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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Comissão considera constitucional a concessão trimestral de gratificação de agentes de saúde

Depois de várias paralisações e manifestações nas ruas, finalmente, os agentes de saúde terão direito ao PMAQ mais justo

A Comissão de Constituição, Justiça, Redação e Legislação Participativa (CCJ) da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) se reuniu na manhã da última segunda-feira (16) e colocaram em análise mais de 70 matérias. Dentre os assuntos apreciados, a comissão considerou constitucional o Projeto de Lei Ordinária (PLO) 247, de autoria do Executivo Municipal, que torna trimestral o repasse de recursos relacionados ao Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade na Atenção Básica (Pmaq).

Redes Integradas da Mobilização Nacional:

O projeto altera a redação e inclui parágrafos no artigo 5º da Lei Municipal 13.034/2015, que institui o Prêmio de Qualidade e Inovação do programa Pmaq, que será devido aos profissionais das equipes da atenção básica e centros de especialidades odontológicas, saiba mais assistindo ao vídeo!

Fonte cmjp.pb.gov.br / Jornal dos Agentes de Saúde do  Brasil, publicado em 18/10/2017, às 00h40.   

🔂Reajuste e Blindagem: Lideranças de SP, RJ e GO se articularam no fortalecimento da luta
🔂Vídeo: Carreira dos agentes de saúde foram destaques da semana
🔂‘A nova PNAB é uma volta ao passado’
🔂Nova PNAB: Veja os Esclarecimentos da CONACS sobre o Assunto e tire suas dúvidas!





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terça-feira, 17 de outubro de 2017

Campo Grande: Agentes de Saúde do Brasil tem direito a trabalhar 6 horas por dia

Agentes comunitários de saúde e de combate às endemias foram à Câmara pedir readequação da jornada de trabalho para as 6 horas em campo e duas em local de livre escolha

O presidente Sindicato dos Servidores e Funcionários Municipais (Sisem), Marcos Tabosa em conversa com o coordenador geral da MNAS - Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde, Samuel Camêlo, reafirmou a necessidade de estabelecer as 6 horas em campo e duas em local de livre escolha, conforme o modelo da Prefeitura de Americana/SP. Já o coordenador da MNAS, que desde de 2013 defende essa bandeira nacionalmente, acredita que a luta travada pelo Sisem terá reflexos muito além da cidade sul-mato-grossense de Campo Grande.

Nessa  terça-feira (17), agentes comunitários de saúde e de combate a endemias ocuparam a Câmara Municipal de Campo Grande para participar da sessão que tratava da readequação da carga horária da dos servidores da categoria.


Na capital do Mato Grosso do Sul há 2. 400 agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias, atualmente sujeitos a uma jornada de 8 horas diárias em campo. “Isso sobrecarrega o profissional porque tem que ficar exposto ao sol”, comentou Tabosa.

O município de Americana (SP) adotou o modelo das 6 horas diárias em campo e outras duas em local escolhido pelos agentes para outras atividades, como preparar relatórios, desde 2015.

A finalidade é melhorar a qualidade de vida dos agentes de saúde, além de gerar uma economia expressiva à cidade, conforme defende o presidente do Sisem.

Não poderíamos deixar de citar que Campo Grande é considerada a 7ª melhor capital do Brasil para morar, por oferecer serviços de qualidade nas áreas de saúde (6ª posição na categoria), saneamento básico, sustentabilidade, educação, cultura e, principalmente segurança, ficando entre as 4 melhores nessa categoria. Foi o que apontou o estudo Desafios da Gestão Municipal, divulgado pela consultoria Macroplan no fim de abril. A capital sul-mato-grossense só fica atrás de Curitiba, considerada a melhor para se morar atualmente, Florianópolis, Vitória, Belo Horizonte, São Paulo e Palmas.

Fonte Jornal dos Agentes de Saúde do  Brasil, publicado em 17/10/2017, às 23h17.   

