segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

↪️ Agentes de saúde impactam comunidades levando mais qualidade de vida e recebem benefícios pelos bons resultados do trabalho


Moradora do Consolação, dona Julieta Alberichi, 74 (à esq.), recebe orientações da agente de ESF Marinez Pereira sobre como tratar uma anemia. Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS


Atualmente, existem 46 equipes de ESF trabalhando na cidade, número bem inferior às 240 recomendadas pelo Ministério da Saúde

Eram 9h quando Marinez dos Santos Pereira, 53 anos, deixou a unidade básica de saúde (UBS) no bairro Esplanada para iniciar as visitas do dia na comunidade do Consolação. Ela é uma dos 177 agentes comunitários de saúde de Caxias do Sul (RS). A reportagem seguiu com ela naquela manhã, 29 de novembro, nublada, quente e dando indícios de que choveria a qualquer momento.

O que eu mais gosto é estar no bairro. É a melhor parte. Trabalhamos na prevenção, orientamos sobre o uso adequado de remédios... — disse ofegante Marinez, seguindo em ritmo acelerado pelo terreno acidentado.

Foram pouco menos de dois quilômetros de caminhada até a casa de Julieta de Aquino Alberichi, 74, e do marido dela, Ilmo Alberichi, 76. A aposentada limpava a casa e abriu um sorriso largou ao ver Marinez e a equipe do Pioneiro chegando. Todas as alterações no estado de saúde dos moradores desde a última visita, Marinez descreveu em um caderno. As informações vão abastecer um banco de dados que funciona como um prontuário eletrônico de cada indivíduo assistido. O registro recente de Julieta apontava que ela deveria tomar uma vitamina para a anemia, problema que apareceu nos últimos exames. Já a Ilmo, a orientação foi manter a medicação para a hipertensão, doença mais recorrente entre os moradores da região.

— Ela é muito atenciosa, prestativa. As dicas que ela aprende, nos ensina — comentou Julieta sobre o trabalho da agente.

O casal de idosos é exemplo em cuidado com a alimentação e com a regularidade no uso dos medicamentos. Mas nem todo mundo é assim.

— Às vezes, parece que estamos fazendo buraco na água. Mas não desistimos. Até eles confiarem na gente, não é fácil. Há famílias que ainda me recebem no portão. Mas, depois, é maravilhoso — conta Marinez.

O trabalho é feito de ônibus ou a pé. A meta é visitar oito famílias por dia, o que nem sempre é possível. Marinez tem 250 famílias cadastradas. Como não consegue visitar todas dentro de um mês, faz rodízio. Acaba priorizando idosos com hipertensão e diabetes e crianças menores de dois anos. Dois turnos na semana, ela usa para lançar os dados no sistema, um terceiro turno para um grupo de artesanato com os pacientes. Os demais, são dedicados às visitas, em que acaba conhecendo cada um dos moradores pelo nome.

Dona Eva (sentada à mesa, de blusa clara) diz que passou a cuidar do remédio para hipertensão graças à insistência da agente de saúde. Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS


"O papel da agente é esse: lembrar, alertar, avisar"

Às margens da Rua Ivan Antônio Cercato, que circunda o aeroporto, há pequenos depósitos de lixo espalhados. Situação recorrente em muitos pontos do bairro. Como em outras regiões um pouco mais afastadas do Centro, por lá também existe uma área ocupada, onde casas simples abrigam famílias em situação de vulnerabilidade social, com muitos filhos e netos. É em um desses becos que vive Eva Oliveira, 43. Na moradia simples de madeira, moram ela, o marido e dois filhos — outros cinco adultos já não moram com os pais, mas frequentam a casa e, muitas vezes, deixam os netos para a avó cuidar. É o dinheiro que ela recebe do Bolsa Família — R$ 310 por mês — que garante a alimentação, o gás e remédios. As redes de água e de luz são clandestinas e as condições gerais precárias. São em locais como estes que o trabalho das agentes comunitárias pode fazer ainda mais a diferença.

