por todo o exposto, apresentamos este Projeto de Lei Complementar para assegurar a aposentadoria especial após vinte anos de atividades nas funções de Agente Comunitário de Saúde e Agente de Combate às Endemias.

Certos da relevância social desta matéria, contamos desde já com o apoio dos ilustres Pares para a sua aprovação.

Sala das Sessões, em 09 de agosto de 2012.
Deputado VALTENIR PEREIRA
PSB/MT


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quarta-feira, 13 de maio de 2015

INIMIGOS DE MESMO SANGUE

Violência contra os idosos
por Luce Pereira/arte Jarbas

No comercial de margarina, de roupa cheirosa, de fundos de previdência privada, avós aparecem como o suprassumo da felicidade e do respeito. Na vida real, no entanto, grande parte dos idosos é simbolizada por outro tipo de publicidade, aquela que governos e instituições públicas usam, aqui e ali, na tentativa de estancar o flagelo da violência. Nos VTs, eles surgem fragilizados e humilhados, reféns de um afeto que se transformou e deixa cicatrizes no corpo e na alma. Escondidos pelo silêncio e por uma intimidade geralmente apenas devassada pela desconfiança e indignação de vizinhos, o exército de subjugados pela truculência de covardes travestidos de cuidadores só cresce. Com o agravante de que esses algozes respondem pelo nome de parentes.

Amplo estudo feito pela Central Judicial do Idoso, com base em números de 2013 obtidos por diversos órgãos e instituições ligados ao poder público, em Brasília, apontou 550.57 ocorrências por cem mil habitantes, sendo que em 59% delas os filhos são os agressores e em 60,3% dos casos, as mulheres aparecem como maiores vítimas. Só a título de ilustrar a violência sofrida dentro de casa por essas pessoas, basta dizer que os registros subiram de 2.089, em 2012, para 3.052, em 2013, segundo o Mapa da Violência Contra a pessoa Idosa no DF, onde estão compilados e analisados todos estes números.

As agressões são tão recorrentes e preocupantes que até viraram tema de novela, onde se via um casal de idosos “comendo o pão que o diabo amassou” nas mãos de uma neta fútil e malvada. Para tristeza de quem torce sempre por finais felizes, no entanto, jovens intolerantes ao extremo com avós velhos e dependentes não fazem parte apenas de obras de ficção. Segundo o Mapa da Violência, netos estão na pele de 8% dos algozes, o que mantém as conclusões no mesmo nível de impacto – porque filhos e descendentes deles costumam representar o que, em tese, seriam os frutos mais doces e mais sadios da árvore da família. Quando, naturalmente, o conceito de família se mantém preservado.

Perfeitamente compreensível seria acreditar que se trata de um fenômeno novo, surgido com a mudança brusca nos padrões de comportamento da sociedade. Mas, não: em meados da década de 1970, Baker já realizava pesquisa acerca da violência intrafamiliar sobre “espancamento de avós”, enquanto, no Brasil, essas pesquisas só começariam a ganhar corpo nos anos 1990.

Até agora, não há consenso sobre as causas da escalada da violência intrafamiliar contra idosos, mas números colhidos em países da Europa que vivem o mesmo problema podem reforçar ainda mais as semelhanças de comportamento entre o Brasil e Portugal. Numa lista de 53 nações do continente, a pátria-mãe aparece entre as cinco piores, neste quesito, apontadas pelo Relatório de Prevenção Contra Maus Tratos a Idosos, da Organização Mundial de Saúde (OMS). No trabalho, está na companhia da Sérvia, da Áustria, de Israel e da República da Macedônia, onde as práticas são as mais violentas: tortura psicológica, bofetadas, murros, socos e queimaduras pelo corpo, entre outras.

O recrudescimento de práticas inadmissíveis, covardes, cruéis não coloca em xeque as conquistas do Estatuto do Idoso (2003), mas sinaliza que o país ainda não deu os passos mais largos para encurralar e inibir agressores. Até agora, tem-se a impressão de que protegidos seguem eles, uma vez que a própria lei abre espaço para interpretações sobre os conceitos de tortura e maus tratos. O saldo disso não poderia ser outro: impunidade.


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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Homem engorda 200 kg e chega aos 412 kg. Ele se tornou o homem mais pesado da Inglaterra

Foto: Reprodução/DailyMail 

O inglês Carl Thompson engordou quase 200 kg nos últimos três anos. O ganho surpreendente de peso aconteceu com a dieta extremamente calórica dele. O homem de 32 anos consome cerca de 10 mil calorias por dia e os médicos advertiram para cuidados na saúde. De acordo com informações do site DailyMail, ele se tornou o homem mais pesado da Inglaterra, com aproximadamente 412 kg.

 Carl Thompson aos 15 anos de idade.


Foto recente


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Fonte: DailyMail


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