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Receita Federal desmascara falso Conselho de Técnicos em ACS

Não há amparo constitucional que garanta a legitimidade do Conselho Nacional em Técnico em Agentes Comunitário de Saúde atuar como tal. A Constituição Federal Brasileira impede as atividades típicas de Estado seja realizadas pelo  CONTACS ou CORTACS. 

CONTACS é registrado na Receita Federal como uma associação. O CONTACS - Conselho Nacional de Técnico em Agentes Comunitários de Saúde, conforme matéria publicada no último dia 15/10, é apenas uma uma instituição privada. Exatamente como havíamos informado. Da mesma forma que todos os chamados Conselho Regional de Técnicos em ACS, entre os quais, o CORTACS/Maranhão.

Sobre os Conselhos, o Supremo Tribunal Federal considera que, por se tratar de função típica de Estado, o controle e a fiscalização do exercício de atividades profissionais não poderia ser delegado a entidades privadas. Disso resultou o entendimento de que os conselhos profissionais teriam natureza autárquica


Uma associação registrada em cartório municipal não tem legitimidade alguma de atuar como Conselho representando os técnicos em ACS. 

Uso das Redes Sociais para criar calúnias, injúrias ou difamação é crime!
Após as denúncias feitas por este jornal, os interessados em impedir que estas notícias sejam levadas até  os agentes comunitários de saúde do país, iniciaram uma campanha criminosa, passaram a usar o Facebook e WhatsApp para o cometimento de crimes, previstos na legislação brasileira. Mas uma vez, tenta-se encobrir a verdade com fantasias. O que, na verdade, revela quais são os interesses por trás da farsa. Nenhuma pessoa ou instituição séria assumem tal postura.

Não existe Conselho Nacional de Técnicos em Agentes Comunitários de Saúde no Brasil.  Para esclarecer esse tema, lançamos mão da legislação brasileira, que define os aspectos legais de uma Conselho Nacional de Classe, sabendo-se que o STF (Supremo Tribunal Federal) considera que, tal conselho de classe, somente pode ser exercido por autarquia. Portanto, qualquer instituição privada que tente exercer tal papel, não estará em conformidade com as normas legais de nosso país.

É possível avaliarmos o CNPJ de um legítimo Conselho de Classe profissional. Como é o exemplo do CONFEN - Conselho Federal de Enfermagem. Veja nos detalhes destacados que não são registrados associação ou com atividades associativas. São autarquia federal, registrada no Distrito Federal.

No caso do CONTACS e do CORTACS/Maranhão - o STF considera inconstitucional uma entidade privada assumir o papel de um Conselho. Qualquer tentativa de manter o status dos conselhos profissionais como espécies de associações de caráter privado será frustrada por decisão do Supremo Tribunal Federal na ADI nº 1717, que declarou inconstitucionais o caput do art. 58 da Lei nº 9.649, de 1998, assim como os seus §§ 1º, 2º, 4º, 5º, 6º, 7º e 8º. A Constituição de 1988 impede a delegação de atividades típicas de Estado para entidades privadas.

Ocorre que a atribuição de personalidade jurídica de direito público aos chamados conselhos profissionais resulta em importantes consequências quanto ao funcionamento dessas entidades, haja vista a repercussão sobre o seu regime jurídico.

Diante desse quadro, é relevante avaliar o regime jurídico a que devem se submeter os conselhos profissionais para que continuem a desempenhar as atividades de normatização e fiscalização de profissões regulamentadas.

É assustador como mais de 200.000 agentes comunitários de saúde ficam vulneráveis a uma situação de fragilidade dessa, sem que ocorra esclarecimento sobre tais fatos, que envolve a natureza de um Conselho Nacional de Classe.  