As vezes não tomava meu remédio da pressão. De tanto ela (Marinez) falar, passei a tomar. A vacinação das crianças, ela também avisa — conta a dona de casa.

— O papel da agente é esse: lembrar, alertar, avisar... é um trabalho lento, mas de pouquinho em pouquinho vamos conseguindo — diz Marinez.

Cuidado vai além da orientação sobre saúde

O objetivo do programa Estratégia Saúde da Família (ESF) é atender a uma população delimitada e acompanhá-la dando orientações e desenvolvendo ações de prevenção e promoção da saúde. Muitas vezes, esta prevenção pode vir em forma de atividades físicas ou até de lazer. Por isso, integrantes das equipes de ESF mantêm grupos para hipertensos e diabéticos e turmas de atividade postural. Nos encontros, além de orientações sobre de saúde e uso de medicação, a equipe também conversa sobre autoestima. A maioria das atividades dos grupos ocorre na sede da UBS, mas, em alguns casos, as ações ocorrem em espaços cedidos nas comunidades.

As equipes de ESF do Esplanada, por exemplo, desenvolvem com mulheres da comunidade um grupo de artesanato. As peças produzidas são doadas em kits para gestantes que fazem o pré-natal na unidade ou entregues a instituições. O trabalho serve como uma espécie de terapia que em muitos casos evita a depressão.

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As situações mais complexas identificadas pelos agentes são discutidas em equipe. O Núcleo Ampliado de Saúde da Família presta apoio com profissionais como assistente social, psicólogo, nutricionista e fisioterapeuta. Além disso, alguns casos são encaminhados para outros serviços da rede como o Centro de Referência de Assistência Social (Cras).

Caxias do Sul tem 32% de cobertura

Caxias do Sul tem 46 equipes de ESF, bem abaixo do máximo recomendado pelo Ministério da Saúde, que é de 240 equipes. Quando um gestor decide ampliar o programa, ele opta por áreas de maior risco de doenças e de vulnerabilidades sociais. Uma série de de fatores é considerada. Mas o que difere uma unidade de ESF de uma unidade básica (UBS) tradicional?

Para a enfermeira Leia Muniz, diretora do território que abrange as unidades dos bairros Esplanada, São Caetano e Salgado Filho (todas com equipes de ESF), o objetivo, tanto de uma UBS quanto de uma ESF, é melhorar a qualidade da atenção básica. Mas é o trabalho do agente comunitário o grande diferencial.

— O grande salto da ESF é a presença dos agentes de saúde da família. Eles são o elo entre a população e a equipe. Nos domicílios, eles conseguem identificar situações que nós, aqui na UBS, não conseguimos — pondera Leia.

Até pouco tempo, a legislação federal determinava quatro agentes por equipe. Recentemente, a exigência passou para um. A unidade do Esplanada tem quatro equipes de ESF, porém, 12 agentes. Elas acompanham 6.311 pessoas em 2.299 famílias. Um índice de 25% de cobertura. Um relatório de 1º de fevereiro (quando o sistema informatizado foi implementado em Caxias) até 28 de novembro apontou um total de 14.684 visitas realizadas.

Segundo Leia, os locais descobertos em função do déficit de agentes são atendidos pelo restante da equipe na unidade. Talvez, por isso, na cidade, conforme a Secretaria de Saúde, a cobertura total das equipes de ESF seja maior, de 32%.

A população do Esplanada é de 25 mil pessoas, segundo o censo do IBGE de 2010. Se considerarmos que cada equipe atenda ao número máximo previsto por portaria do Ministério da Saúde, de 4 mil pessoas no seu território, a soma de atendidos seria de 16 mil habitantes. Ou seja, ainda ficariam descobertos 9 mil moradores no bairro.