O Supremo Tribunal Federal já se posicionou 
Os conselhos profissionais são entidades que se destinam ao controle e fiscalização de determinadas profissões regulamentadas. Embora venham exercendo suas atividades há bastante tempo, a natureza jurídica dessas entidades é objeto de grande controvérsia. O Supremo Tribunal Federal considerou que, por se tratar de função típica de Estado, o controle e a fiscalização do exercício de atividades profissionais não poderia ser delegado a entidades privadas. Disso resultou o entendimento de que os conselhos profissionais teriam natureza autárquica. Portanto, não seriam meros entes de colaboração, mas pessoas jurídicas de direito público. Não havendo qualquer exceção constitucional, é possível concluir que a lei não poderia excepcionar tais entidades da aplicação do regime jurídico que a Constituição reserva para as pessoas jurídicas de direito público. Diante disso, conclui-se que as leis que atribuíam poderes estatais típicos para entidades associativas de caráter privado não teriam sido recepcionadas pela Constituição de 1988 e que, em havendo necessidade de descentralização administrativa da atividade de regulação e fiscalização de atividades profissionais, deveriam ser criadas entidades autárquicas integralmente submetidas ao regime que a Constituição impôs às pessoas jurídicas de direito público que compõem a Administração indireta.

Veja a avaliação do tema com base nos argumentos do Dr. Felipe Nogueira Fernandes, advogado da União, ocupa o cargo de Coordenador-Geral Jurídico de Atos Normativos da Consultoria Jurídica do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e é professor licenciado do Centro Universitário de Brasília - UNICEUB.

Fonte Jornal dos Agentes de Saúde do  Brasil, publicado em 17/10/2017, às 15h59.   

🔂Reajuste e Blindagem: Lideranças de SP, RJ e GO se articularam no fortalecimento da luta
🔂Vídeo: Carreira dos agentes de saúde foram destaques da semana
🔂‘A nova PNAB é uma volta ao passado’
🔂Nova PNAB: Veja os Esclarecimentos da CONACS sobre o Assunto e tire suas dúvidas!





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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Consumo moderado de sal iodado é importante para saúde

O consumo médio de sal do brasileiro é mais que o dobro da recomendação da OMS. 

Hoje temos muitas opções de sais para consumo humano no mercado. Diante de tanta variedade, você sabe a importância do consumo moderado iodado? Os benefícios são vários, entre eles o funcionamento normal dos hormônios da tiroide e o desenvolvimento dos bebês durante a gestação. 

O sal branco foi definido pela Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) do Ministério da Saúde para aumentar a oferta de iodo à população brasileira. Para que não haja um excesso ou deficiência de iodo para o consumidor, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), junto com Ministério da Saúde, faz o monitoramento.

Uma excelente matéria, vale muito apenas assistir!

É importante que as mulheres grávidas façam o pré-natal e sejam orientadas por profissional de saúde. “O sal branco é importante na dieta, mas é relevante lembrar que ele deve ser consumido dentro da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), para que a pessoa não desenvolva doenças crônicas”, explica o coordenador-adjunto de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Eduardo Nilson. A recomendação da OMS é consumir até cinco gramas de sal, por dia.

A deficiência de iodo pode causar em crianças retardo mental grave e irreversível, surdo-mudez, anomalias congênitas e o bócio (hipertrofia da glândula tireoide). “Usar sal sem ser iodado pode ocasionar distúrbios por deficiência de iodo”, explica o coordenador. Além disso, a má nutrição de iodo está relacionada com altas taxas de natimortos e nascimento de crianças com baixo peso, problemas no período gestacional, aumento do risco de abortos e mortalidade materna.


Benefícios do iodo na gravidez
Durante o primeiro trimestre de gravidez, a mãe é a única fonte dos hormônios da tireoide, que desempenha um papel essencial para as várias etapas do desenvolvimento cerebral do feto. Portanto, a falta de iodo na gestante tem efeitos prejudiciais no desenvolvimento cognitivo do bebê, como o parto prematuro, defeitos neurológicos, QI abaixo do normal, surdez e até aborto.