Outra diferença é que, na UBS, o contrato de um clínico geral é de 12 horas por semana. No ESF, a equipe é composta por médico, enfermeiro, técnico em enfermagem e agentes comunitários de 40 horas semanais. Isso permite que a equipe passe mais tempo na unidade — oito horas por dia.

Individualmente, um agente pode acompanhar até 650 pessoas. Em média, os profissionais do Esplanada acompanham 525 habitantes ou 190 famílias cada. Atualmente, a unidade está remapeando a área para direcionar os agentes para locais de maior risco.

— Temos falta de agentes. Nem se tivéssemos o número completo de agentes nas equipes, eles não dariam conta da área do Esplanada. Estamos remapeando para ver a necessidade de realocação. Não sei se, neste momento, a prefeitura vai chamar mais agentes porque teria que fazer um processo seletivo. Também tem a questão financeira — considerou a diretora.

O QUE FAZEM OS AGENTES

:: Os agentes comunitários de saúde coletam dados relativos à saúde, epidemiológicos e sociais.

:: Todas as informações são inseridas no sistema e abastecem um banco de dados do Ministério da Saúde.

:: Nos dados da família, tem informações sobre as condições da moradia, de renda, água e energia, animais e etc.

:: No cadastro individual, consta a situação de saúde, como uma espécie de prontuário, se tem algum problema, se faz uso medicinal de plantas, histórico de internação, entre outros; e dados pessoais, como idade, sexo, estado civil, escolaridade, se trabalha ou não, a renda, se tem algum benefício.

:: Com as informações, é possível fazer um diagnóstico de saúde do território e, dessa forma, decidir onde e em que ações aplicar recursos para sanar os problemas identificados.

:: O ministério olha esses dados, faz estudos de doenças mais prevalentes e prioriza ações.

:: Os problemas mais recorrentes são cardiovasculares, mentais e osteomusculares.

:: No âmbito do município, o Sistema Integrado de Gestão de Serviços de Saúde (Sigss) é alimentado e, no final de cada mês, os dados são exportados para o e-SUS, programa do Ministério da Saúde.

Ministério Público pediu aumento de equipes

A 5ª Promotoria de Justiça Especializada acompanha a situação do ESF em Caxias do Sul desde 2012 por meio de um inquérito civil. Instaurado, inicialmente, para apurar irregularidades, teve o objeto modificado para fiscalização do cumprimento por parte do município do Plano de Ação para implantação do Programa de Estratégia em Saúde da Família apresentado, à época, ao Tribunal de Contas do Estado.

Diante da baixa cobertura do programa na cidade, no início de 2017, o Ministério Público solicitou ao município informações sobre a existência de planejamento para o incremento das equipes. A prefeitura chegou a informar que havia solicitado 40 médicos ao Ministério da Saúde por meio do Programa Mais Médicos, com o objetivo de habilitar novas 40 equipes de saúde da família, o que não se concretizou. O Tribunal de Contas considerou o número de agentes comunitários existentes insuficiente para a formação correta das equipes e foi informado que já havia sido realizado processo seletivo e estudos para o chamamento desses profissionais e sua lotação nas equipes.

Porém, em dezembro de 2017, a Secretaria Municipal de Saúde informou ao MP que as recomendações do Tribunal de Contas seriam contempladas pelo Plano Municipal de Saúde 2018-2021, que estava em fase de construção. Mesmo tendo sido solicitado diversas vezes à prefeitura, o MP ainda não recebeu a cópia do plano.

No final de outubro deste ano, a prefeitura criou o cargo de médico de ESF. A intenção, segundo a Secretaria de Recursos Humanos, é realizar seleção no ano que vem. Para isso, será preciso licitar e contratar uma empresa que realize o processo de seleção.

Enquanto isso e aproveitando o fechamento do Pronto-Atendimento 24 Horas, em 17 de novembro, a Secretaria de Saúde realocou médicos que atuavam no Postão em UBSs de referência para reforçar a rede de atenção básica. A Esplanada, por exemplo, recebeu dois médicos (um de 20 horas e outro de 12 horas). Eles reforçam o atendimento à demanda espontânea diária da UBS.

O reforço das UBSs foi determinado em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre prefeitura e o MP. Além disso, ao assinar o documento, o município assumiu o compromisso de priorizar o atendimento da população na atenção básica, nos locais, e pelas equipes de ESF.

A diretora da Atenção Básica de Caxias, Maria Elenir Anselmo, é uma das defensoras do modelo apontado pela Política Nacional de Atenção Básica, justamente pelo fortalecimento dos vínculos com a comunidade, que facilita o tratamento das questões de saúde.

— Viemos aumentando nossa cobertura ao longo do tempo. No início do ano passado (2017) estávamos com 41 equipes. Agora, estamos com 46 e encaminhamos a documentação para a 5ª Coordenadoria Regional de Saúde para mais duas equipes. Então, temos a expectativa de no máximo até início do ano (2019) estarmos com 48 (equipes). Já estamos com previsão de inserção de profissionais de saúde da família em outras duas unidades. Então, passaríamos para 50. Fora isso, depende de outros fatores. Com o cargo de médico de ESF, vamos ver se teremos número de inscritos para começar a pensar em ampliação — disse a gestora.

COMO SE FORMAM EQUIPES

:: Para formar novas equipes de ESF, a Secretaria Municipal de Saúde faz um mapeamento da área a ser atendida, designa quais profissionais farão parte da equipe e quantos habitantes serão atendidos.

:: A documentação é enviada para a respectiva Coordenadoria Regional de Saúde. De lá, segue para Secretaria de Saúde do Estado e, dela, para o Ministério da Saúde, que analisa e publica no Diário Oficial da União o credenciamento das novas equipes.

:: A partir daí, o município pode formar as equipes com a garantia de recursos por parte do governo federal.

:: Para o custeio de cada equipe, o município recebe R$ 7.130.

:: Se o médico da equipe for do programa Mais Médicos, o valor repassado cai para R$ 4 mil porque o médico é pago pelo Mais Médicos.

:: O município entra com cofinanciamento. O valor não foi informado pela prefeitura.

:: As equipes que têm profissionais de saúde bucal, recebem R$ 2.230 a mais. Em Caxias, 24 das 46 equipes têm odontólogos.

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➡️Fonte: pioneiro.clicrbs.com.br / Publicado no Sou +Saúde e Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil em 10/12/2018, às 11h59.





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↪️ Futuro ministro declara “Vamos preservar o meio ambiente sem ideologia”


Ricardo Salles foi anunciado por Jair Bolsonaro neste domingo para assumir a pasta do Meio Ambiente.


Salles afirmou que a política a ser iniciada em sua gestão como ministro envolve “preservar o meio ambiente sem ideologia”.

O futuro ministro também declarou que “todos serão respeitados e ouvidos” quando questionado pela Folha sobre sua relação com os ambientalistas.

Salles foi candidato a deputado federal pelo Partido Novo em São Paulo, e durante a campanha levantou bandeiras “contra a bandidagem no campo”, “contra o roubo de trator, gado e insumos” e “contra a praga do javali”.

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Quem é o novo ministro do Meio Ambiente?
Ricardo de Aquino Salles, de 43 anos, é natural de São Paulo.

Advogado, Salles é ligado ao Movimento Endireita Brasil e concorreu pelo Partido Novo, sem sucesso na última eleição, a uma vaga de deputado federal por São Paulo.

Salles foi secretário estadual do Meio Ambiente no governo do tucano Geraldo Alckmin. Ele também foi secretário particular de Alckmin, registra o “G1“.

Segundo “O Antagonista“, Ricardo disse que quer “preservar o meio ambiente sem ideologia e com muita razoabilidade”.

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Ele acrescentou:

Respeitaremos todos aqueles que trabalham e produzem no Brasil, não só na agropecuária, mas todos os setores produtivos, inclusive na infraestrutura.