A Organização das Nações Unidas (ONU) considera que uma gestante deve ter consumir diariamente cerca de 200µg de iodo para que não haja carência deste micronutriente. Porém, a maneira de ingestão pode ser através de alimentos ou suplementação alimentar. “A suplementação tem que ser orientada por uma nutricionista e deve ser acompanhada durante toda a gravidez e após a gestação”, alerta Eduardo.

Os alimentos com iodo são, principalmente, os alimentos de origem marinha, como peixes, frutos do mar e mariscos.

Confira alguns alimentos ricos em iodo:

• Peixes
• Leite
• Camarão
• Ovo
• Fígado

Consumo excessivo
O consumo médio de sal do brasileiro é mais que o dobro da recomendação da OMS. O uso excessivo de sódio atua como importante fator de risco para o desenvolvimento de diversas doenças crônicas, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, doenças renais, síndrome metabólica e câncer gástrico. Portanto, a regra é não exagerar no consumo do sal. Consuma o produto em pequenas quantidades para temperar alimentos in natura e minimamente processados. Vale ressaltar que alimentos processados e ultraprocessados devem ser evitados, pois possuem grandes quantidades de sódio.

Por Luíza Tiné, para o Blog da Saúde

Fonte Blog da Saúde / Publicado no Jornal dos Agentes de Saúde do  Brasil, publicado em 
16/10/2017, às 14h02.   






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domingo, 15 de outubro de 2017

Não existe Conselho de ACS que tenha legitimidade constitucional no Brasil

Não há amparo constitucional que garanta a legitimidade do Conselho Nacional em Técnico em Agentes Comunitário de Saúde atuar como tal. Conforme posicionamento do Supremo Tribunal Federal, os conselhos profissionais teriam natureza autárquica

Existe Conselho Nacional de Técnicos em Agentes Comunitários de Saúde no Brasil?
A pergunta acima faz parte de uma série de interrogações feitas por Agentes Comunitário de Saúde nos grupos administrados pela MNAS - Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde. Para esclarecer esse tema, iremos lançar mão da legislação brasileira, que define os aspectos legais de uma Conselho Nacional de Classe, sabendo-se que o STF (Supremo Tribunal Federal) considera que, tal conselho de classe, somente pode ser exercido por autarquia. Portanto, qualquer instituição privada que tente exercer tal papel, não estará em conformidade com as normas legais de nosso país.

Não existe Conselho Nacional de Classe que responda pelos ACS no Brasil!

Desperdício de tempo e dinheiro -É importante saber que os conselhos profissionais criados com natureza de associações privadas não podem exercer funções estatais típicas, devendo ser consideradas como não recepcionadas pela Constituição Federal. 

É assustador como mais de 200.000 agentes comunitários de saúde ficam vulneráveis a uma situação de fragilidade dessa, sem que ocorra esclarecimento sobre tais fatos, que envolve a natureza de um Conselho Nacional de Classe.  

Analise as informações de *Felipe Nogueira Fernandes, Advogado da União e Coordenador-Geral Jurídico:  

O Supremo Tribunal Federal já se posicionou 
Os conselhos profissionais são entidades que se destinam ao controle e fiscalização de determinadas profissões regulamentadas. Embora venham exercendo suas atividades há bastante tempo, a natureza jurídica dessas entidades é objeto de grande controvérsia. O Supremo Tribunal Federal considerou que, por se tratar de função típica de Estado, o controle e a fiscalização do exercício de atividades profissionais não poderia ser delegado a entidades privadas. Disso resultou o entendimento de que os conselhos profissionais teriam natureza autárquica. Portanto, não seriam meros entes de colaboração, mas pessoas jurídicas de direito público. Não havendo qualquer exceção constitucional, é possível concluir que a lei não poderia excepcionar tais entidades da aplicação do regime jurídico que a Constituição reserva para as pessoas jurídicas de direito público. Diante disso, conclui-se que as leis que atribuíam poderes estatais típicos para entidades associativas de caráter privado não teriam sido recepcionadas pela Constituição de 1988 e que, em havendo necessidade de descentralização administrativa da atividade de regulação e fiscalização de atividades profissionais, deveriam ser criadas entidades autárquicas integralmente submetidas ao regime que a Constituição impôs às pessoas jurídicas de direito público que compõem a Administração indireta.