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➡️Fonte: Informação da Folha e G1 / Publicado no Sou +Saúde e Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil em 10/12/2018, às 08h21.





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domingo, 9 de dezembro de 2018

➡️UNICEF garante premiação de Projeto desenvolvido por Agente de Saúde.


"Tanto os Agentes Comunitários de Saúde como os Agentes de Combate às Endemias deveriam ter excelentes salários, planos de cargos e carreira, acesso facilitado à Universidades, além de todas as vantagens já garantidas em leis (...). Foto: Unijorge Paralela e Cristiane Lima, no detalhe


A valorização de uma categoria profissional não está estreitamente ligada a reconhecimento de seus gestores ou entidade contratante, mas reflete os resultados positivos originário do trabalho que ela desenvolve. Onde há qualidade produtiva, inevitavelmente haverá resultados positivos. O caso que envolve a Agente Comunitária de Saúde Cristiane Lima, que atua no Distrito Liberdade, Salvador (BA). Em reconhecimento pelo trabalho implementado, ela foi premiada pela UNICEF, no último dia 07/12, em cerimônia de premiação ocorrida no auditório  Zélia Gathai, na faculdade Unijorge Paralela

Na opinião de Samuel Camêlo, coordenador nacional da MNAS - Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde (ACS/ACE) tanto a categoria de ACS quanto a de Agentes de Combate às Endemias do Brasil tem um potencial capaz de refletir muito além das fronteiras do país, contudo, esse reflexo está atrelado ao engajamento do profissional ao seu trabalho. Segundo Samuel a falta de condições de trabalho, negação de direitos garantidos em lei e exploração dessas categorias por entidades que são braços políticos de partidos envolvidos em corrupção provoca danos irreparáveis no que poderia ser resultados positivos na qualificação da categoria e na saúde pública do país. 

"Tanto os Agentes Comunitários de Saúde como os Agentes de Combate às Endemias deveriam ter excelentes salários, planos de cargos e carreira, acesso facilitado à Universidades, além de todas as vantagens já garantidas em leis. Infelizmente a categoria é explorada, negociada como se fosse mercado aos seus exploradores políticos, que discursam apoio as pautas dos agentes, porém, fazem articulações perversas para impedir que eles tenham autonomia de ser prósperos com o excelente potencial que possuem. O caus encontrado no absurdo número de 200 mil ACS/ACE sem direitos básicos garantidos, reféns de prefeitos e secretários de saúde, além dos abusos impostos por cargos comissionados, que, em muitos casos, não aceitam a realidade da importância dada ao agente, assumem a postura de opressor. 

Não há libertação desses paradigmas, enquanto o ACS e ACE não despertar e se ver como um agente de transformação, promotor de seu próprio futuro e não delegando a sua autonomia para que seja negociada nos gabinetes de políticos. Quanto essas categorias despertam e agem, sem duvida de dúvida, os resultados refletem, até mesmo em seus contracheques, exatamente como tem sido publicado no Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil (como é o caso dos ACE de Brasília com rendimentos que chegam a R$ 5.239,02 e Ipojuca com remuneração de R$ 3.855,00, além de muitos outros já publicados pelo jornal). Não esperem que os outros façam por você, sem o seu envolvimento na construção de uma realidade coletiva, que seja justa," concluiu Samuel Camêlo.

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A agente Cristiane Lima e o prêmio da UNICEF pelo projeto idealizado no Multicentro da Liberdade, denominado de “Cantinho da Amamentação,” são reflexos do grande potencial de sua categoria.  Cristiane ainda é a autora do Programa Acolher, que atende gestantes disponibilizando orientações no cuidado na gestação, aleitamento, além de oferecer  enxovais, fraldas para o recém-nascido etc. Tudo por meio de doações. 

O Cantinho da Amamentação criado por Cristiane Lima, após vários trabalhos com as gestantes no Distrito Liberdade, tem colhido resultados com regularidade.