Atualmente não existe legitimidade para um Conselho de ACS
A Constituição de 1988 não autoriza qualquer possibilidade de delegação de poderes estatais para associações profissionais, portanto, atualmente nenhum Conselho Nacional  em Agente Comunitário de Saúde tem legitimidade para atuar no Brasil.

Qualquer tentativa de manter o status quo dos conselhos profissionais como espécies de associações de caráter privado será frustrada por decisão do Supremo Tribunal Federal na ADI nº 1717, que declarou inconstitucionais o caput do art. 58 da Lei nº 9.649, de 1998, assim como os seus §§ 1º, 2º, 4º, 5º, 6º, 7º e 8º. Segundo concluiu o Excelso Pretório, a Constituição de 1988 impede a delegação de atividades típicas de Estado para entidades privadas.

Ocorre que a atribuição de personalidade jurídica de direito público aos chamados conselhos profissionais resulta em importantes consequências quanto ao funcionamento dessas entidades, haja vista a repercussão sobre o seu regime jurídico.

Diante desse quadro, é relevante avaliar o regime jurídico a que devem se submeter os conselhos profissionais para que continuem a desempenhar as atividades de normatização e fiscalização de profissões regulamentadas.

DA COMPETÊNCIA
Em seu art. 5º, inciso XIII, a Constituição da República assegura o livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, desde que atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer.

A competência legislativa para estabelecer normas relativas às condições para o exercício de profissões foi atribuída à União, conforme dispõe o inciso XVI do art. 22 da Carta de 1988.

Por força do art. 21, XXIV, da Constituição[8], também cabe à União cuidar da inspeção do trabalho, o que inclui o poder-dever de fiscalizar o exercício de profissões, em especial aquelas cujo exercício demanda o atendimento de condições fixadas por lei federal.

Por conseguinte, compete à União legislar a respeito do exercício de profissões, assim como fiscalizar o cumprimento da legislação que estabeleça condições para o exercício de atividades profissionais.

DA NATUREZA DAS ATIVIDADES
A fiscalização do exercício de atividades profissionais implica o desempenho de poder de polícia, do qual é sucedâneo o poder de punir os profissionais que atuarem em desacordo com as normas que regulem o exercício da respectiva atividade.

Os Conselhos e o Poder de Polícia
Os conselhos profissionais têm poder de polícia, inclusive nos aspectos de fiscalização e sanção. Precedentes.

As contribuições impostas aos profissionais sob fiscalização dos conselhos, normalmente denominadas de “anuidades”, têm evidente natureza de tributo, cujo conceito encontra-se previsto no art. 3º do Código Tributário Nacional. É firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que as contribuições recolhidas pelos conselhos profissionais são tributos, classificadas como contribuições de interesse das categorias profissionais, nos termos do art. 149 da Constituição. Por conseguinte, devem ser estabelecidas por lei, conforme o art. 150, inciso I, da Carta de 1988.

Disso se conclui que os conselhos profissionais constituídos como associações de caráter privado não podem exercer funções típicas de Estado. Eventuais leis que assim prevejam são inconstitucionais ou, se anteriores à Constituição de 1998, devem ser consideradas como não recepcionadas.

DA DESCENTRALIZAÇÃO
Diante de sua indelegabilidade a entidades de natureza privada, as atividades típicas de Estado só podem ser exercidas pela União, Estados, Distrito Federal ou Municípios, conforme as suas respectivas competências constitucionais, ou por entidades com personalidade de direito público constituídas mediante lei, integrantes da Administração indireta (art. 37, XIX, CRFB).