Todos os voluntários e voluntárias que compõe a MNAS - Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde (ACS/ACE) deixam registrados os seus aplausos e reconhecimento à ACS Cristiane Lima por deixar a sua categoria em evidência a nível nacional. Parabéns, Anjo da Saúde!

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👉VÍDEO - O Ministro da Saúde sugeriu ao novo Governo de onde poderá tirar os recursos para pagar o reajuste do Piso Nacional

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➡️Fonte: Sou +Saúde e Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil em 09/12/2018, às 14h52.





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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

↪️ MPE irá investigar policiais que mataram assaltante para salvar uma idosa no Rio de Janeiro


Os bandidos que fizeram a idosa de refém foram mortos, contudo, o juiz questiona que os bandidos motos não tiveram a chance de se de reação. Parece brincadeira, mas o caso é sério!


O Ministério Público do Rio de Janeiro abriu uma investigação para avaliar a conduta dos policiais que mataram um jovem que fazia uma idosa refém em Valença-RJ.

O juiz responsável pela abertura da investigação alegou que os policiais agiram de forma excessiva ao atirarem mais de 2 vezes contra o jovem que não teve chances de reação.

O inquérito pede o afastamento dos PM’s  até que a investigação seja concluída.

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Câmeras de segurança e vídeos que circulam na internet serão usados para avaliar a ação, e caso se confirme o excesso de força, os policiais serão expulsos da corporação e poderão ser presos por homicídio doloso, quando há intenção de matar.

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👉VÍDEO - MP denuncia vereadores de Iacanga por usar dinheiro público em boate de luxo 

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➡️Fonte: O Congresso / Publicado no Sou +Saúde e Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil em 07/12/2018, às 22h18.





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➡️Governo sugere reformulação do Farmácia Popular para pagar reajuste de agentes de saúde (ACS e ACE)


Gilberto Occhi, sugeriu que o reajuste dos agentes de saúde seja garantido por meio de reformulação do Programa Farmácia Popular. (Foto: TV Senado, vídeo reproduzido pelo Canal Sou +Saúde)


Brasília – O Ministério da Saúde propôs à equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro uma reformulação do Programa Farmácia Popular com o objetivo de economizar cerca de R$ 1 bilhão para garantir o reajuste dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias no próximo ano. O piso atual é de R$ 1.014,00 e passará a ser de R$ 1.250,00 a partir de janeiro. O projeto da lei orçamentária de 2019 (PLN 27/18) não tem recursos para bancar esta correção salarial.


👉VÍDEO - Relator do Orçamento de 2019 questiona Reajuste do Piso Nacional dos Agentes de Saúde (ACS/ACE) 

A informação foi prestada nesta quinta-feira (6) pelo ministro da Saúde, Gilberto Occhi, em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento. Ele veio ao Congresso falar sobre os gastos com saúde, uma exigência da Lei Complementar 141/12.

O que nós deixamos como sugestão ao novo governo é fazer um ajuste no programa da Farmácia Popular. Com isso, economizaríamos o suficiente para pagar essa despesa extraordinária”, disse Occhi.

O Ministério da Saúde empenhou este ano R$ 2,3 bilhões no Farmácia Popular, que fornece gratuitamente, ou com desconto de 90%, medicamentos básicos para tratamento de hipertensão, diabetes e mal de Parkinson, entre outras doenças.

Veto
O reajuste dos agentes comunitários está previsto na Lei 13.708/18. Ao sancionar a norma em agosto o presidente Michel Temer vetou a correção com a alegação de que não havia estimativa de impacto orçamentário.

Poucos dias após a sanção, o governo enviou a proposta orçamentária de 2019 sem a previsão de despesa para o aumento. O veto, porém, foi derrubado pelo Congresso em outubro, após articulação do presidente do Senado, Eunício Oliveira. A derrubada restabeleceu a necessidade de incluir recursos para o reajuste. Como o orçamento de 2019 está limitado a um teto de gastos, a correção salarial só virá se houver corte equivalente em outra área do governo ou em programa da própria saúde.

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A sugestão feita à equipe de transição é o governo federal centralizar todas as compras de medicamentos, que seriam depois distribuídos diretamente pela indústria farmacêutica às farmácias credenciadas ao programa. Segundo Occhi, haveria economia em tributos e no valor que o ministério paga para ressarcir as farmácias que vendem os medicamentos com preços subsidiados. Hoje, as próprias farmácias compram os remédios e são ressarcidas depois pelo governo.

A afirmação do ministro foi feita após alerta do relator-geral da proposta orçamentária, senador Waldemir Moka (MDB-MS). “Nós não temos recursos para fazer essa suplementação”, disse. Segundo ele, o orçamento da saúde para 2019 já está no limite e não há sobra para nenhuma despesa extra.

Mais Médicos
Durante a audiência pública, Occhi informou que ainda restam 123 vagas disponíveis no Programa Mais Médicos. O edital foi lançado pelo ministério em novembro após o governo de Cuba determinar o retorno dos médicos que faziam parte do programa. Das 8.517 vagas disponibilizadas após a partida dos cubanos, exclusivamente para médicos com registro (CRM) brasileiro, 3.721 foram efetivamente preenchidas. O prazo de adesão de médicos acaba nesta sexta. Occhi explicou aos membros da Comissão de Orçamento que o governo tem um plano B para completar todas as vagas. “Já no dia 17, na segunda-feira, vamos publicar novo edital abrindo oportunidade para brasileiros formados no exterior, estrangeiros e mais médicos brasileiros com CRM”, disse.

Durante o debate com o ministro, vários parlamentares elogiaram a atuação do governo após a saída dos médicos cubanos do Programa Mais Médicos. “O ministério e o governo agiram de forma rápida para solucionar esse problema e conseguiram, através desse edital, já ocupar quase 100% das vagas”, disse o deputado Juscelino Filho (DEM-MA), presidente da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.

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➡️Fonte: www2.camara.leg.br / Publicado no Sou +Saúde e Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil em 07/12/2018, às 19h038.





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➡️Agentes de Saúde (ACS/ACE) recebem R$ 129.600,00 em Tablets



O caso em questão é referente à cobrança da implantação de gratificação de incentivo financeiro e de valores retroativos a benefícios para os profissionais que atuam no município.


A tecnologia está cada vez mais presente na vida das pessoas. No dia a dia da administração pública, isto não pode ser diferente.  Agentes comunitários de saúde e de endemias de Bragança Paulista (SP) agora contam com tablets. Os aparelhos eletrônicos, chegam para substituir o papel e oferecer maior agilidade no atendimento.

A entrega dos 170 aparelhos foi realizada na segunda feira, 3, no Núcleo de Apoio aos Professores e Alunos (NAPA).

De acordo com a Secretaria de Saúde, o investimento nos tablets dos agentes de saúde foi de R$ 129.600,00. O investimento foi realizado através do PMAQ (Programa de Acesso e da Qualidade na Atenção Básica).

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A distribuição dos tablets para os agentes conta com a finalidade de  proporcionar mais agilidade no fluxo de informações dos pacientes.

Durante a solenidade de entrega os agentes receberam capacitação de manuseio do aparelho. Com ele, conforme o apurado pelo Bragança Em Pauta, os cadastramentos e atualizações dos pacientes, bem como o perfil epidemiológico serão atualizados em tempo real. Antigamente, após as visitas, os agentes tinham ainda que fazer a digitação dos dados.

➡️Governo sugere reformulação do Farmácia Popular para pagar reajuste de agentes comunitários

👉VÍDEO - Relator do Orçamento de 2019 questiona Reajuste do Piso Nacional dos Agentes de Saúde (ACS/ACE) 

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➡️Fonte: Bragança em Pauta / Publicado no Sou +Saúde e Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil em 07/12/2018, às 12h24.





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