Por conseguinte, no caso específico da fiscalização de profissões regulamentadas e da fiscalização e arrecadação de contribuições de interesse das categorias profissionais, trata-se de atividade que só pode ser desempenhada diretamente pela União, através de seus órgãos, ou por entidade autárquica criada por lei de iniciativa do Presidente da República (art. 61, § 1º, III, “e”, CRFB).Cabe mencionar que, embora a Constituição tenha mencionado expressamente apenas a criação de ministérios e órgãos, é pacífico o entendimento de que a iniciativa exclusiva do Chefe do Poder Executivo também abrange os projetos de lei que objetivem criar as entidades que compõem a Administração Pública indireta, como autarquias, fundações públicas e empresas estatais. Nesse sentido, o Supremo Tribunal Federal já decidiu que a disciplina normativa pertinente ao processo de criação, estruturação e definição das atribuições dos órgãos e entidades integrantes da Administração Pública traduz matéria que se insere, por efeito de sua natureza mesma, na esfera de exclusiva iniciativa do Chefe do Poder Executivo, em face da cláusula de reserva inscrita no art. 61, § 1º, inciso II, alínea “e”, da Constituição.

No que concerne às autarquias, José dos Santos Carvalho Filho sustenta, com respaldo no art. 61, § 1º, inciso II, alínea “e”, da Constituição, que a sua criação depende de lei de iniciativa do Poder Executivo:

A lei de criação da autarquia deve ser da iniciativa privativa do Chefe do Executivo. De acordo com a regra constitucional [Art. 61, § 1º, II, ‘e’, CF] cabe ao Presidente da República a iniciativa das leis que disponham sobre criação, estruturação e atribuições dos Ministérios e órgãos da Administração Pública, sendo essa regra aplicável também a Estados e Municípios. Além disso, a criação de pessoas administrativas é matéria própria de administração pública, razão por que ninguém melhor do que o Chefe do Poder Executivo para aferir a conveniência e a necessidade de deflagrar o processo criativo.

Disso decorre a inconstitucionalidade formal de todos os projetos de lei de iniciativa parlamentar que se proponham a criar conselhos profissionais. Em se tratando de entidades autárquicas, só podem ser criadas por leis de iniciativa do Poder Executivo.

Como visto, a delegação das atividades atualmente executadas pelos chamados conselhos profissionais deve decorrer de descentralização administrativa, mais precisamente mediante a criação de entidades autárquicas especificamente para essa finalidade.

Cabe mencionar que o regime jurídico das autarquias admite particularidades. Há certa margem para que as leis que instituírem essas entidades detalhem o regime a ser aplicado a cada uma. Nada impede, por exemplo, que o processo de escolha dos seus dirigentes ocorra mediante voto dos integrantes da respectiva categoria econômica, sem ingerência da Administração direta. Porém, é certo que a lei não poderia criar entidades autárquicas de “regime especial” quando isso significar o descumprimento das normas de hierarquia constitucional. Como não há exceção prevista no texto constitucional, as leis que criarem autarquias, independentemente de sua finalidade, não podem violar a moldura jurídica que a Constituição conferiu às entidades de direito público.

*Com informações de Felipe Nogueira Fernandes, Advogado da União, ocupa o cargo de Coordenador-Geral Jurídico de Atos Normativos da Consultoria Jurídica do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e é professor licenciado do Centro Universitário de Brasília - UNICEUB.

Fonte Jornal dos Agentes de Saúde do  Brasil, publicado em 14/10/2017, às 16h45.   

🔂Reajuste e Blindagem: Lideranças de SP, RJ e GO se articularam no fortalecimento da luta
🔂Vídeo: Carreira dos agentes de saúde foram destaques da semana
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🔂Nova PNAB: Veja os Esclarecimentos da CONACS sobre o Assunto e tire suas dúvidas!





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05/10: Dia de Manifestação Nacional dos Agentes de Saúde nos Municípios

No dia Nacional dos  Agentes Comunitários de Saúde a categoria se prepara para mais uma Grande Mobilização Nacional Valeu a pena...